Dicas para cabelos com raiz oleosa e pontas secas

Hey amiga, você tem a raiz do cabelo oleosa e as pontas secas? Conheço bem essa realidade! Aliás, o povo brasileiro sabe bem o que estou falando… ôôôô povo pra ter misturas de raças neh rsrsrs. Eu sou prova disso. Metade japa e metade brasileira.

 

E com essa mistura toda, o meu cabelo não é lisinho como dos “japas de verdade”. Ele é todo ondulado e, por consequência, tenho um cabelo misto: raiz oleosa e pontas mais secas, agora mais ainda por ter descoloração. Depois de 32 anos de experiência (tô ficando madura hahaha) posso dizer que aprendi a lidar com o meu cabelo, passei a entender como ele funciona e quais produtos são mais adequados. E nem sempre usar uma linha completa é o indicado para o seu cabelo! Para o meu, especificamente, desenvolvi a #MisturinhaDaJapa. Misturo várias linhas pra deixar do jeitinho que gosto. Na #MisturinhaDaJapa eu faço o seguinte:

 

 

#Passo 01

Uso a primeira e segunda mão de shampoo adstringente, aqueles transparentes que limpam bem a raiz e controlam a oleosidade do couro cabeludo. Sou megafã do shampoo Jaborandi, mas a Bio Extratus possui tb outras linhas ótimas pra isso (já tô preparando as dicas pra outro post).

 

#Passo 02

Na terceira mão de shampoo, opto por um mais hidratante, geralmente eles são perolados pra tratar as pontas que são mais ressecadas. Eu escolhi o shampoo da linha Spécialiste Resgate.

 

#Passo 03

Depois de lavar, entro com máscara ou banho de creme. Você já sabe, mas vale lembrar, aplicar somente no comprimento dos fios, nada de passar na raiz. Meus preferidos são da linha Pós-Química e da linha Queravit.

 

#Passo 04

Pra fechar as cutículas dos fios, mesmo que você aplique a máscara é importante usar condicionador. Pode ser da mesma linha da máscara.

 

#Passo 05

Se eu não faço escova e deixo secar naturalmente o cabelo, aplico um finalizador. O que tô usando agora é da linha Botica Cachos, Now Poo-Low Poo. É MARAVILHOSO e deixa o meu cabelo com efeito “Gisele Bündchen” rsrsrs. E, se faço escova, finalizo com óleo de Argan e Cártamo.

 

No vídeo eu conto mais detalhes:

Essa é minha misturinha básica para raiz oleosa e pontas secas, que pode funcionar pra você também. De tempos em tempos, vou trocando as linhas. Mas vale lembrar que cada cabelo reage de uma maneira, o importante é você “entender” o que ele se adapta mais.

 

Dica bônus: se você não sabe os produtos adequados para seu cabelo, consulte um ponto de revenda da Bio Extratus na sua cidade e se informe sobre a Análise Capilar. Existem consultoras de beleza que podem te ajudar nessa missão!

Bjokas da Japa e até a próxima :*

Meus produtos companheiros de viagem

Sempre que vou viajar, levo comigo alguns produtos de beleza que vão me manter segura e confortável em meu destino. A ideia é sempre curtir ao máximo o local e explorar cada cantinho, sem me preocupar com os cabelos ou com a pele. E nessa última viagem não foi diferente. Visitei Orlando com meus pais e meu irmão e, sabendo que teríamos parques e outlets para passear, escolhi com antecedência os produtos que seriam meus verdadeiros companheiros de viagem.

O primeiro deles, que me acompanha de 10 em cada 10 viagens, é o Creme de Silicone e Tutano, da Bio Extratus. Ele é um dos meus finalizadores favoritos da marca, o que mais me dá confiança. Isso porque tem ativos que hidratam os fios e os protege de ações externas, que nessa viagem seriam bem agressivas. Peguei desde calor intenso de meio dia, com sol forte, até muito vento e friozinho à noite. Ele realmente blinda o cabelo para que eles não sofram com esses fatores. Me vi 7 dias livre de secador, chapinha e babyliss, deixando os fios bem naturalmente bonitos.

Entre um brinquedo e outro, meu cabelo acabava embolando inteiro, principalmente na parte de baixo, próximo à nuca. Levei todos os dias na bolsa a escova Pack and Go, da Michel Mercier. Assim como os outros modelos da escova, essa versão pocket é ótima porque desembaraça os fios sem quebrá-los e sem doer o couro cabeludo. Me senti livre pra ir a quantas montanhas russas queria, quantas vezes tinha vontade, sem criar um ninho de mafagafos na cabeça. É nítido nas fotos do parque o quanto os fios estavam soltinhos e macios.

Para lavar os cabelos, levei alguns produtos práticos da linha Queravit. Em mudanças de temperatura, meu cabelo tende a ficar mais oleoso na raiz. Levei o Shampoo Antirresíduos que, por fazer uma limpeza profunda, deixava os fios bem soltinhos e limpos de verdade.

Alternei com o Shampoo Hidratante Queravit, que traz hidratação sem tirar a sensação de limpeza, sabe? Diminui o atrito dos fios mas os deixa soltinhos, da melhor forma possível. Levei também o condicionador da linha para selar as cutículas capilares e uma máscara “desmaia” cabelo, superprática e ótima para ter com a gente em viagens.

Esses produtos me mantiveram confortável e livre para curtir minha viagem sem medo de ser feliz e sem deixar os fios desprotegidos.

 

E vocês? O que costumam levar quando viajam? Comentem abaixo!

Por um mundo com menos competição feminina

Por muito tempo eu descobri que, mesmo sendo uma pessoa com muito mais amigas do que amigos, a competição feminina era minha companheira inseparável. Aquela que estava ali, do meu lado, sussurrando sempre no meu ouvido como outras mulheres eram melhores que eu.

 

Na começo da adolescência eu me intimidava com a menina que tinha o cabelo mais bonito, que era mais magra, que era mais popular. “Como alguém vai olhar para mim se eu não sou ela?” “Como deve ser a vida dela?” Fui descobrir muito tempo depois que essa mesma menina popular que me intimidava também se sentia insegura ao olhar pra mim por outros motivos. Motivos que eu não via como feitos ou qualidades na época.

 

Do meio para o final adolescência, quando os namorados, os rolos e as paqueras (ainda existe esse nome? É crush que fala agora, né?) começaram a surgir, a competição feminina me apresentou para a sua prima-irmã, a rivalidade feminina, que alimentou todo tipo de ciúme e insegurança. A menina que estava falando com o menino que eu estava de olho com certeza era a maior mau caráter. E a que ficou com o namorado da minha melhor amiga – mesmo não sabendo que ele estava namorando? Vagabunda, claro, tem que esfregar a cara dela no chão (olha o nível de maturidade desse conselho).

 

Foi preciso eu cair na cilada de um dos meninos mais bonitos da série, junto a mais 3 outras meninas, para entender as variadas nuances dessa competição e o tamanho da roubada que seria se eu entrasse nessa. Foi preciso eu arrumar um namorado com fama de pegador e que nunca tinha namorado sério e receber mensagem de ex-ficante (linda, por sinal) me parabenizando pelo namoro, mas contando como foi incrível transar com ele, para eu entender que nem sempre existe um lado mais frágil nessa balança. Todas as mulheres caem nas garras da competição.

 

Aí fui para a faculdade, onde a pressão de mostrar-me talentosa, criativa e dona de uma futura carreira brilhante pegou feio, me deixou completamente insegura e justamente aí eu cedi ao papo da competição. Passei 4 anos da minha vida achando meus trabalhos uma droga se comparado com o de outras pessoas, ou melhor, mulheres. Passei esses anos todos querendo ser tão estilosa como a menina que fazia aula de ilustração comigo, ou ter um armário tão legal quanto da garota que fazia aula de história da moda. Poxa, por que eu não era talentosa como aquela menina que fez a melhor apresentação da aula de Gráfica? Demorou anos para eu entender que gastei uma energia preciosa da minha faculdade me comparando e competindo com outras mulheres, e era uma competição soltária, que vinha apenas do meu lado. Me prometi que nunca mais faria isso.

 

Mas fiz. Mundo de blog pode ser um caminho traiçoeiro. Ainda mais mundo de blogs de moda. Era sempre uma história de “por que ela conseguiu pegar esse trabalho e eu não?” “Por que ela está fazendo sucesso e eu não, se fazemos o mesmo conteúdo?” “Será que é porque ela é magra e eu não?” “Será que é porque aquela blogueira ali é mais bonita?” Estar em um mercado competitivo com tantas mulheres abriu espaço para a competição feminina aparecer novamente na minha vida. Mas meu mundo se abriu quando eu entendi que tem espaço para todas, que o padrão até existe e é cruel, mas ele não é importante se seu conteúdo conectar-se com suas leitoras.

 

Era um foco no lugar errado novamente e, depois que criamos o #PapoSobreAutoestima, comecei a ver tantas outras mulheres compartilhando suas histórias e percebi que não dá mais para focar no lugar errado.

 

Desde então, tem sido maravilhoso enxergá-las de sua forma mais genuína. Não importa se são mais bonitas, mais talentosas, mais inteligentes, mais articuladas, mais famosas. Todas nós temos nossas particularidades, nossas inseguranças, nossas histórias, nossos medos e nossas superações. E, no fim das contas, tantas coisas são parecidas, que fico me perguntando por que e pra que focamos nas nossas diferenças, justamente naquilo que faz cada uma de nós ser especial e única? Chega.

 

A gente não precisa disso, eu não preciso disso e certamente você também não.

Clube das Cabeludas Especial

No ano passado, recebemos centenas de depoimentos de mulheres de todo o Brasil que estavam passando pela transição capilar e que gostariam de fazer o “big chop” com o Clube das Cabeludas. Nossa websérie foi criada em parceria com a Bio Extratus para inspirar mulheres a fazerem a transição e assumirem seus cabelos crespos e cacheados naturais.

Dentre todas as emocionantes mensagens recebidas, selecionamos uma história que consideramos inspiradora para presentear a modelo com o corte de cabelo e a participação no primeiro episódio especial do programa. Conheçam a Manu, nossa musa carioca, que veio de São Francisco de Itabapoana (RJ) até São Paulo, para dar adeus à progressiva e descobrir a liberdade de ter de volta seu cabelo cacheado natural.

Ela é atleta, vegana e frugívora. Foi escolhida, dentre diversas mulheres do Brasil todo, por uma causa nobre: divulgar o trabalho com o Santuário Salvando Vidas, que abriga mais de quinhentos animais, sobreviventes de maus tratos.

Uma pesquisa de 2012 revelou que 70% das mulheres brasileiras com cabelos crespos e cacheados alisavam os fios. Muitas vezes, o processo de alisamento químico começa cedo. “Aos nove anos minha tia me levou para fazer a primeira química no cabelo”, conta. O objetivo era “reduzir o volume e soltar os cachos”, relembra Manu. Com o tempo, o cabelo começou a alisar e, dos quinze aos dezenove anos, ela usou progressiva, escova e chapinha, o que causou danos ao cabelo, que se tornou poroso, frágil e quebradiço. Não é pra menos, já que os processos químicos constantes, somados ao uso da chapinha e do secador, prejudicam a saúde capilar.

Em 2017, após aderir a uma alimentação frugívora e vegana natural, baseada no consumo de frutas e de vegetais, a Manu sentiu que também precisava transformar também a relação com o próprio cabelo. Ela não sabia o que fazer, mas estava decidida a parar com o alisamento. Conforme o cabelo foi crescendo, a dupla textura (raiz crespa e pontas alisadas) começou a incomodá-la. Foi aí que surgiu a oportunidade de participar do Clube das Cabeludas, com o cabeleireiro e parceiro do programa Charles Motta.

 

Confira o vídeo dessa linda transformação:

 

Acompanhe o perfil da Manu e do Santuário no Instagram.

Você também está passando pela transição capilar? Conte para a gente nos comentários!

Ah, essa eterna cobrança!

Ser bem-sucedido antes dos trinta, escrever um livro, ser referência no seu meio de trabalho, falar outros idiomas, ler mais, viajar, ser feliz… Nossa! Mas e se o reconhecimento não vier? Se eu nadar, nadar e não chegar a lugar nenhum? Minha família pensará que sou um fracasso! Preciso fazer mais coisas ao mesmo tempo; fazer tudo mais rápido porque assim alcanço o topo. Humm… mas em qual topo quero tanto chegar?

Faz um bom tempo que tenho reparado no que me tornei. Uma mulher que quer fazer vinte coisas ao mesmo tempo, que não consegue responder todas as mensagens no Whatsapp, que não esvazia quase nunca a caixa de e-mail e que no final das contas não tem tempo para nada; nem para os amigos. O que passa pela minha mente? “Preciso ganhar mais dinheiro, preciso conseguir mais coisas, preciso melhorar meu trabalho, não posso parar e descansar agora, preciso ser feliz.” Vocês conseguiram entender o quão louco é isso? O quão paranoico é este ciclo que se instalou na minha mente? PRECISO, PRECISO e PRECISO! Mas quem disse que eu PRECISO de tudo isso? Eu estou fazendo porque quero ou porque a sociedade espera isso de mim?

Ah essa eterna cobrança! A minha geração é bastante imediatista. Me cobro a todo momento e se não consigo algo em um curto espaço de tempo já começo a surtar. Minha mãe sempre fala: “Mas filha, tenha calma! A vida não é assim! As coisas não acontecem do dia para a noite, você vai ficar doente desse jeito!”. E ela tem razão! Meu pensamento doentio por querer tudo para ontem, por fazer mil coisas ao mesmo tempo faz com que a cabeça entre em colapso! Quantas pessoas vocês conhecem que tomam remédios para cuidar da mente na atual geração? Quantas pessoas vocês conhecem que trabalham horas e horas a mais do período “normal” de serviço? Quantas pessoas vocês conhecem que vivem precisando de férias?

Outro fator que aumenta essa cobrança é a COMPARAÇÃO. Essa mania de olhar para o lado e sempre achar que o outro é melhor. Diminuir-se e não dar valor ao seu trabalho, às suas conquistas. Comparar sua situação sem ao menos saber por tudo que a outra pessoa passou. A gente olha apenas a “casca”, formula toda uma história na mente e se coloca pra baixo. Resultado? “PRECISO fazer mais!”

É difícil perceber que você entrou nessa espiral. São diversas as desculpas para justificar a constante falta de tempo e insatisfação contínua com a vida. Às vezes, a gente perde muita coisa para depois entender que não é nesse ritmo frenético que conseguiremos algo. Quando passamos a olhar para a nossa vida com mais carinho, com mais dedicação e respeito pelo nosso corpo, a relação muda. Eu não queria mais ter insônia e acabar o dia com diversas coisas incompletas. Como mudar isso?

Parei de PRECISAR fazer algo para simplesmente completar minhas tarefas. Parei de olhar para os lados e pensar que tudo é melhor do que eu tenho. Reconhecer e respeitar a minha trajetória é essencial. E o principal: parei de correr com a vida. Respeito cada momento e valorizo o que estou fazendo naquele minuto. Viver o momento é mais proveitoso do que fazer mil coisas ao mesmo tempo e no final nem entender como cada item foi concluído.

Sei que muitas pessoas já estão nesse processo faz tempo. Que respeitam o corpo, que respeitam os limites e que procuram uma vida mais positiva e saudável em todos os aspectos. Todavia, em paralelo, existem as pessoas que se cobram, que são imediatistas e que daqui a pouco entram em colapso. Buscar uma forma de harmonizar tudo é sempre válido e só fará com que suas atividades rendam mais e sejam finalizadas com êxito.

Olha, confesso que não sou a pessoa mais serena e focada que existe. É um processo, e eu fico muito feliz em conseguir entrar nele. Depois do primeiro passo e de sempre vigiar as atitudes, fica mais tranquilo. Hoje não me cobro tanto e respeito meu tempo. As dicas que eu posso dar é: escute o seu corpo e não viva para os outros.

 

É sempre bom lembrar que o tempo desperdiçado não volta.