Naturalmente Bonita

Mas afinal, o que é Big Chop?

5.out.2018

Recentemente teve post no insta da Bio (@bioextratus) falando sobre o tão temido Big Chop. Primeiro vale uma rápida explicação do que se trata: Big Chop é o momento do “Grande Corte”, onde a pessoa decide tirar toda a química dos fios passando a tesoura; e assim, deixar o cabelo crescer naturalmente. Isto posto, por que ele é tão temido? Qual o problema de cortar o cabelo? Ah… a história é longa!

Retirar toda a química que altera a estrutura do fio – alisamento, relaxamento, permanente, progressiva…- implica, na maioria das vezes, deixar o cabelo muito curto ou mesmo ficar sem! Sim, raspar! E para uma mulher decidir fazer isso é porque ela já cansou de tentar se encaixar num molde que não lhe serve. Crescemos ouvindo de todos os lados que mulher deve deixar os fios longos, que é mais bonita com cabelo comprido, que liso é o melhor cabelo e por aí vai. Então, uma crespa ou cacheada tenta a qualquer custo entrar no padrão para ser aceita. Envolve emocional, envolve história, envolve memórias. Eu passei por isso precisamente em 30 de setembro de 2013.

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Big Chop 1 _ Maraisa

Estava sentada na cadeira do salão e cortei. No momento eu olhava fixamente para o meu celular e não quis pensar em mais nada. Estava há quatro meses sem relaxar, deixando crescer e cortando aos poucos. Mas não sei o que me deu neste belo dia de primavera que resolvi cortar. Estava sozinha. Quando cheguei em casa desabei! Me senti feia, me senti menos mulher, me senti sem um pedaço.

Não, não é apenas um cabelo. É tooooda uma vida tentando se adequar, e é o momento que você passará a conhecer seu cabelo DE VERDADE. Como o meu fio se comporta? Como ele é? Quais produtos eu usarei para cuidar? Eu não sabia nada disso até os 24 anos de idade.

Hoje, cinco anos depois, tenho outra relação com o meu crespo! Amo como ele é e me permito cortar quando bate vontade e tingir da cor que surge na mente. O melhor de tudo? Não preciso mais me preocupar com produtos. Se lá atrás não víamos em lugar algum cremes específicos para crespos e cacheados, hoje são diversas opções! Botica Cachos, Nutri Cachos e também a linha Força com Pimenta, que ajuda no crescimento dos fios.

Pode passar pelo Big Chop sem medo que depois é só alegria. Cuidado não vai faltar para celebrar essa natureza.

Paulistana de 28 anos completamente apaixonada pela família. Formada em marketing mas escolheu trabalhar com beleza, que é o que lhe encanta. Fala feito louca, ri descontroladamente e quer apenas ajudar as mulheres a se sentirem lindas.

Maraisa Fidelis

Paulistana de 28 anos completamente apaixonada pela família. Formada em marketing mas escolheu trabalhar com beleza, que é o que lhe encanta. Fala feito louca, ri descontroladamente e quer apenas aj...

Crespo é lindo!

7.set.2018

cabelo crespo tipo 4

Compreender-se está além do que você vê no espelho. A lida de quem decide traçar o caminho inverso e resgatar sua identidade através da transição capilar é atravessada pela forte presença de referências que se tornam representativas e influenciam no processo de aceitação.

Apesar da extrema importância da imagem representada, é preciso se compreender em suas particularidades e se aceitar diversa. Logo depois da transição, eu comecei a me buscar em outras mulheres que admiro até hoje, mas não foi dessa forma que eu consegui me encontrar.

Somente quando eu passei a dedicar um tempo ao espelho, quando comecei a sentir meus fios de olhos fechados, quando arrisquei me sentir linda depois de frisar todo o cabelo, eu percebi que a minha textura é só minha e isso a torna ainda mais incrível. Meu crespo é lindo. Foi aí que eu percebi que não bastava confrontar um padrão que ditava o alisamento, eu precisaria agora derrubar também a ditadura das texturas.

No momento em que se começou a questionar o processo de embranquecimento da imagem da mulher negra e se acreditou que seria o caminho para o fim de uma cultura racista milenar, novas formas de opressão estética começaram a surgir de maneira naturalizada. Como a aceitação unicamente dos cachos perfeitos, em curvaturas bem delineadas ou a associação do cabelo crespo à falta de cuidado e saúde do fio.

A luta para que a estética da mulher negra seja reconhecida em sua riqueza não pode ser diminuída à saga dos cachos perfeitos ou volume controlado. Ainda inquieta ver mulheres negras em relação de amor com seus fios sem curvaturas definidas, cada vez mais distantes dos padrões.

A forma com que a mulher crespa precisa defender a textura do seu fio é política. O cabelo crespo é um ato político. É preciso gritar que CRESPO É LINDO.

Joicy Eleiny, pernambucana nascida no interior e morando na capital. 21 anos, mulher negra, crespa e LGBT compartilhando empoderamento e provocando discussões acerca de suas lutas principalmente através da estética. Estudante de jornalismo, apaixonada por moda, beleza e brega!

Joicy Eleiny

Joicy Eleiny, pernambucana nascida no interior e morando na capital. 21 anos, mulher negra, crespa e LGBT compartilhando empoderamento e provocando discussões acerca de suas lutas principalmente atra...

Usando pela primeira vez: linha Antiqueda – Jaborandi

1.jun.2018

Quando comecei a usar a linha Antiqueda-Jaborandi da Bio Extratus, fiquei pensando: “Como nunca usei essa linha antes?” Sério! Desde o momento que eu passei a escrever aqui no Naturalmente Bonita, e isso já tem três anos, ainda não tinha testado essa linha tão famosa! O que me deixa com mais vergonha ainda é ouvir da minha mãe “Eu já usei essa linha filha!” COMO ASSIIIIIIIIIM? hahahaha

Tenho cabelo crespo, seco e tingido. Ao ler a sua composição percebemos jaborandi, quilaia, alecrim e vitaminas A, B e E. Quem gosta do assunto e lê bastante sobre, sabe que alecrim é inicialmente indicado para cabelos oleosos. Porém, a queda do fio acontece pelo excesso de oleosidade na raiz, obstruindo assim o folículo. Isso pode acontecer com todo e qualquer tipo de cabelo.

O cabelo crespo é seco no seu comprimento e pontas. A raiz tem oleosidade que, pela curvatura dos fios, não consegue chegar até as pontas. Já ouviram falar para esfregar o shampoo apenas no couro cabeludo? Sim, eu só lavo meus fios dessa forma.

Essa linha consegue limpar o cabelo de maneira gentil, delicada e não ressecar os fios. Estimula a circulação dos vasos na região ajudando no crescimento saudável dos cabelos. A fragrância é gostosa e acolhedora. Assim que senti, parece que voltei para minha infância, quando mamãe cuidava do meu cabelo na casa da vovó. É algo gostoso e familiar, aconchegante.

O banho de creme pode ser usado sozinho ou com o tônico, para um resultado ainda mais “potente”. Por falar em tônico, é bem fácil de usá-lo! Antes de colocar água nos fios, aplica na raiz, massageia bem e deixa agir de 15 a 45 minutos. Depois é só lavar normalmente e usar a linha toda por aproximadamente um mês, que o resultado é explícito.

O finalizador é leve e hidratante. Se você gosta de um produto mais pesado, indico que misture o Óleo de Argan e Cártamo. Se gosta de creme leve, se joga com gosto porque vai amar!

A minha dica é sempre a mesma: pare, leia o rótulo do produto e passe a entender as necessidades do seu fio. Com isso, usamos as linhas com a sua máxima eficácia e nosso cabelo apenas agradece!

Beijos
Mah

Paulistana de 28 anos completamente apaixonada pela família. Formada em marketing mas escolheu trabalhar com beleza, que é o que lhe encanta. Fala feito louca, ri descontroladamente e quer apenas ajudar as mulheres a se sentirem lindas.

Maraisa Fidelis

Paulistana de 28 anos completamente apaixonada pela família. Formada em marketing mas escolheu trabalhar com beleza, que é o que lhe encanta. Fala feito louca, ri descontroladamente e quer apenas aj...

Transição Capilar, Minha História e a Nossa Revolução.

3.maio.2017

Olá! Meu nome é Fernanda, mas pode me chamar de Nanda Cury. Sou paulistana, tenho 35 anos, e é com muita alegria que faço esse primeiro post aqui no blog Naturalmente Bonita, para me apresentar a vocês e iniciar a minha coluna sobre beleza consciente e vegana. Estou super feliz com esse espaço e em compor o time, a convite da Bio Extratus.  

Hoje, vou contar um pouco da minha trajetória e sobre como parar de alisar o cabelo e aceitar a minha textura naturalmente crespa e cacheada foi o início de mudanças profundas na minha vida e que hoje dizem muito sobre a pessoa que me tornei. Assumir o cabelo natural, numa época em que todo mundo alisava, me fortaleceu profundamente e foi essencial para a construção da minha da minha autoestima e identidade.

Há dez anos, auge da progressiva, tratamento para cabelos crespos era sinônimo de alisar. Nas prateleiras das lojas de cosméticos não havia produtos para hidratar, nutrir e definir os cabelos crespos e cacheados, faltavam informações, profissionais especializados e representatividade. Mulheres crespas e cacheadas estampando capas de revistas era algo inimaginável e, nem mesmo as publicações focadas em cabelos traziam matérias e dicas para crespos. Se hoje a decisão de passar pela transição capilar é difícil, imaginem no século passado, antes da democratização do acesso à internet e do advento das redes sociais! A gente procurava referências simples como cortes de cabelo nessas revistas dos salões de beleza e era frustrante constatar que não havia sequer um corte para cabelo crespo em meio a todo aquele acervo de imagens. Até mesmo as embalagens dos poucos produtos destinados a cachos, traziam sempre uma modelo loira, de olhos azuis e com cachos feitos com babyliss no rótulo. Eu não conseguia me identificar com nenhum produto por conta disso, não me via representada e sentia que eles não eram feitos para mim.

Passei vinte e seis anos usando o cabelo preso e escondido em rabos de cavalo, tranças e coques. Na família e na escola, eu era a única diferente, com o cabelo crespo “armado”. Minha mãe e irmã tem o cabelo liso e eu sentia que era uma tremenda injustiça ser a única a puxar o cabelo da família do meu pai.

Na infância, foram dias de choro e frustração com “o cabelo ruim, que não tinha jeito”, que era o que eu ouvia na escola. Minha mãe fazia de tudo para cuidar e hidratar os meus cachos, carinhosamente chamados de “juba”. Ela recorreu a todos os recursos disponíveis na época: banho de creme com vitaminas semanal e trinta minutos com touca térmica, hidratação com ingredientes naturais, como abacate, mel, ovo, maizena, vinagre de maçã e azeite são alguns dos ingredientes naturais que me lembro que eram usados para manter os fios mais saudáveis. No entanto, tudo o que eu queria era ter o cabelo liso e comprido, como o das minhas bonecas Barbie:

Quando lançaram o primeiro spray desembaraçante, usei o pote de produto inteiro em um único dia. Meu cabelo parecia um deserto de tão ressecado e embaraçava muito. No dia-a-dia, antes de ir para a escola, eu molhava o cabelo na água fria antes de sair de casa e ao longo do dia. Além disso, passava bastante creme para “baixar o volume” e conseguir o efeito que hoje chamamos de “ativação de cachos”. Como os produtos não eram adequados para essa função (eu misturava máscara de hidratação com gel que prometia “brilho molhado”) e eu exagerava na quantidade, os cremes escorriam na camiseta do uniforme, além de acumularem nos fios, impedindo meu cabelo de respirar. Hoje sei que essa foi a realidade de muitas meninas crespas e cacheadas naquela época e que ser crespa ou cacheada nos anos 80 e 90 era um desafio diário!

Passei a adolescência com o cabelo preso, era super insegura, não me achava bonita e nem tinha autoestima. Quando comecei a trabalhar e ganhar o meu próprio dinheiro, gastava de quatro a cinco horas semanais no salão de beleza, alisando os fios com escova e chapinha e fazendo os melhores tratamentos para o cabelo. Afinal, diante de tantas horas de exposição térmica, se eu não protegesse os fios, a escova não durava e as pontas do cabelo ficavam espigadas. Lembro que chamava os fios mais curtos de “rebeldes” e passava bastante silicone e outros produtos que prometiam “controlar o frizz”.

Ao longo da semana, eu evitava sol, piscina, chuva, vento, sair para dançar ou realizar qualquer atividade que fizesse o meu cabelo enrolar. Ir à praia nem pensar, já que a umidade era a minha maior inimiga. Sei que para a maioria das pessoas que tem cabelo liso isso parece loucura e um grande exagero, mas acreditem, manter o cabelo alisado dá mais trabalho do que cuidar do crespo ou cacheado. Isso sem contar o tanto de dinheiro que a gente gastava!

Já na faculdade, dois episódios de viagem foram bem marcantes. Em um deles, na minha primeira vez fora do Brasil (viajei para a Inglaterra), eu passei dez dias sem lavar o cabelo, porque não tinha encontrado um salão confiável para fazer escova. Esse tipo de serviço costuma ser caríssimo lá fora e não é qualquer profissional que consegue fazer uma escova tão caprichada quanto a que eu estava acostumada aqui no Brasil.

Resolvi que eu mesma iria escovar, com o secador e chapinha que uma amiga gringa emprestou. Eu sabia que tinha muito cabelo e que seria trabalhoso, mas levei quase SEIS horas no processo todo. Isso porque o secador da minha amiga pifou no meio. Acreditam que eu até rezei para ele voltar a funcionar?! (graças a Deus funcionou! rs) Imaginem a cena: você escovou a metade do cabelo e a outra metade ficou crespa.. Nem preciso dizer que entrei em pânico, né?

Outra situação bem marcante foi quando finalmente aceitei o convite para viajar com uma amiga para a praia e ela me fez enxergar que todo esse esforço para manter o cabelo alisado tinha me tornado uma pessoa neurótica. Graças a insistência dela, entrei no mar e molhei o cabelo. Foi uma sensação maravilhosa sentir a água do mar, depois de tantos anos, mas depois veio a insegurança de saber que eu teria de passar o final de semana com o meu cabelo natural, sendo que nem sequer havia levado shampoo, condicionador, leave-in ou secador, afinal eu só lavava o cabelo no salão. Sobrevivi à experiência e acreditem, me diverti mais do que me preocupei e esse foi o primeiro passo para eu me libertar da obrigação de alisar o cabelo para me sentir feliz com a minha aparência.

Em 2008, eu já estava há anos sem relaxamento, escova e chapinha, mas apesar de estar com o cabelo natural, ainda usava sempre preso, pois o volume me incomodava muito. Um dia, fui a um salão, sem planejar muito, e pedi para cortar curto. Dei a sorte de encontrar um cabeleireiro que tinha o cabelo igual ao meu e , pela primeira vez na vida, fiquei satisfeita com o corte. Ao ver o meu cabelo curto, natural e super volumoso fiquei radiante! Me reconheci ao ver a imagem refletida no espelho, me senti maravilhosa e foi como se, a partir daquele momento, toda a experiência negativa associada ao meu cabelo tivesse ido embora com o corte. Eu estava livre! Apesar de eu não ter mais química do relaxamento, hoje considero que aquele dia fiz o meu big chop.

Mesmo estando super satisfeita com a minha aparência, entendi, por meio dos olhares e comentários das pessoas que o meu cabelo era totalmente fora do padrão, já que naquela época, auge da progressiva, as pessoas não estavam acostumadas a ver cabelos como o meu. Sem querer, acabei me tornando uma referência em cabelos crespos, passei a pesquisar e testar produtos e aprendi a estilizar e a criar penteados. Eu era parada na rua, por colegas de trabalho e pessoas que queriam tocar o meu cabelo e perguntavam como eu tive coragem de assumir o cabelo crespo. Também gerava confusão nas pessoas eu ser branca e ter o cabelo tão crespo!

Quando digo que meu cabelo é crespo e que ele não definia sem ativador de cachos, é assim que ele ficava:

Eu estava confusa e intrigada com tanta comoção sobre um simples cabelo e curiosa por todas as reflexões que surgiram a partir do momento em que decidi me aceitar como sou. Foi aí que entendi que não havia representatividade dos cabelos crespos e cacheados na mídia e nem na indústria de cosméticos. As poucas matérias sobre cabelos crespos nas revistas eram sempre negativas “Como domar o seu cabelo crespo e sem vida”, “Como acabar com o frizz”, elas nunca exaltavam a beleza do cabelo natural e sempre colocavam o cabelo crespo um problema que precisava ser resolvido.

A partir dessa constatação, resolvi criar a minha própria narrativa de beleza, para fortalecer e inspirar outras mulheres a se libertarem da obrigação de alisarem os cabelos para se sentirem bonitas. Foi assim que, em 2008, surgiu o Blog das Cabeludas. Comecei a fotografar e entrevistar as poucas mulheres que via na rua, com o cabelo natural. Percebi que todas tinham uma história de aceitação e resistência muito parecida e haviam percorrido um longo caminho até se aceitarem. Minha intenção inicial era publicar aquelas fotos e histórias para que outras mulheres pudessem se reconhecer e se inspirar, criando uma rede de empoderamento.

Ao longo dos anos, o Blog das Cabeludas foi acessado por milhares de mulheres, muitas dizem que amaram ver as suas fotos e histórias publicadas, outras nos contam que o Blog foi fundamental para elas assumirem o cabelo natural. Conforme eu imaginava em 2008, cada mulher que assume o seu cabelo, fortalece todas as outras a sua volta. Em 2015, fizemos a primeira Marcha do Orgulho Crespo, em São Paulo, um movimento que reverberou por todo o país. Mas sobre a Marcha eu conto mais no próximo post.

Aceitar e a amar o meu cabelo foi uma micro revolução e o primeiro passo para construir a minha autoestima. Hoje, fico feliz em ver que nós, crespas e cacheadas, estamos unidas, pautando as revistas, estamos na mídia, somos vistas pela indústria de cosméticos e não aceitamos discriminação. Esta revolução não é mais minha, é do mundo, é linda e crespa!

Por trás de cada cabelo crespo e cacheado há uma história de resistência. Qual é a sua? Compartilhe com a gente, aqui nos comentários!

Gratidão a todas que leram até o fim este longo post e a Bio Extratus pelo espaço!

Beijos, e até o próximo post.

Criou o Blog das Cabeludas, Crespas e Cacheadas em 2008 e é uma das idealizadoras da Marcha do Orgulho Crespo Brasil (2015). Ambas iniciativas tem objetivo de empoderar mulheres a aceitarem seu cabelo natural. É bacharel em Relações Internacionais, Vegana e especialista em Marketing Digital.

Nanda Cury

Criou o Blog das Cabeludas, Crespas e Cacheadas em 2008 e é uma das idealizadoras da Marcha do Orgulho Crespo Brasil (2015). Ambas iniciativas tem objetivo de empoderar mulheres a aceitarem seu...

Creme de Silicone com Tutano: Uma outra possibilidade

14.fev.2017

Eu sempre gosto de testar produtos não apenas da forma descrita na embalagem. Tá, seu sei que é doidera e tudo mais, todavia posso achar uma outra função para ele, não é mesmo? Assim que a gente descobriu sobre as mil utilidades do óleo de coco: testando. hahahaha

Eis que estava olhando para o Creme de Silicone com Tutano e li que ele poderia permanecer ou ser retirado dos fios. Me veio na cabeça: Por que não fazer um pré shampoo com ele? Hein? Hein?

*PAUSA* 

O que é pré shampoo Maraisa?

Como o próprio nome diz, é preparar o cabelo para receber o shampoo. Principalmente aqueles que possuam sulfato, um detergente bastante agressivo para cabelos secos e ressecados. Um cabelo crespo, cacheado ou muito fino embaraça com facilidade. Sendo assim, se você coloca o shampoo direto no fio corre o risco de embaraçar mais ainda e, no momento de pentear/escovar, quebrar o cabelo pela tração mecânica. 

O pré shampoo evita exatamente isso: a quebra e o ressecamento excessivo. Você usa um creme fluido para desembaraçar o cabelo previamente e proteger do shampoo.

*VOLTANDO*

Como fazer esse pré shampoo? Com o cabelo seco, antes de entrar no banho, basta pegar o creme de Silicone, separar o cabelo em mechas e enluvar cada uma delas com o produto. A quantidade é a suficiente para o seu cabelo ficar macio e você sentir que penetrou nos fios. Deixe agir por no máximo dez minutos e depois lavagem normal!

Shampoo, máscara, condicionador… da forma que já está acostumada. A diferença é perceptível assim que passamos o shampoo. O fio não está embaraçado, não quebra tanto nem resseca. É uma forma maravilhosa de proteger fios secos e ressecados além de mais um jeito de usar o creme da famosa linha Tutano.

Testem e depois me digam o que acharam!

Beijos
Maraisa Fidelis

 

Paulistana de 28 anos completamente apaixonada pela família. Formada em marketing mas escolheu trabalhar com beleza, que é o que lhe encanta. Fala feito louca, ri descontroladamente e quer apenas ajudar as mulheres a se sentirem lindas.

Maraisa Fidelis

Paulistana de 28 anos completamente apaixonada pela família. Formada em marketing mas escolheu trabalhar com beleza, que é o que lhe encanta. Fala feito louca, ri descontroladamente e quer apenas aj...

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