Naturalmente Bonita

Os 3 looks plus size mais desafiadores da minha vida

29.jun.2018

Pode parecer besteira pra algumas pessoas, mas quando vivemos presas à ditadura da moda, nos privamos muitas vezes de nos vestir da forma como mais gostamos por medo dos olhares externos. Quando a gente é gorda e tem essa preocupação, a dificuldade na hora de se vestir dobra de tamanho. A questão toda gira em torno de que 99% das tendências não são feitas para nós. Geralmente, todos os artigos de moda lançados têm sempre aquele adendo dizendo que a gorda está excluída do rolê, sabe?

Pantacourt? Encurta a silhueta e parece mais gorda. Listras horizontais? Achata a silhueta e parece mais gorda. Brilho? Aumenta visualmente e parece mais gorda. E qual o problema em “parecer gorda”? Comecei a me questionar a respeito dos motivos por eu estar usando a moda sempre para me esconder, esconder meu corpo. Foi aí que me libertei dessas amarras e criei os looks plus size mais desafiadores da minha vida.

O primeiro tipo de look que tenho pra citar é um mix de listras.

Já li em muitos lugares que gorda não pode usar listras horizontais, mas eu amo a estampa e não deixo de apostar nela quando estou a fim. Já usei de várias formas, tanto mais básico com preto e branco, quanto mais ousado com azul, branco e tênis metalizado. Os dois looks são supersimples e fáceis de se inspirar com peças que você tem na sua casa.

O segundo look é usando duas peças que sempre disseram que não podemos usar: pantacourt e cropped.

Na verdade, um dos looks é com cropped aparecendo parte da barriga e a calça pantacourt preta. Achei elegante essa combinação, deixou o look bem simples, porém com pitada de estilo. O outro é com uma camisa amarrada, também deixando parte da barriga à mostra. Esse nozinho deixa o visual muito mais despojado e moderno. Vale a pena apostar no dia a dia.

Outro tipo de look que sempre me disseram que não podia usar é com comprimento mídi.

Eu amo vestidos nessa medida, acho superelegante e sofisticada. Esse primeiro é meu mais novo xodó no guarda-roupa. Por ter fundo escuro, combina perfeitamente com esse outono/inverno 2018. Com certeza vou usá-lo demais. O segundo é daqueles bem desafiadores, coloridão e com decote que pede que fiquemos sem sutiã. Mesmo assim me senti megaconfortável com ele e o usei no Natal do ano passado.

Independente de regras impostas pela mídia e moda, o importante é usar o que a gente quiser e o que nos faça sentir bem no dia a dia. E você? Qual foi seu look mais desafiador?

Sempre muito comunicativa, Ana Luiza nunca teve vergonha de mostrar quem é e o que pensa. Adora escrever textos sobre moda inclusiva e empoderamento feminino, hoje produz looks do dia plus size, resenhas com opiniões reais sobre produtos acessíveis e conteúdo sobre autoestima e feminismo. Ana sabe que “estar na moda” é captar a essência do que é tendência e transferir para seu estilo, deixando sua marca em cada peça e independente do tipo de corpo. Hoje trabalha com consultoria de moda e imagem, marketing digital e com produção de conteúdo em seu blog Cinderela de Mentira.

Ana Luiza Palhares

Sempre muito comunicativa, Ana Luiza nunca teve vergonha de mostrar quem é e o que pensa. Adora escrever textos sobre moda inclusiva e empoderamento feminino, hoje produz looks do dia plus size, rese...

Desabafo de uma gorda que namora

11.jun.2018

Prazer, esse é o Rodrigo. Nós nos conhecemos no dia 1o de janeiro de 2016, no sítio da minha família. Ele é primo da noiva do meu primo, que inclusive vão se casar neste mês de junho. Conversamos bastante nesse dia, trocamos mil ideias, jogamos truco, bebemos cerveja. Eu adicionei Rodrigo no facebook. Ele puxou papo e pediu meu whatsapp. Ele me convidou pra sair. Eu sugeri cinema. Começamos a nos falar todos os dias e sair pelo menos uma vez por semana. Desde o primeiro dia em que nos conhecemos, nunca deixamos de nos falar nem um diazinho. Em março começamos a namorar, nunca lembro o dia certo, ele sempre puxa minha orelha por isso.

Não sou muito de expor meu relacionamento nas redes sociais por uma questão minha mesmo, de querer preservar um pouco essa parte da minha vida. Mas, de uns tempos pra cá, senti necessidade de falar sobre um assunto específico que eu não sabia o tanto de mulheres que são atingidas por ele: o fato de uma gorda namorar um cara magro. Ou simplesmente mais magro que ela. Ou mais forte, enfim. Rodrigo é 100% adepto de academia, se deixar vai até sábado e domingo. Mesmo assim, nunca me cobrou nada com relação ao corpo ou afins, nem eu o cobro também.

Desde que ele começou a aparecer um pouco em stories, fotos no meu perfil pessoal, marcações com amigos e até mesmo no encontrinho que fiz aqui em BH, muitas mulheres vieram me perguntar sobre como namorar sendo gorda, como não basear qualquer frustração amorosa no peso, como não se sentir pra baixo por causa de questões do corpo. E pra mim é muito simples: eu não sou só um corpo.

Rodrigo não me vê só como um corpo, apesar de ter certeza que ele gosta do meu. Nosso relacionamento definitivamente não é pautado na base da perfeição. Ele é pautado nos memes que a gente se marca no facebook, nos rolês com nossos casais de amigos que a gente tanto ama, no sushi que a gente marca de vez em quando no meio da semana pra sair da rotina, nas séries que a gente maratona no fim de semana e quase afunda o sofá de tanto ficar deitado.

Quando a gente cria um relacionamento baseado apenas na estética, a chance dele ruir é gigantesca. Isso não quer dizer que não precisa ter atração física. Mas quem somos nós pra falar o tipo de pessoa que atrai outra pessoa? Quem somos nós pra pautar que apenas um tipo de corpo deve ser desejado e qualquer outro deve ser infeliz no amor eternamente e nunca será amado? Difícil engolir, mas fácil de entender, né?!

Nunca consegui pensar na idéia de que seria infeliz pra sempre por ser gorda. Muito menos que alguém me trocaria por outra pessoa dentro do padrão apenas por estética. Aliás, se existe alguém que faz isso, essa pessoa é babaca. Até porque, padrões mudam, beleza passa e o que fica é o que temos dentro da gente. Então, vamos aproveitar esse dia 12, namorando ou solteira, culpando menos nosso próprio corpo e nos amando mais pra depois entregar amor a outras pessoas.

Sempre muito comunicativa, Ana Luiza nunca teve vergonha de mostrar quem é e o que pensa. Adora escrever textos sobre moda inclusiva e empoderamento feminino, hoje produz looks do dia plus size, resenhas com opiniões reais sobre produtos acessíveis e conteúdo sobre autoestima e feminismo. Ana sabe que “estar na moda” é captar a essência do que é tendência e transferir para seu estilo, deixando sua marca em cada peça e independente do tipo de corpo. Hoje trabalha com consultoria de moda e imagem, marketing digital e com produção de conteúdo em seu blog Cinderela de Mentira.

Ana Luiza Palhares

Sempre muito comunicativa, Ana Luiza nunca teve vergonha de mostrar quem é e o que pensa. Adora escrever textos sobre moda inclusiva e empoderamento feminino, hoje produz looks do dia plus size, rese...

Dicas de óleos e finalizadores para os cabelos secarem naturalmente lindos!

28.maio.2018

Eu sempre vi minha mãe deixar o cabelo secar naturalmente. Ela tem os fios cacheados e, por isso, nunca tive chapinha, babyliss e secador em casa quando era adolescente. Quando consegui meu primeiro dinheirinho, resolvi comprar um secador pra “facilitar a vida” e “domar os fios”. Porém, comecei a perceber que meus cabelos foram ficando opacos e sem vida, justamente por não saber cuidar na época. Foi desde então que comecei a deixar meus cabelos secarem sempre naturalmente.

Acredito que o principal problema dos secadores, chapinhas e afins está nas altas temperaturas, já que o calor pode deixar os cabelos fracos e quebradiços a longo prazo. Hoje, depois de estudar muito sobre cabelos, sei que existem diversos produtos no mercado que ajudam a prevenir esse resultado, protegendo contra o fator externo do calor. Porém, mesmo assim continuo deixando secar naturalmente e gostando bastante do efeito ondulado que ele fica. A idéia é realmente proteger o fio do calor ao máximo, expor a esse efeito apenas em dias de festas e eventos em que preciso usá-lo mais arrumadinho.

Senti uma supermudança desde então, tanto na força quanto no brilho dos cabelos. Mesmo quando resolvo usar chapinha ou babyliss, o efeito fica muito mais bonito, justamente por ele estar saudável e protegido na maior parte do tempo sem exposição ao calor.

E claro que alguns produtos são meus grandes aliados para conseguir deixar que os fios sequem naturalmente. O primeiro deles é, sem dúvidas, o finalizador da linha Resgate, da Bio Extratus. Minha mãe começou a usá-lo antes de mim, aplicando nos cachos e deixando secar naturalmente também. Percebi que os fios dela ficam muito mais definidos quando ela o usa e resolvi adotar essa dica nos meus também. E funcionou! Sinto que ele promove uma hidratação final nos cabelos sem deixar pesado, fazendo com que o fio fique bem definido em seu formato natural, seja ele qual for. Gosto de aplicar uma quantidade parecida com o tamanho de uma moeda de 1 real na mão. Em seguida espalho bem e aplico nos cabelos do meio às pontas. Funciona superbem.

No day after e com os fios secos, gosto de usar óleos diferenciados pra dar aquele brilho e maciez aos cabelos. O que mais amo é o de Argan e Cártamo. Eu gosto de aplicar no meio e nas pontas, logo após espalhar nas mãos, assim como o finalizador em creme. Ah! Uma dica boa também é colocar umas gotinhas na sua máscara de hidratação pra potencializar o efeito dela, mas isso é assunto pra outro post. Usar óleos com os cabelos já secos evita que eu precise lavá-lo todos os dias e os deixa saudáveis a longo prazo.

Sempre muito comunicativa, Ana Luiza nunca teve vergonha de mostrar quem é e o que pensa. Adora escrever textos sobre moda inclusiva e empoderamento feminino, hoje produz looks do dia plus size, resenhas com opiniões reais sobre produtos acessíveis e conteúdo sobre autoestima e feminismo. Ana sabe que “estar na moda” é captar a essência do que é tendência e transferir para seu estilo, deixando sua marca em cada peça e independente do tipo de corpo. Hoje trabalha com consultoria de moda e imagem, marketing digital e com produção de conteúdo em seu blog Cinderela de Mentira.

Ana Luiza Palhares

Sempre muito comunicativa, Ana Luiza nunca teve vergonha de mostrar quem é e o que pensa. Adora escrever textos sobre moda inclusiva e empoderamento feminino, hoje produz looks do dia plus size, rese...

O que torna minha mãe naturalmente inspiradora

4.maio.2018

Me peguei pensando outro dia no tanto que minha mãe me inspira, naturalmente. Seria pelo seu jeito engraçado, de fazer piada com tudo? Seria pelo olhar que, só de cruzar com o meu, já entendemos a situação, sem precisar de palavras? Seria pela nossa cumplicidade e sinergia que a fazem ser minha melhor amiga? Ainda não sei ao certo, mas resolvi reunir 5 aprendizados que recebi da minha mãe e que a tornam naturalmente inspiradora. Espero que gostem.

 

Ser independente

Não sei ao certo qual foi a primeira vez que ouvi da minha mãe que eu nunca deveria depender de ninguém. E olha que ela não falava isso apenas financeiramente não. Ela sempre me ensinou (e ao meu irmão) que não devemos esperar por nada de outras pessoas e que sempre precisamos correr atrás do que é nosso. Desde tarefas básicas do dia a dia, até juntar uma grana para realizar um sonho, ser independente se tornou minha principal meta em qualquer atividade. Palmas para mamãe!

 

Nunca desistir dos meus sonhos

Que clichê, hein? Mas não poderia deixar de mencionar uma época crucial na minha vida, em março de 2012. Resolvi criar o blog em busca de autoconhecimento e de ter um espaço para me comunicar. Mamãe entendia de blog? Não. Entendia de mídias? Muito menos. Mas ela nunca me botou pra baixo. Pelo contrário, sem entender nada, ela já enaltecia cada trabalho feito. Hoje vejo que essa força dela foi minha escada para alcançar os meus principais objetivos nesses 6 anos do Cinderela de Mentira.

 

Acreditar em mim mesma

Se tem uma pessoa que acredita em mim, no meu potencial e no meu trabalho é a minha mãe. Obviamente eu não quero decepcioná-la em momento algum da minha vida. Por isso, essa confiança dela em tudo que eu faço me impulsiona a ser a melhor versão de mim mesma. Não apenas para agradá-la ou superar a expectativa dela, mas para fazer o que eu realmente quero, apenas com a força e a crença que ela tem em mim.

 

Não deixar pra ser feliz depois

Desde que eu me entendo por gente, minha mãe é gorda, assim como eu. Já a vi fazendo dietas, já a vi tentando mudar essa realidade. Mas nunca, NUNCA a vi deixando passar uma oportunidade de ser feliz com seu próprio corpo. Nunca a vi se escondendo na praia ou piscina. Nunca a vi deixando de usar algo que queria, por medo do que os outros iam pensar. Nunca a vi deixando de sair com as amigas ou com a família para se esconder. Esse foi o meu maior exemplo de que não somos apenas um corpo. Somos muito mais do que isso.

 

 

Inspirar pelo exemplo

Acho que, quando falamos de pessoas naturalmente inspiradoras, falamos de exemplo. Pra mim, não adianta a pessoa falar mil coisas e não praticá-las em seu dia a dia. Minha mãe me inspira todos os dias com sua rotina, sua garra e eficiência no trabalho, seu jeito engraçado de lidar com as adversidades, seu compromisso comigo e com meu irmão, seu jeito espontâneo de falar coisas que viram meme na família… enfim. Com um exemplo desse em casa, não teria como eu não ser a filha mais feliz do mundo.

 

 

Queria desejar um feliz dia das mães a todas as mamães naturalmente inspiradoras e te convidar a compartilhar: o que torna a sua mãe inspiradora?

Sempre muito comunicativa, Ana Luiza nunca teve vergonha de mostrar quem é e o que pensa. Adora escrever textos sobre moda inclusiva e empoderamento feminino, hoje produz looks do dia plus size, resenhas com opiniões reais sobre produtos acessíveis e conteúdo sobre autoestima e feminismo. Ana sabe que “estar na moda” é captar a essência do que é tendência e transferir para seu estilo, deixando sua marca em cada peça e independente do tipo de corpo. Hoje trabalha com consultoria de moda e imagem, marketing digital e com produção de conteúdo em seu blog Cinderela de Mentira.

Ana Luiza Palhares

Sempre muito comunicativa, Ana Luiza nunca teve vergonha de mostrar quem é e o que pensa. Adora escrever textos sobre moda inclusiva e empoderamento feminino, hoje produz looks do dia plus size, rese...

Pelo direito de poder vestir o que você quiser!

20.abr.2018

Outro dia me peguei pensando, após uma aula de consultoria de moda, o tanto que nós mulheres somos cobradas socialmente com relação ao que vestimos. Se estamos muito arrumadas, dizem que estamos tentando demais. Se estamos mais básicas, nos chamam de relaxadas. Se queremos usar peças da moda, somos escravas da mídia. Se queremos ficar de pijama o dia todo em casa, somos desleixadas.

Mesmo que inconscientemente, pensamos no que vamos usar em uma festa, no trabalho ou simplesmente para ir à padaria. Afinal de contas, o ato de se vestir é diário e obrigatório, tornando assim algo importante no nosso dia a dia. Mesmo a pessoa menos ligada às tendências precisa se vestir de acordo para determinada ocasião. E foi aí que me peguei pensando: até quando o que eu visto diz respeito a mim mesma ou diz respeito apenas ao que esperam de mim socialmente?

Quantas vezes você já se pegou vestindo uma peça apenas pensando no que o outro ia pensar de você? Quantas vezes você montou um look genuíno, que exprime sua personalidade de verdade? Mesmo que as regras de etiqueta existam, mesmo que alguns costumes devam ser mantidos em situações formais, por que deixamos nossa opinião de lado e damos voz aos outros?

Me questionei e cheguei à conclusão de que, muitas vezes, damos voz a essas ideias por medo de rejeição social, medo de não se sentir aceito e não fazer parte do grupo. Daí, quando paramos pra observar, vemos várias pessoas iguais, padronizadas, sem personalidade. Por que não exprimir sua personalidade em suas produções do dia a dia?

Não, não estou dizendo pra ir de chinelo para o trabalho ou de jeans para um casamento. Estou dizendo apenas para que a gente pare de se preocupar tanto com o olhar que outras pessoas terão para nossas produções. Tomemos para nós o direito de poder vestir o que a gente quiser em situações que nos permitam isso. Que a gente se permita usar e ousar peças que nos deixem confortáveis e estilosas, do jeitinho que sempre quisemos, sem medo do que o outro vai pensar a respeito. Que a gente seja realmente livre para comprar as peças não apenas por tendência ou para nos encaixarmos no padrão e sim por gostarmos dela. E que tomemos posse do nosso direito de usar a moda em nosso favor, sem nos tornarmos escravas dela.

Sempre muito comunicativa, Ana Luiza nunca teve vergonha de mostrar quem é e o que pensa. Adora escrever textos sobre moda inclusiva e empoderamento feminino, hoje produz looks do dia plus size, resenhas com opiniões reais sobre produtos acessíveis e conteúdo sobre autoestima e feminismo. Ana sabe que “estar na moda” é captar a essência do que é tendência e transferir para seu estilo, deixando sua marca em cada peça e independente do tipo de corpo. Hoje trabalha com consultoria de moda e imagem, marketing digital e com produção de conteúdo em seu blog Cinderela de Mentira.

Ana Luiza Palhares

Sempre muito comunicativa, Ana Luiza nunca teve vergonha de mostrar quem é e o que pensa. Adora escrever textos sobre moda inclusiva e empoderamento feminino, hoje produz looks do dia plus size, rese...

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