A ligação direta do meu cabelo com minha autoestima

Tem gente que duvida do poder de uma boa hidratação e finalização né? Mas só nós mulheres entendemos o quanto a vida melhora quando o cabelo tá bom, não tenho um real na conta, mas olha meu cabelo como tá lindo?! Hahaha, acontece! E o que me fez vir aqui abordar esse assunto foi um episódio que vivi no meu tatuador no mês passado , dia 15/3 , uma seguidora minha, Lorena de 11 anos, foi até o estúdio me ver, e cara, eu vi nela esperança, eu vi o resultado do meu trabalho, tá dando certo!! Na idade dela, meu sonho era ter cabelo liso, uma franja mais lisa ainda, e por não ter, me odiava de uma maneira inexplicável; “Ah Nath, mas era só um cabelo”, sóooooo? Cara, eu era uma pré-adolescente que não gostava de mim por causa do meu cabelo, entende a gravidade disso e o tanto de frustração que isso acarretou na minha vida? MUITA! E ao ver Lorena, linda, jovem e bela nos seus 11 lindos anos, assumida, feliz com o formato e volume do seu cabelo me fez refletir sobre essa fase da minha vida e como lidei com ela.

Hoje, youtuber cacheada, e embaixadora de uma marca que acredita na beleza natural, me sinto orgulhosa de influenciar diretamente meninas a se aceitarem e não passarem por situações que abalariam a autoestima delas; Como um “Não tem pente em casa?”, ou “Você acha que eu namoraria uma menina do cabelo ruim que nem o seu?”. Pode parecer inacreditável para quem não passou por isso, mas sei que muita gente vai ler esse texto e lembrar de cada frase responsável por diminuir cada dia mais o seu amor próprio.

A época em que aceitei meu volume e comecei a me descobrir cacheada, foi LIBERTADOR! Ufa, meu cabelo tem uma identidade única, porque até então eu não era nem lisa e nem cacheada, era o que? Um E.T? hahaha, o E.T mais cabisbaixo e frustrado da escola. Hoje, você fala meu nome no meio cacheado, e vou estar altamente ligada à aceitação do meu cabelo, mas nem sempre foi assim. Custei a me amar, porque não via quem queria no reflexo do espelho, e isso machucava, deixou cicatrizes, que custei a remendar. Mas como me amar, se na mídia nacional e internacional não me via representada? Cabelos baixos, domados e peles claras, as mais claras possíveis, poxa, eu realmente não estava no padrão; E é essa nossa luta, representatividade, o que eu fui na vida da Lorena e de muitas outras seguidoras que se viram em mim, se identificaram, e se amaram.

Tá aí a importância de cacheadas e crespas nas mídias, internet, televisão e revistas, porque tem muita menina e também tem muita mãe de família que nunca iria se encontrar, se não houvesse a resistência que estamos tendo em não abaixar a cabeça e nem o cabelo para ninguém. Vai muito além de um vídeo ensinando a cuidar e arrumar o cabelo cacheado, é ajudar a se encontrar, é mostrar que dá para ser linda e segura, mesmo não sendo igual a maioria do mundo todo, e quer saber? Que graça tem ser igual a todo mundo? É tão mais gostoso ser você, cada pedacinho, único e especial como deve ser.

E você? Conhece o melhor do seu cabelo e de você? Se não, corra atrás desse prejuízo AGORA, mas se sim, ajude outras a descobrirem quão grande é a satisfação da liberdade de ser quem é. Eu nunca vou me cansar até que todas as mulheres da minha volta saibam o quanto são lindas, faça sua parte você também. A mudança no mundo, começa em mudar a si mesmo.

Um beijo,

Nath Barros

Autoestima não é autoimagem!

Desde que o Futilidades levantou a bandeira do projeto UM PAPO SOBRE AUTOESTIMA sinto que muita gente associa toda nossa conversa à quebra de padrões de belezas relacionados ao corpo, mas autoestima não é isso. Autoimagem e a forma como uma pessoa enxerga seu corpo físico é apenas uma das questões que esse universo de autoconhecimento envolve.

A meu ver uma pessoa tem uma boa autoestima quando ela se conhece, física e psicologicamente. Curioso isso, né? Acredito realmente que uma mulher precisa conhecer seu corpo, seu cabelo, sua sexualidade e sua maneira de pensar e ver a vida para poder se amar. E não precisa se amar do jeito que se é, sempre podemos querer emagrecer, ou não, mudar a cor do cabelo, ou não, fazer um alisamento, ou não. Podemos ser o que quisermos, o importante é que nos conhecendo conseguimos viver a vida de acordo com quem somos de verdade e é muito mais fácil gostar de si mesma assim.

Uma boa autoestima é uma qualidade de quem se valoriza, se contenta com seu modo de ser e demonstra, consequentemente, confiança em seus atos e julgamentos.

Ou seja? Não tem necessariamente a ver com o corpo, com o cabelo ou como a gente se enxerga. Isso é uma consequência importante, mas não é a razão de ser da palavra que envolve você ter estima por você mesma. Você se valorizar hoje, como você é, ainda que você queira ser diferente amanhã.

No nosso projeto levantamos a bandeira de se amar hoje, nos acolhendo com muito amor e carinho, como somos, como estamos. Ainda que a gente entre num processo de mudança amanhã, ainda que acreditemos que vamos nos amar mais se perdermos dois quilos ou se pintarmos o cabelo. Podemos lançar um olhar acolhedor para nós mesmas hoje, vendo o que temos de melhor agora, ainda que o objetivo final de amanhã seja ser diferente.

Autoestima é um processo interno que envolve se conhecer, se sentir segura e ter confiança de quem se é na essência, consequentemente isso esbarra também na imagem do espelho. Nessa hora que acreditamos sim que um cabelo cuidado, uma maquiagem diferente ou um look bonito pode ajudar a colocar pra fora essa segurança que temos dentro. Assim começamos aos poucos a ver beleza no nosso corpo, no nosso cabelo. Gostar da imagem refletida no espelho é uma das consequências de ter uma boa autoestima e é uma delícia podermos falar desses diferentes tipos de beleza e pontos de vista no Naturalmente Bonita. Um blog que já traz no nome essa bandeira que diz que uma mulher pode e deve se sentir naturalmente bonita, porque a verdadeira beleza tem a ver com essa luz que vem de dentro e ilumina tudo fora.

Relação entre a Moda e a Autoestima

Como consultora de moda e imagem, sempre tento passar para minhas clientes uma mensagem de estilo maior do que de tendência. Sempre acreditei que “estar na moda” é captar a essência do que é tendência e transferir para seu estilo pessoal, sendo esse a parte mais importante na hora do look. Quando conseguimos deixar nossa marca pessoal em cada peça do nosso guarda-roupa, a personalidade entra em jogo e nos sentimos ainda melhor com nossa imagem.

 

Apesar de a roupa ser um item indispensável do nosso dia a dia, muitas vezes não damos tanta importância ao ato de se vestir, encaramos a moda como algo supérfluo e fútil. Esquecemos que essa relação com a moda pode ser um grande divisor de águas para nossa autoestima e que podemos valorizar nosso corpo e revolucionar a maneira como nos vemos no espelho apenas com um look que combine com nosso estilo.

Ter um estilo próprio é muito mais do que ter um mundo de roupas. Quando conseguimos relacionar a moda com a autoestima, podemos usá-la a nosso favor e eleger peças que valorizem o corpo e nos deixem seguras no dia a dia.

Muitas vezes até a forma como nos vemos no espelho influencia nosso jeito de nos vestir, pois a imagem é um resultado de uma vida inteira de expectativas e experiências que tivemos no passado e de situações que já passamos ao longo da vida.

Experimente usar uma peça que levante sua autoestima, que te deixe confiante em seu dia a dia. Aproveite para eleger o corte perfeito, a modelagem que valorize seu corpo e uma cor que ilumine naturalmente seu tom de pele. Os acessórios também poderão ser seus maiores aliados na hora de se sentir de bem com sua autoestima e de fazer as pazes com o espelho e com seus looks.

Aproveite para ousar, para usar e abusar de algo inusitado que nunca se imaginou usando. Crie novas possibilidades, apostando na moda como sua aliada, como um plus na sua relação consigo mesma. Tenho certeza que com essas dicas você se sentirá ainda mais bonita e com a energia renovada.

Autoestima, cabelo, corpo, e o mundo.

 

Sumi né? Mas cá estou novamente para conversar um pouquinho com vocês.

Pelo título do post já dá para imaginar o assunto. Quando penso em falar sobre o quanto mudei após deixar o meu cabelo natural; é tanta coisa que até me espanto. No meu caso eu pauto no cabelo porque realmente foi uma “libertação”mas para cada um pode ser outra coisa como: parar de ligar tanto para o corpo e deixar de querer ser padrão; usar a roupa que bem entende e não o que lhes impõe; pintar as unhas com as cores que bem desejar; largar aquele emprego e aceitar a proposta que realmente combina contigo…

Para falar a verdade, eu desejo conversar sobre como um item, algo não resolvido dentro de nós, pode mudar completamente quando solucionado. E no meu caso foi o cabelo.

Já falei por diversas vezes que fiz muitas químicas, mas lá em 2013, quando decidi parar com tudo, algo mudou. E eu não digo apenas por fora, não foco na minha aparência. Mas o negócio aconteceu aqui dentro. Eu passei a me olhar no espelho e entender quem eu sou, meus traços, minhas características, que sou bonita independente de qualquer padrão imposto. Isso é difícil pra caramba! Tenho 27 anos e fui me entender só com 24.

No momento que eu falo “me entender”, é gostar da imagem refletida, é me achar linda, é andar na rua com confiança, com o rosto empinado mesmo, mudar a forma de falar e me portar. Hoje eu não tenho mais vergonha de algo, eu não me encolho quando escuto algo desagradável, sei me impor e acho isso apenas MARAVILHOSO! Acho tão maravilhoso que quero espalhar para todas as pessoas que eu puder. SE AMEM EM PRIMEIRO LUGAR! Quando você se ama, a vida flui de uma forma indescritível.

É fácil lidar com autoestima em um mundo cheio de padrões? Nem um pouco! É fácil se achar bonita com trocentas campanhas esfregando modelos magérrimas na sua cara? MAS NEM FERRANDO! O que a gente precisa trabalhar é a nossa mente. Ela, que no final das contas, comanda tudo. A mudança pode ser no cabelo, na roupa, no corpo, na forma de falar ou mesmo de se comportar; não importa. Sempre tem um click aí dentro que te desperta para o que você realmente é e o que realmente deseja ser, independente do que pensam.

Que tal refletir um pouco sobre isso? Que tal olhar no espelho e repetir o mantra “Eu sou linda, eu sou fod*?” Minha mãe sempre diz que a palavra tem poder e eu acredito piamente nisso. Nada é fácil no início, eu chorei rios quando me vi com o cabelo curtíssimo, mas depois de alguns meses percebi que eu era mais que um cabelo.

Creia, você também é mais que um cabelo, um corpo, uma altura, um peso, um rosto, uma forma de se vestir. Você, eu, nós temos muito o que mostrar para este mundo.

Bora juntas?

Beijos
Maraisa Fidelis

Meus cabelos e eu!

Quando eu era pequena meus cabelos eram elogiados por todas as pessoas. Os cachos, que quando eu era bem criança eram grandes, foram soltando conforme e eu crescia e quando eu tinha uns 5, 6 anos eles ganharam ondas abertas e bem bonitas. E eu amava meus cabelos…até fazer uns 8.


 

No colégio, as meninas consideradas as mais bonitas da minha série todas tinham cabelos lisos e franjas. Nas Spice Girls lá estava Mel B representando as crespas, todas as outras tinham cabelos lisos. Friends, todas com cabelos lisos. Blossom, cabelos lisos. Sabrina e depois Clarissa, cabelos lisos, loiros e franjas, achava maravilhoso e queria igual. Punky, franja cheia e cabelos lisos – achava lindo quando fazia chiquinhas e ficava igual. Mais tarde, quando eu tinha 11 anos, chegaram as Chiquititas e comecei a ver meninas com cabelos parecidos com o meu (oi Fran, oi Tati), mas vocês acham que eu gostava do cabelo delas? Não!

A diferença é que naquela época eu não tinha a mínima consciência do que deveria fazer para arrumar os cabelos da forma que eu gostaria que eles ficassem, e isso causou uma série de frustrações capilares. Pedi para cortar franja crente que conseguiria copiar as atrizes que eu admirava, saía do salão com aquela franja maravilhosa que durava até o primeiro banho. Como eu não usava secador, a franja secava aleatoriamente, quase sempre fazendo o sentido contrário de uma franja convencional, isso é, a “voltinha” da franja era voltada para fora, e não para dentro.

E lá no alto dos meus 11 anos que eu pedi para fazer o corte da Posh Spice porque eu tinha uma boneca da Victoria e achava o cabelo dela lindo? Sim, eu fui no salão levando a boneca como referência, e a pessoa cortou meu cabelo reto e sem graça, na altura do queixo. Com a escova ficou lindo, mas vocês imaginam o que aconteceu quando meu cabelo secou naturalmente, né? Muitos meses traumáticos sem saber como cuidar do cabelo até ele crescer. Até hoje eu cruzo com ela e tenho arrepios lembrando dia que eu descobri que não tinha como copiar a Posh Spice. Pelo menos eu não pedi para copiar a Geri, imaginem se alguém aceitasse pintar os cabelos de uma pré adolescente metade loiro metade vermelho?

Engraçado que quando eu fiz 15 anos, mais ou menos, eu descobri que odiava meu cabelo escovado porque ele ficava lambido. E foi aí que eu comecei a fazer as pazes com meus fios. Passei a respeitá-los, a descobrir modos de secar e cortar que valorizaram. Comecei a me interessar por produtos (né, Bio Extratus! 🙂 ) E tive a certeza que eles tinham um peso muito importante na minha autoestima.

Hoje eu acho incrível saber que posso fazer o que eu quiser com eles. Posso secar com escova e deixá-los mais lisos, posso fazer um babyliss e deixá-los com um movimento interessante, posso secar com os dedos e deixá-los mais naturais.

Meu último passo nessa minha relação com minhas madeixas é deixar que elas sequem naturalmente mais vezes. Hoje em dia eu só faço isso quando sei que não vou sair, pois ainda tenho medo de como os fios vão secar, se eles vão ficar mais ou menos rebeldes, mas quem disse que volume ou formas mais indefinidas são feias? É isso que estou tentando botar na minha cabeça e, quem sabe, voltar a ser aquela criança de 6 anos que achava seus cabelos ondulados de qualquer jeito poderosos, diferentes e maravilhosos?