Naturalmente Bonita

Por que é importante amarmos nossa natureza?

15.ago.2018

Nesse mês de agosto foi lançada a campanha “Ame sua Natureza”, de Bio Extratus. Eu tenho o prazer de ser embaixadora digital da marca desde 2016, por conta de um Reality Show que mudou 100% minha carreira profissional e minha forma como enxergar o meu blog. Desde que entrei pro time, percebi uma sinergia incrível entre as participantes, além de uma abertura da marca para conhecermos os produtos e contarmos realmente nossa opinião sobre cada um deles. É um grande prazer fazer parte disso tudo, mas a nova campanha me trouxe uma felicidade maior e hoje vou explicar o por quê.

Eu sempre discuti muito sobre autoestima no meu blog e nas minhas redes sociais. Sempre militei muito na desconstrução dos padrões de beleza e no enaltecimento da mulher real, que respeita sua essência, seu corpo, seu cabelo, suas vontades. Pra mim é um grande privilégio ter ao meu lado uma marca que também ajuda na autoestima de mulheres de todo país, levando produtos de qualidade, não testados em animais, pensando na natureza e no meio ambiente. Quando recebi a proposta da nova campanha, meu coração acelerou em um grau que nem eu imaginava.

“Amar sua natureza”, pra mim, possui um sentido que vai além do literal: de amar quem nós somos. É aceitar as nossas diferenças, entender que somos únicos, amar e cuidar de quem nós realmente somos. É também reconhecer os nossos limites e não nos forçarmos a fazer nada que nos deixe pra baixo ou que não demos conta. É nos colocar como prioridade no quesito amor, para assim amarmos o próximo. É entendermos que autoestima vai além da aparência física, englobando também o se sentir útil, sadio, apto a fazer parte do meio.

Quando amamos nossa natureza, conseguimos passar adiante uma mensagem de liberdade e de felicidade que jamais imaginamos. E isso tudo acaba contagiando outras mulheres a fazerem o mesmo, se libertando de amarras antiquadas que nos foram impostas durante anos. E ai, você já amou sua natureza hoje?

Ana Luiza Palhares Cinderela de Mentira

Sempre muito comunicativa, Ana Luiza nunca teve vergonha de mostrar quem é e o que pensa. Adora escrever textos sobre moda inclusiva e empoderamento feminino, hoje produz looks do dia plus size, resenhas com opiniões reais sobre produtos acessíveis e conteúdo sobre autoestima e feminismo. Ana sabe que “estar na moda” é captar a essência do que é tendência e transferir para seu estilo, deixando sua marca em cada peça e independente do tipo de corpo. Hoje trabalha com consultoria de moda e imagem, marketing digital e com produção de conteúdo em seu blog Cinderela de Mentira.

Ana Luiza Palhares

Sempre muito comunicativa, Ana Luiza nunca teve vergonha de mostrar quem é e o que pensa. Adora escrever textos sobre moda inclusiva e empoderamento feminino, hoje produz looks do dia plus size, rese...

Meu pai & o maior trauma da minha vida

7.ago.2018

Dizem que toda garota tem uma relação de verdadeira adoração com o pai. Sei lá se esse é um padrão, mas só sei que, para mim, fez todo sentido. Segundo minha mãe leonina, eu sempre idolatrei ele. Não sei se ela falou por ciúmes ou se era pura verdade, mas só sei que uma das primeiras lembranças que eu tenho da minha infância é de quando eu passei pelo maior trauma da minha vida – e ele foi o culpado.

Imaginem vocês que, desde que eu me entendia por gente, meu pai tinha bigode. Não era barba ralinha, não era um bigode qualquer, era um senhor bigode, farto, imponente, que se encaixava perfeitamente em cima de sua boca e que ele cultivava com muito afinco. Na minha cabeça de criança de 3 a 4 anos, eu tinha certeza que o barbeador que ele usava quase todas as manhãs não tinha como atingir o bigode. Achava que ele só era feito para deixar o rosto lisinho e não fazia ideia do poder que eles tinham sobre pelos mais longos. Tudo bem que naquela época eu nem entendia direito para que o barbeador servia, mas tudo fez sentido em uma fatídica manhã de ferias.

Estávamos em uma casa de praia, quando de repente vejo uma pessoa de bermuda vermelha descendo o caminho de pedras que saía da parte de trás da casa. Um homem com a altura do meu pai, com o porte do meu pai, que andava como meu pai, mas que não era meu pai. Ele veio se aproximando de braços abertos e quando chegou perto de mim, falou: “gostou, filha??”. FILHA?? Claro que aquele cara que estava ali não era meu pai!! Aquele dali com certeza era um impostor que estava tentando me enganar. Eu não sou uma pessoa muito dramática, mas meu choque com aquela mudança drástica foi tão grande que eu passei umas 2 horas chorando e sem coragem de olhar para ele. Dica para pais de primeira viagem: nunca façam uma mudança tão drástica desse jeito em uma idade que seu filho já consegue entender as coisas.

Me senti traída naquele dia que ele simplesmente entrou na casa e tirou o que eu considerava o maior símbolo de quem ele era, sem me preparar para isso. O trauma foi tão grande que por muitos anos (eu disse ANOS) o assunto bigode era tabu na minha casa. Eu não queria saber quais motivos o levaram a cometer tamanha agressão com a sua imagem. Aliás, nutri um gosto por homens sem nenhum pelo facial, contrariando a maior parte das minhas amigas que acham barba a característica mais sexy em um homem. Eu justifico minha escolha dizendo que barba incomoda, espeta e arranha, mas para ser muito sincera, acho que eu tenho mesmo é medo de me acostumar com aquele homem e, de repente, ele virar outra pessoa completamente diferente ao se barbear.

Exatos 28 anos se passaram e ele nunca mais voltou a ter bigode. Hoje eu acho graça de pensar que em algum momento da minha vida eu considerava aquele adorno com um símbolo de quem ele era. Recentemente, quando fiquei sabendo do lançamento da linha Homem com produtos para cabelo e barba, até tentei convencê-lo a voltar para o visual dos anos 90, mas ele preferiu experimentar os produtos (inclusive, sem nenhuma surpresa, o Pós-Barba é o preferido dele hehe) e sabe o que ele me respondeu? “Você acha que eu vou fazer você passar por aquele desespero todo novamente? Nunca!” Realmente, meu pai é meu herói. <3

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Feliz Dia dos Pais, pai!

 

Carla Paredes Futilidades

Carioca morando em Nova York, mãe do Arthur e blogueira do Futilidades. Fala principalmente de moda, beleza e autoestima, sempre procurando um equilíbrio saudável entre a vida de mãe e de mulher.

Carla Paredes

Carioca morando em Nova York, mãe do Arthur e blogueira do Futilidades. Fala principalmente de moda, beleza e autoestima, sempre...

#PicnicDoPapo em NY e um papo sobre reinventar-se

30.jul.2018

Quem costuma ler o que eu ou a Jô escrevemos aqui no Naturalmente Bonita provavelmente já cruzou com algum post onde falamos do #picnicdopapo que fazemos por aí. Foi uma ideia que tivemos para trazer o ambiente de troca, conversa e apoio mútuo que temos online no #paposobreautoestima para o offline e a coisa foi tomando proporções que nunca imaginamos. Ficou tão grande que no começo desse mês fizemos nossa segunda edição lá em NY.

Engraçado pensar que todas as ferramentas de métricas que temos acesso mostram que nossos números fora do Brasil não são grandes. No instagram, por exemplo, de 130 mil seguidoras, temos pouco mais de 1000 mulheres que moram nos Estados Unidos. Por isso mesmo, fiquei espantada de ver que consegui reunir quase 30 mulheres no último piquenique.

E querem saber um dos principais assuntos que a gente aborda ao reunir tantas brasileiras morando no exterior? Reinvenção. A parte de amizades e família, por exemplo, apesar de ser difícil lidar com a saudade, é mais fácil de resolver. Não precisamos nos reinventar e os amigos que chegam nessa nova vida só vêm para somar. De resto, a gente pode fazer ligação pela internet, chamada de vídeo, vemos fotos postadas no instagram toda hora, nos stories conseguimos acompanhar a rotina de muitos. E, apesar de bater a saudade e dar aquela vontade de pegar o primeiro avião, é mais fácil a gente achar que está perto, mesmo estando longe.

Só que, quando o assunto é reinventar-se profissionalmente, o bicho pega e a coisa muda de figura. A grande maioria – e eu estou nessa contagem – foi morar fora porque o marido recebeu alguma proposta de trabalho. E quase todas largaram tudo que tinham no Brasil para acompanhá-los.

Muitas não têm o visto que as permite trabalhar. Outras não têm como transferir suas licenças. Mas o que acontece é que, por algum tempo, a maioria passa a ser uma extensão do marido. “Oi, tudo bem, eu sou fulana, mulher do sicrano.” E por mais que a gente saiba que somos muito mais que mulheres de alguém, recomeçar do zero é difícil. E recomeçar do zero em um lugar com outra língua e outra cultura é mais difícil ainda.

Mas é nessas horas que a gente se redescobre. Como somos poderosas e resilientes. Vi mulher que resolveu apostar suas fichas em habilidades que estavam adormecidas e descobriu que podia ganhar dinheiro com aquilo que ela é boa e lhe dá prazer. Vi mulher que largou todos os clientes que ela tinha como freelancer no Brasil para se dedicar ao blog, que até então era um hobby, e hoje tem um dos sites mais bacanas com conteúdo para NY. Vi mulher que criou seus próprios negócios do zero e hoje tem escolas e lojas bacanas pela cidade. E também vi mulheres que se divorciaram mas, ao invés de voltar para o Brasil, resolveram continuar tentando a vida lá e se reinventaram completamente. Teve até quem se mudou para lá para trabalhar e, no meio do caminho, se casou, teve filho, se descobriu como mãe e mudou a forma de trabalho para conseguir ter mais tempo livre e flexível para a família.

No final daquela tarde, percebi que todas ali tinham uma história de reinvenção para contar, cada uma com suas particularidades e vitórias, o que me deixou realmente tocada. É engraçado pensar como tantas histórias diferentes podem ter tantos pontos em comum. E é tão bom ver que como conversar com outras pessoas que estão no mesmo barco que você pode nos ajudar a enxergar nosso valor.

 

Carla Paredes Futilidades

Carioca morando em Nova York, mãe do Arthur e blogueira do Futilidades. Fala principalmente de moda, beleza e autoestima, sempre procurando um equilíbrio saudável entre a vida de mãe e de mulher.

Carla Paredes

Carioca morando em Nova York, mãe do Arthur e blogueira do Futilidades. Fala principalmente de moda, beleza e autoestima, sempre...

Ela já se acostumou com mudanças

27.jul.2018

Muitas pessoas devem pensar que eu não tenho mais medo de mudanças nos fios. Visto que permaneço no máximo dois meses com determinada cor e logo depois parto para a próxima aventura. Mas desta vez foi diferente.

Como podem ver, estou com os fios trançados. Sim! Opção vista como simples para alguns, mas que eu balancei no início. Como tenho cabelo crespo, estou acostumada com o volume, com ele emoldurando o meu rosto. Já sei o que esperar quando olho no espelho. Agora, trança muda completamente o visual! O rosto fica mais aparente e você não lida mais com volume.

Engraçado que, quando eu alisava os fios, prezava sempre por menos volume. Quanto menos, melhor. Depois da minha transição, de entender como meu cabelo funciona e reage, conhecer diversos produtos, eu passei a amar! Tanto, que a ideia de não ter mais volume me soava completamente esquisita. COMO ASSIM MEU VOLUME VAI EMBORA? Nesse momento, QUASE foi embora a minha coragem para essa mudança. As cores? Fichinha perto de tranças que demorariam sete horas! E se eu não gostar do resultado final? E se eu me achar horríveeeeel?

Okay, respirei fundo e fui. Primeiro, tirar o violeta e depois pintar de cinza, tudo com Bio Extratus Color. Depois de dois dias, lavar, secar e trançar sem nenhum produto nos fios. Durante todo o processo eu não olhei no espelho. Queria deixar a surpresa para o final, sou assim quando pinto os fios. Tranças feitas… cadê o espelho?

COMO CABELO MEXE COM A AUTOESTIMA DA MULHER! Me olhei e achei estranho, me senti com cara de criança e na dúvida se estava bom ou ruim. Logo eu? Logo eu que não tenho medo de fazer nada nos fios? Pelo menos até aquele dia…

Colocando a mão, olhando mais atentamente, prestando atenção nos detalhes, testando penteados. Foi assim que eu vi na imagem refletida uma nova Maraisa. Sim, sei que é “só cabelo”, entretanto, mexeu demais comigo.

Primeiro porque eu só mudava a cor, já estava na minha zona de conforto; segundo porque fiz algo que nunca tentei antes; e terceiro porque me senti LINDA DEMAIS depois que cheguei em casa! Que maravilha é mudar o visual e perceber características que antes você nem sabia que estavam ali. Mudar e descobrir outras facetas da mesma mulher. Mudar e saber que você pode ser o que quiser e quando quiser.

Ou seja: toda mudança a princípio nos assusta. Mas ela pode ser o que precisávamos para encarar a vida de outra forma.

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Ah! Aqui foi o cabelo, mas na vida existem mudanças necessárias diariamente. Resta saber como escolhemos encará-las.

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Beijos
Mah

Maraisa Fidelis blz interior

Paulistana de 28 anos completamente apaixonada pela família. Formada em marketing mas escolheu trabalhar com beleza, que é o que lhe encanta. Fala feito louca, ri descontroladamente e quer apenas ajudar as mulheres a se sentirem lindas.

Maraisa Fidelis

Paulistana de 28 anos completamente apaixonada pela família. Formada em marketing mas escolheu trabalhar com beleza, que é o que lhe encanta. Fala feito louca, ri descontroladamente e quer apenas aj...

E quando o Photoshop dá certo?

3.jul.2017

Outro dia me peguei refletindo com uma amiga sobre a relação entre o photoshop e autoestima. É engraçado pensar que uma ferramenta feita para editar e embelezar imagens pode se tornar um vício e, usado em excesso, pode gerar muitos problemas psicológicos. Quando se trata de uma pessoa pública então, o buraco é mais embaixo. Quantas vezes não vimos fotos grotescas com edições toscas em que o fundo fica extremamente alterado e dá para ver, claramente, onde foi modificado?

 

Já vi vários perfis de sátira no instagram mostrando essas diferenças gritantes e diminuições de medidas toscas nas edições. Todos eles sempre mostram imagens de mulheres famosas, que diminuem cintura, aumentam quadril, deixam o bumbum e os seios lá em cima, se transformam com essa ferramenta. Quando esse erro de modificação fica na cara, o resultado é uma chacota nacional, que sai do instagram e cai na boca do povo e dos grandes portais de fofoca brasileiros.

Mas e quando essas edições funcionam? E quando é feita de forma tão profissional que realmente parece que o corpo da pessoa é daquela forma? Pensem em quantas milhões de mulheres seguidoras se cobram, todos os dias, para conquistar um corpo como o de uma atriz, modelo, musa fitness, blogueira, sendo que este nem é um corpo real. Quantas acreditam que uma dieta “low carb” vai deixa-la com aquela cintura maravilhosa, feita apenas com a ferramenta certa do photoshop ou outro aplicativo de edição qualquer.

Não é errado querer postar sua melhor foto em sua rede social. Não é errado escolher seu melhor ângulo para postar, nem colocar aquele efeito que deixa sua pele perfeita. O que eu acho errado é usar essas ferramentas de forma abusiva, que só ilude a si mesma e quem te segue. O photoshop e autoestima estão muito relacionados. Temos que sempre refletir sobre o que vemos nas redes sociais, o que pode nos agregar positivamente e o que pode nos deixar pra baixo e refletir na forma como nos vemos no espelho.

Ana Luiza Palhares Cinderela de Mentira

Sempre muito comunicativa, Ana Luiza nunca teve vergonha de mostrar quem é e o que pensa. Adora escrever textos sobre moda inclusiva e empoderamento feminino, hoje produz looks do dia plus size, resenhas com opiniões reais sobre produtos acessíveis e conteúdo sobre autoestima e feminismo. Ana sabe que “estar na moda” é captar a essência do que é tendência e transferir para seu estilo, deixando sua marca em cada peça e independente do tipo de corpo. Hoje trabalha com consultoria de moda e imagem, marketing digital e com produção de conteúdo em seu blog Cinderela de Mentira.

Ana Luiza Palhares

Sempre muito comunicativa, Ana Luiza nunca teve vergonha de mostrar quem é e o que pensa. Adora escrever textos sobre moda inclusiva e empoderamento feminino, hoje produz looks do dia plus size, rese...

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