Naturalmente Bonita

Piquenique saudável, com frutas

6.jul.2018

Sabemos que as frutas e os vegetais integrais são os alimentos mais saudáveis do mundo e que deveriam fazer parte da alimentação diária de todas as pessoas. No entanto, uma pesquisa recente revelou que apenas 40% dos brasileiros consomem frutas e hortaliças diariamente e, mesmo entre os que consomem, estamos abaixo da quantidade mínima recomendada pela Organização Mundial de Saúde.

Desde que me tornei vegana e passei a consumir mais frutas e vegetais crus, notei uma melhora na qualidade de vida, como um todo. Me sinto mais disposta, menos estressada e com muito mais energia. Além disso, a digestão é otimizada e isso significa que a pele e o cabelo ficam maravilhosos! Não é à toa, já que inúmeros estudos de universidades renomadas, mostram que consumir diariamente alimentos frescos e integrais está associado a mais saúde e longevidade, além da prevenção de diversas doenças.

Quem me acompanha nas redes sociais, sabe que compartilho diariamente a paixão pelas frutas e pelos vegetais e o meu estilo de vida natural para incentivar as pessoas a adotarem hábitos alimentares mais saudáveis. Num mundo com influenciadores de diversos assuntos, fico feliz por conectar temas como alimentação e beleza natural.

Quando estava pensando em uma maneira de como expandir a minha influência para o mundo “offline”, me deparei com uma foto, no Instagram da Bio Extratus, do bate-papo sobre autoestima.

Inspirada, decidi criar o PICNIC FRUGI, um piquenique vegano e frugívoro, com o objetivo de incentivar as pessoas a comerem mais frutas e vegetais crus, ao menos um dia da semana. A ideia ganhou adeptos e o evento tem acontecido semanalmente, em parques e praças de São Paulo. Realizar encontros ao vivo, para incentivar uma vida mais consciente e equilibrada, num mundo em que a nossa principal conexão com as pessoas tem sido através da internet, é uma forma de resistir e de aprofundar as trocas e os aprendizados.

Agradeço a Bio Extratus por apoiar a primeira edição do evento, enviando kits da linha vegana Botica Cachos e Botica Henna para sorteio, além de uma linda cesta de frutas. Todo mundo adora ganhar presentes e acredito que esse é mais um incentivo para as pessoas conhecerem o universo vegano, da alimentação aos cosméticos naturais. Gratidão e até a próxima!

Criou o Blog das Cabeludas, Crespas e Cacheadas em 2008 e é uma das idealizadoras da Marcha do Orgulho Crespo Brasil (2015). Ambas iniciativas tem objetivo de empoderar mulheres a aceitarem seu cabelo natural. É bacharel em Relações Internacionais, Vegana e especialista em Marketing Digital.

Nanda Cury

Criou o Blog das Cabeludas, Crespas e Cacheadas em 2008 e é uma das idealizadoras da Marcha do Orgulho Crespo Brasil (2015). Ambas iniciativas tem objetivo de empoderar mulheres a aceitarem seu...

Os 3 looks plus size mais desafiadores da minha vida

29.jun.2018

Pode parecer besteira pra algumas pessoas, mas quando vivemos presas à ditadura da moda, nos privamos muitas vezes de nos vestir da forma como mais gostamos por medo dos olhares externos. Quando a gente é gorda e tem essa preocupação, a dificuldade na hora de se vestir dobra de tamanho. A questão toda gira em torno de que 99% das tendências não são feitas para nós. Geralmente, todos os artigos de moda lançados têm sempre aquele adendo dizendo que a gorda está excluída do rolê, sabe?

Pantacourt? Encurta a silhueta e parece mais gorda. Listras horizontais? Achata a silhueta e parece mais gorda. Brilho? Aumenta visualmente e parece mais gorda. E qual o problema em “parecer gorda”? Comecei a me questionar a respeito dos motivos por eu estar usando a moda sempre para me esconder, esconder meu corpo. Foi aí que me libertei dessas amarras e criei os looks plus size mais desafiadores da minha vida.

O primeiro tipo de look que tenho pra citar é um mix de listras.

Já li em muitos lugares que gorda não pode usar listras horizontais, mas eu amo a estampa e não deixo de apostar nela quando estou a fim. Já usei de várias formas, tanto mais básico com preto e branco, quanto mais ousado com azul, branco e tênis metalizado. Os dois looks são supersimples e fáceis de se inspirar com peças que você tem na sua casa.

O segundo look é usando duas peças que sempre disseram que não podemos usar: pantacourt e cropped.

Na verdade, um dos looks é com cropped aparecendo parte da barriga e a calça pantacourt preta. Achei elegante essa combinação, deixou o look bem simples, porém com pitada de estilo. O outro é com uma camisa amarrada, também deixando parte da barriga à mostra. Esse nozinho deixa o visual muito mais despojado e moderno. Vale a pena apostar no dia a dia.

Outro tipo de look que sempre me disseram que não podia usar é com comprimento mídi.

Eu amo vestidos nessa medida, acho superelegante e sofisticada. Esse primeiro é meu mais novo xodó no guarda-roupa. Por ter fundo escuro, combina perfeitamente com esse outono/inverno 2018. Com certeza vou usá-lo demais. O segundo é daqueles bem desafiadores, coloridão e com decote que pede que fiquemos sem sutiã. Mesmo assim me senti megaconfortável com ele e o usei no Natal do ano passado.

Independente de regras impostas pela mídia e moda, o importante é usar o que a gente quiser e o que nos faça sentir bem no dia a dia. E você? Qual foi seu look mais desafiador?

Sempre muito comunicativa, Ana Luiza nunca teve vergonha de mostrar quem é e o que pensa. Adora escrever textos sobre moda inclusiva e empoderamento feminino, hoje produz looks do dia plus size, resenhas com opiniões reais sobre produtos acessíveis e conteúdo sobre autoestima e feminismo. Ana sabe que “estar na moda” é captar a essência do que é tendência e transferir para seu estilo, deixando sua marca em cada peça e independente do tipo de corpo. Hoje trabalha com consultoria de moda e imagem, marketing digital e com produção de conteúdo em seu blog Cinderela de Mentira.

Ana Luiza Palhares

Sempre muito comunicativa, Ana Luiza nunca teve vergonha de mostrar quem é e o que pensa. Adora escrever textos sobre moda inclusiva e empoderamento feminino, hoje produz looks do dia plus size, rese...

A moda é fútil?

22.jun.2018

Acho que posso dizer que, desde que comecei a trabalhar como consultora de moda, ou ainda, desde que comecei a estudar moda, ouço comentários sobre a futilidade da área, de como é um ambiente corrosivo, cheinho de afetação, ostentação e apreço pelo luxo.

Não vou negar que a moda tem, sim, essa veia de glamourização – ridícula, em minha opinião! – que só quer saber de mostrar “riqueza”, que trata roupas, sapatos e acessórios como artigos descartáveis, que rapidamente ficam “fora de moda”. É verdade, isso existe, sim!

Mas, quando a gente para pra pensar que a roupa que a gente veste pode servir como uma tradução de quem nós somos, do que nós acreditamos e das ideias – e ideais! – que queremos compartilhar com o mundo… ah, aí tudo muda. É nesse momento que a gente pode usar a moda como uma ferramenta útil a nosso favor, de forma que ela seja capaz de levantar nossa autoestima e de expressar, exatamente, o nosso EU.

Não à toa, restrições e regras que existiam no mundinho da moda não “pegam” mais. Quem ainda se importa com isso, pode ter certeza, está ficando pra trás.

Com isso, é muito bom perceber que o street style ganhou as passarelas e o coração das pessoas, que o conforto foi elevado à categoria máxima (vide o sucesso do tênis), que existe uma preocupação ambiental na fabricação das peças e que, cada vez mais, passamos a usar a moda como um recurso de empoderamento para nosso dia a dia.

E, gente, é tão bom ter esse empoderamento nas nossas mãos! Acho que não existe liberdade maior do que vestir o que a gente quer, quando e como a gente quer, abraçar e usar as tendências de moda que mais curtimos e que mais têm a ver com nosso estilo.

De verdade, é tão bom usarmos as peças que valorizam nosso corpo e nossa alma… Isso é fútil? Acho que não, pois acredito que, quando estamos felizes dentro de uma roupa, nos sentimos mais corajosas e mais confiantes para trilhar nosso caminho rumo aos nossos sonhos. Não precisa de luxo, não precisa de ostentação, precisa de carinho com nós mesmas, precisa amar seu corpo do jeito que ele é – acima ou abaixo do peso, alto ou baixinho – significa se olhar no espelho e gritar “sou perfeita, gostosa e vou arrasar!”

Porque, sinceramente, não existe nada mais prejudicial pra nossa autoestima do que se jogar em uma roupa desconfortável, que não tem nada a ver com nosso jeito de ser – ou pior, quando a gente veste alguma coisa pra agradar alguém e acaba deixando de lado quem realmente somos. Mas, ó, é claro que é muito legal a gente vestir aquela blusa ou aquela saia, por exemplo, pra agradar o mozão e se sentir irresistível dentro dela. O errado é a gente se anular pelo outro, se sentir mal “em nossa pele”… aí não tem como dar certo, né?

Resumindo, no final das contas, o que vale mesmo não é usar aquela peça que custou uma fortuna e que vamos suar muito pra pagar, mas, sim, se sentir arrasando, vestindo a roupa que você escolheu com o coração, que te faz sentir poderosa e alegre, e que você nem teve que morrer uma grana exorbitante nela. Diz aí: não é bom demais poder falar “amiga, essa blusinha só custou R$ 20,00 e não tiro mais do corpo!”, “customizei meu tênis e nem precisei gastar com isso”, “reformei aquela calça jeans e agora ela parece novinha”.

Aquilo, né: no fundo, a gente não precisa “rapar” o bolso pra se sentir plena!

Fontes das imagens:

Divulgação, Versace, Chanel, Harper’s Bazaar, Diversity, Wookmark

É consultora de moda, coolhunter e personal stylist formada em Propaganda & Marketing pela Universidade Mackenzie e pós-graduada em moda pelo Studio Berçot (Paris) e pelo SENAC-SP. Como produtora cultural, gerenciou projetos em órgãos públicos como na Embaixada da Espanha em São Paulo e no Museu da Cidade de São Paulo. No O Avesso da Moda é criadora e editora-chefe do blog.

Mirian Herrera

É consultora de moda, coolhunter e personal stylist formada em Propaganda & Marketing pela Universidade Mackenzie e pós-graduada em moda pelo Studio Berçot (Paris) e pelo SENAC-SP. Como p...

Desabafo de uma gorda que namora

11.jun.2018

Prazer, esse é o Rodrigo. Nós nos conhecemos no dia 1o de janeiro de 2016, no sítio da minha família. Ele é primo da noiva do meu primo, que inclusive vão se casar neste mês de junho. Conversamos bastante nesse dia, trocamos mil ideias, jogamos truco, bebemos cerveja. Eu adicionei Rodrigo no facebook. Ele puxou papo e pediu meu whatsapp. Ele me convidou pra sair. Eu sugeri cinema. Começamos a nos falar todos os dias e sair pelo menos uma vez por semana. Desde o primeiro dia em que nos conhecemos, nunca deixamos de nos falar nem um diazinho. Em março começamos a namorar, nunca lembro o dia certo, ele sempre puxa minha orelha por isso.

Não sou muito de expor meu relacionamento nas redes sociais por uma questão minha mesmo, de querer preservar um pouco essa parte da minha vida. Mas, de uns tempos pra cá, senti necessidade de falar sobre um assunto específico que eu não sabia o tanto de mulheres que são atingidas por ele: o fato de uma gorda namorar um cara magro. Ou simplesmente mais magro que ela. Ou mais forte, enfim. Rodrigo é 100% adepto de academia, se deixar vai até sábado e domingo. Mesmo assim, nunca me cobrou nada com relação ao corpo ou afins, nem eu o cobro também.

Desde que ele começou a aparecer um pouco em stories, fotos no meu perfil pessoal, marcações com amigos e até mesmo no encontrinho que fiz aqui em BH, muitas mulheres vieram me perguntar sobre como namorar sendo gorda, como não basear qualquer frustração amorosa no peso, como não se sentir pra baixo por causa de questões do corpo. E pra mim é muito simples: eu não sou só um corpo.

Rodrigo não me vê só como um corpo, apesar de ter certeza que ele gosta do meu. Nosso relacionamento definitivamente não é pautado na base da perfeição. Ele é pautado nos memes que a gente se marca no facebook, nos rolês com nossos casais de amigos que a gente tanto ama, no sushi que a gente marca de vez em quando no meio da semana pra sair da rotina, nas séries que a gente maratona no fim de semana e quase afunda o sofá de tanto ficar deitado.

Quando a gente cria um relacionamento baseado apenas na estética, a chance dele ruir é gigantesca. Isso não quer dizer que não precisa ter atração física. Mas quem somos nós pra falar o tipo de pessoa que atrai outra pessoa? Quem somos nós pra pautar que apenas um tipo de corpo deve ser desejado e qualquer outro deve ser infeliz no amor eternamente e nunca será amado? Difícil engolir, mas fácil de entender, né?!

Nunca consegui pensar na idéia de que seria infeliz pra sempre por ser gorda. Muito menos que alguém me trocaria por outra pessoa dentro do padrão apenas por estética. Aliás, se existe alguém que faz isso, essa pessoa é babaca. Até porque, padrões mudam, beleza passa e o que fica é o que temos dentro da gente. Então, vamos aproveitar esse dia 12, namorando ou solteira, culpando menos nosso próprio corpo e nos amando mais pra depois entregar amor a outras pessoas.

Sempre muito comunicativa, Ana Luiza nunca teve vergonha de mostrar quem é e o que pensa. Adora escrever textos sobre moda inclusiva e empoderamento feminino, hoje produz looks do dia plus size, resenhas com opiniões reais sobre produtos acessíveis e conteúdo sobre autoestima e feminismo. Ana sabe que “estar na moda” é captar a essência do que é tendência e transferir para seu estilo, deixando sua marca em cada peça e independente do tipo de corpo. Hoje trabalha com consultoria de moda e imagem, marketing digital e com produção de conteúdo em seu blog Cinderela de Mentira.

Ana Luiza Palhares

Sempre muito comunicativa, Ana Luiza nunca teve vergonha de mostrar quem é e o que pensa. Adora escrever textos sobre moda inclusiva e empoderamento feminino, hoje produz looks do dia plus size, rese...

Pelo direito de poder vestir o que você quiser!

20.abr.2018

Outro dia me peguei pensando, após uma aula de consultoria de moda, o tanto que nós mulheres somos cobradas socialmente com relação ao que vestimos. Se estamos muito arrumadas, dizem que estamos tentando demais. Se estamos mais básicas, nos chamam de relaxadas. Se queremos usar peças da moda, somos escravas da mídia. Se queremos ficar de pijama o dia todo em casa, somos desleixadas.

Mesmo que inconscientemente, pensamos no que vamos usar em uma festa, no trabalho ou simplesmente para ir à padaria. Afinal de contas, o ato de se vestir é diário e obrigatório, tornando assim algo importante no nosso dia a dia. Mesmo a pessoa menos ligada às tendências precisa se vestir de acordo para determinada ocasião. E foi aí que me peguei pensando: até quando o que eu visto diz respeito a mim mesma ou diz respeito apenas ao que esperam de mim socialmente?

Quantas vezes você já se pegou vestindo uma peça apenas pensando no que o outro ia pensar de você? Quantas vezes você montou um look genuíno, que exprime sua personalidade de verdade? Mesmo que as regras de etiqueta existam, mesmo que alguns costumes devam ser mantidos em situações formais, por que deixamos nossa opinião de lado e damos voz aos outros?

Me questionei e cheguei à conclusão de que, muitas vezes, damos voz a essas ideias por medo de rejeição social, medo de não se sentir aceito e não fazer parte do grupo. Daí, quando paramos pra observar, vemos várias pessoas iguais, padronizadas, sem personalidade. Por que não exprimir sua personalidade em suas produções do dia a dia?

Não, não estou dizendo pra ir de chinelo para o trabalho ou de jeans para um casamento. Estou dizendo apenas para que a gente pare de se preocupar tanto com o olhar que outras pessoas terão para nossas produções. Tomemos para nós o direito de poder vestir o que a gente quiser em situações que nos permitam isso. Que a gente se permita usar e ousar peças que nos deixem confortáveis e estilosas, do jeitinho que sempre quisemos, sem medo do que o outro vai pensar a respeito. Que a gente seja realmente livre para comprar as peças não apenas por tendência ou para nos encaixarmos no padrão e sim por gostarmos dela. E que tomemos posse do nosso direito de usar a moda em nosso favor, sem nos tornarmos escravas dela.

Sempre muito comunicativa, Ana Luiza nunca teve vergonha de mostrar quem é e o que pensa. Adora escrever textos sobre moda inclusiva e empoderamento feminino, hoje produz looks do dia plus size, resenhas com opiniões reais sobre produtos acessíveis e conteúdo sobre autoestima e feminismo. Ana sabe que “estar na moda” é captar a essência do que é tendência e transferir para seu estilo, deixando sua marca em cada peça e independente do tipo de corpo. Hoje trabalha com consultoria de moda e imagem, marketing digital e com produção de conteúdo em seu blog Cinderela de Mentira.

Ana Luiza Palhares

Sempre muito comunicativa, Ana Luiza nunca teve vergonha de mostrar quem é e o que pensa. Adora escrever textos sobre moda inclusiva e empoderamento feminino, hoje produz looks do dia plus size, rese...

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