Naturalmente Bonita

Livros, Séries e Filmes para Entender o Racismo

10.jul.2020

Muito se tem falado sobre questões raciais ultimamente por conta dos atos em protesto pela morte de pessoas pretas tanto aqui no Brasil quanto no mundo. É triste que a causa racial esteja em alta porque um menino de 14 anos foi morto em casa (matéria aqui), e um homem negro foi morto asfixiado por policiais nos EUA (matéria aqui) e esses dois casos tiveram proporções internacionais, mas já que estão procurando estudar sobre isso é importante ir nas fontes certas e por isso trouxe alguns livros, filmes e séries para entender o racismo e principalmente para que entendendo, você o identifique em seu dia a dia e lute contra ele. 

Uma coisa muito importante antes de deixar a lista aqui é que se você é uma pessoa branca, saiba que o racismo é responsabilidade sua e não exclusivamente do negro. Aliás, quem deveria estar lutando contra ele todos os dias é você! Da mesma forma que pessoas negras sofrem as consequências da construção social baseada em privilegiar pessoas brancas, você, pessoa branca recebe os benefícios desse sistema e se de fato deseja um mundo igualitário e com equidade, é seu papel lutar pra que isso mude, então estude e faça sua parte porque precisamos ser antirracistas pra ontem

Livros para Entender o Racismo

O que é Lugar de Fala? – Djamila Ribeiro

Esse é um ótimo livro para começar a entender como pessoas não-negras podem contribuir na causa. A autora Djamila Ribeiro criou a coleção Feminismos Plurais que tem vários autores negros e aborda temas sobre feminismo e relações raciais de forma bem simples. Recomendo a coleção inteira!

O termo “lugar de fala” tem sido de forma errada nos últimos anos justamente porque as pessoas acham que é sobre poder falar ou não, e na verdade ele é sobre como e para quem falar. 

Interseccionalidade – Carla Akotirene

Fazendo parte da coleção Feminismos Plurais, o livro Interseccionalidade explica sobre as diferentes formas de opressão de acordo com o recorte racial e social que fazemos dentro do feminismo. O assunto se estende também para a importância de racializar não só o feminismo mas todo tipo de relações sociais.

Apropriação Cultural – Rodney William

Esse tema é muito falado nos últimos anos e pra mim esse foi o conteúdo mais didático para conseguir entender como a Apropriação Cultural funciona. 

Racismo Estrutural – Silvio Almeida

Esse livro é perfeito para entender porque nós costumamos falar que todo mundo é racista. Essa fala não se refere a você particularmente, mas a construção social em que estamos inseridos e por isso é importante entender o que é racismo estrutural para estarmos atentos e não reproduzirmos determinados conceitos racistas.

Um Defeito de Cor – Ana Maria Gonçalves

Meu livro favorito, com quase mil páginas que conta a história de Kehinde, uma mulher escravizada que está a procura de seu filho que foi vendido. A história é pesada, retrata rebeliões, luta por liberdade, tortura contra escravizados e todos os horrores de um período não muito distante aqui no Brasil. 

É importante lembrar sempre da parte cruel da história para que ela não se repita. 

E Eu Não Sou Uma Mulher? – Bell Hooks

O livro tem o título de um famoso discurso de Sojourner Truth que abre um leque de ideias e conceitos sobre as diferenças entre o feminismo branco e o negro. 

Heroínas Negras Brasileiras em 15 Cordéis – Jarid Arraes

Uma leitura simples, massa pra adolescentes e se você é professor, é um ótimo livro para inserir em sala de aula. Quando falamos de pautas raciais, sempre lembramos de quem é de fora, mas é bom saber quem são nossas referências nacionais no combate ao racismo. 

O Genocídio do Negro Brasileiro – Abdias Nacimento

Perfeito para entender o contexto atual do racismo e o genocídio que acontece sistematicamente, inclusive agora, enquanto você lê esse post. 

Pele Negra, Máscaras Brancas – Frantz Fanon

Existe uma Luciellen antes e depois de ler esse livro. Ele mudou completamente a forma como vejo a mim enquanto pessoa preta e principalmente como vejo outras pessoas pretas. Recomendo principalmente pra a galera ler, mas é bom pra todo mundo.

Filmes e Séries com Temática Racial

Documentário – Guerras do Brasil

Esse documentário é muito bom pra entender o processo de colonização do Brasil e as consequências dele nos dias de hoje.

Filme – Django Livre

Esse filme é bem antigo, mas muito atual ao mesmo tempo. 

Com direção de Quentin Tarantino, conta a história de um ex-escravo Django que sai com um caçador de recompensas para caçar os criminosos mais procurados do país e resgatar sua esposa de um fazendeiro. 

Minissérie – Olhos que Condenam

Apesar de ser curtinha, demorei pra terminar porque é muito pesada e atual. 

Baseada em fatos reais, a série conta a história de 5 jovens negros que foram condenados pelo estupro de uma mulher branca com quem nenhum deles teve contato. 

Filme – O Ódio que Você Semeia

Esse filme conta a história de uma moça negra que vê seu amigo também negro ser morto injustamente em um operação policial. A história do filme lembra muitos casos onde jovens negros são mortos pela polícia no Brasil e no mundo por automaticamente serem vistos como suspeitos. 

Minissérie – A Vida e a História de Madam C.J Walker 

Madam C.J foi uma empreendedora americana, filantropa e ativista política e social. Ela é registrada como a primeira mulher negra que se tornou milionária nos Estados Unidos. 

Filme – Tempo de Matar

Uma menina negra é brutalmente estuprada por homens brancos e o pai da menina, um homem negro, está sendo julgado pelo assassinato dos estupradores. O desenrolar do filme é muito bem feito e nos coloca pra refletir do início ao fim. 

 

Esses são os títulos que deixo para vocês hoje. Espero do fundo do coração que estudem e principalmente que se importem de verdade com a causa porque o racismo não tem que ser combatido só quando algo toma proporções internacionais; a gente quer que casos como os citados no começo do texto sejam cada vez mais raros, então precisamos do apoio de todas as pessoas, principalmente o seu

Vidas pretas importam todos os dias, não só em datas históricas. 

Luciellen Assis

Luciellen é baiana, de Feira de Santana. Aborda temas, em seus canais, que variam entre estética e beleza negra, moda, autoestima, empoderamento e relações raciais.

Como Estão Seus Relacionamentos Em Casa Durante a Quarentena?

8.jul.2020

Falar de relacionamentos nessa Quarentena pode não ser um assunto tão agradável para algumas pessoas. O mais importante agora é entender que tudo bem se não estiver tão bem. Durante esse período a gente acaba passando mais tempo nas redes sociais e acaba que caindo naquele ciclo das comparações.

Vou explicar melhor: é muito fácil a gente comparar a nossa vida com a das pessoas na internet. Eu vejo muito isso, Mel queria ter um relacionamento como o seu; nossa vocês são perfeitos juntos; meta de relacionamento assim perfeito como vocês.

As pessoas em geral idealizam que alguns momentos postados nos stories resumem a vida toda das pessoas e isso não é verdade. Todas as pessoas tem problemas e enfrentam as dificuldades juntas. Algumas pessoas vão lidar melhor com isso e outras nem tanto.

COMO LIDAR COM A FAMÍLIA (FILHOS)

Se você está isolada com marido e filhos vai precisar de muita saúde e disciplina mental para lidar com tudo. O isolamento por si já nos deixa mais esgotados mentalmente então é ter aquele jogo de cintura para lidar com os problemas que virem a surgir.

Crie uma rotina: acredite, uma rotina vai te ajudar demais a lidar com as crianças, na verdade elas precisam dessa rotina, não estar na escolinha, ou escola não quer dizer que a criança não precisa de horários. Isso se aplica na hora de acordar, almoçar, estudar e brincar.

Tenho um pré-adolescente em casa com 14 anos e no começo foi bem difícil estabelecermos algumas regras. Nessa idade eles querem passar o tempo todo no celular ou jogando. Mas o importante é conversar (o diálogo é seu maior aliado). Por mais que a gente sinta uma carga emocional maior a verdade é que ficar nervosa em certas situações só causa mais estresse, então manter a calma pra lidar com as crianças é a melhor saída.

                 

 “Que tal Pintar os cabelos com spray colorido (lavável) pode ser muito divertido

 

Faça as crianças se sentirem úteis: peça ajuda! Não adianta tentar levar o mundo nas costas que isso só vai te sobrecarregar ainda mais. No que seus filhos podem te ajudar? Isso vai depender da idade de cada um. Podem auxiliar desde molhar as plantas a lavar a louça. Se as crianças forem menor convide-as para fazer pequenas tarefas, assim elas já vão entendendo que as tarefas da casa devem ser divididas. Criança jamais deve crescer achando que somente a mamãe tem que fazer os serviços domésticos. Peça ajuda e elogie quando eles finalizarem, isso deixa a criança orgulhosa e ela provavelmente vai se acostumar a ajudar.

Façam coisas divertidas juntos: sem escola, creche ou poder sair pra brincar com os amiguinhos é normal que as crianças tenham ainda mais energia. Elas precisam gastar essa energia e você pode ajudar criando brincadeiras e atividades pra que elas possam liberar tudo. 

Você pode adaptar as brincadeiras ou passatempo de acordo com a idade. Existem diversas atividades que podem fazer com crianças pequenas, no Youtube existem uma infinidade de vídeos ensinando brincadeiras divertidas pra se brincar dentro de casa ou quintal. Se os filhos forem adolescentes combinem horários para assistirem algum filme legal, fazer um bolo, quem sabe aprender a jogar aquele jogo que ele tanto gosta? O importante é unir estar juntos!

Não deixar que o celular ocupe todo nosso tempo nos afastando mesmo estando todos juntos.

                 

“Incentive seus pequenos a desenhar. Desenho que Miguel fez soltando pipa com o Pai”

LIDANDO COM O PARCEIRO (A)

Uma das perguntas que mais recebi no Instagram nos últimos meses foi essa: Mel como você está lidando com seu casamento? Como não brigar o tempo todo estando em casa juntos 24hs por dia?

Não tem formula mágica, a questão aqui é simples: temos duas opções! Lidar com os problemas juntos ou cada um ficar em um canto causando um clima ruim e de tristeza.

Essa nova realidade já diz tudo, é NOVA. Significa que a gente ainda não sabe bem como lidar com ela, afinal existe aquele misto de emoções de ambos os lados. Aqui a comunicação também vai ser essencial pra manter um bom relacionamento. É importante que ambos estejam  abertos a dialogar, a conversa para alinhar as coisas não precisa ser chata, e nem deve.

Escolha um momento em que ambos estão tranquilos pra que a conversa flua melhor. Espere as crianças dormirem se tiverem filhos, ou façam uma comidinha gostosa e conversem durante a refeição. Procure mostrar ao seu parceiro o quanto juntos vocês podem evoluir. Mas não se engane, você aqui faz o papel de parceira e não de mãe. É importante também saber identificar se não está em um relacionamento onde somente você está disposta a colaborar.

Ambos estão juntos na mesma situação. É importante respeitar o espaço um do outro, não da pra abrir mão daquele momento “sozinhos”, ler um livro, conversar com os amigos (online), ter aquele momento pra cuidar da pele. O parceiro precisa do mesmo tempo pra fazer as coisas que gosta. Aqui todas as tarefas são divididas e é importante essa divisão. Imagine uma casa com várias pessoas ou que seja apenas vocês dois onde apenas um faz tudo e o outro passa o dia sentado no sofá?

Combinar dias para cozinhar ajuda muito, se seu parceiro não sabe cozinhar, pode ensinar e incentivar, vale para todas as tarefas domésticas. Tirar um dia apenas para a faxina ajuda muito na organização. Vocês não podem esquecer o porque estão casados. O amor é realmente uma plantinha que precisa ser regada todos os dias. Pequenos gestos e gentilezas fazem com que o clima na casa fique mais leve. É cuidar um do outro sempre.

Se você perceber que seu parceiro(a) não está na mesma vibe que você e já tentaram conversar e não chegaram a um acordo é hora de ligar o alerta e ver se realmente vale a pena continuar nessa relação. Por isso frizei tanto a questão do diálogo.

Como eu disse lá no começo não existem relacionamentos perfeitos, mas deve existir amor e cumplicidade e sinceramente se você não está encontrando isso no relacionamento é hora sim de repensar. Não se compare com relacionamentos de internet, de amigos… Veja o que funciona pra vocês. É muito importante a gente ter maturidade pra entender que cada casal tem seu jeito e sua rotina. O que pode ser empolgante para alguns casais pra outros pode não surtir o mesmo efeito.

Respeito é o primeiro passo pra gente conseguir lidar com toda essa situação de confinamento, estamos vendo muitos casais engravidando, outros se separando, acho que a quarentena acaba realçando os sentimentos que já existiam.

Espero que eu possa te ajudar de alguma forma com essas palavras. Nunca se esqueça de valorizar seu amor próprio. Por mais difícil que esteja toda essa situação não esqueça de você, de se cuidar e se amar! Só assim estará com a saúde física e mental boa para cuidar de você e da sua família

              

Foto 1: Miguel(filho) Foto 2: Mel e Wallace (marido) Foto 3: Sara (sobrinha)

Beijos e até o próximo Post. 

Mel Soares

GirlBoss •Fashion•BodyPositive

Gordofobia x Saúde – Até Quando?

6.jul.2020

Como mulher gorda, a gordofobia faz parte do meu cotidiano. Seja por comentários dos outros ou por questões de acessibilidade, ser gorda sempre é uma questão, uma vez que estamos em uma sociedade gordofóbica, que define o outro como fracassado só por ter um determinado tipo de corpo. Dentro de toda luta anti gordofobia, um tema que me abala bastante é o tanto que a saúde é sempre colocada em cheque quando somos gordos.

O principal argumento de uma pessoa gordofóbica é que quem é gordo precisa emagrecer pela saúde, mesmo sem a pessoa ser da área médica e/ou ter sua opinião solicitada. O que essas pessoas não entendem, e nem querem entender, é que esse apontamento só faz com que a pessoa gorda se afaste ainda mais de ter hábitos bons para a saúde de verdade, aquela que não se mede pelo corpo. Isso porque o apontamento vem sempre seguido de alguma receita mirabolante ou remédio devastador para a pessoa perder rápido os “quilos indesejados”.

Será mesmo que esses métodos de perda de peso são bons pra nossa saúde?

A resposta é: não! Eu inclusive já usei de medicação para emagrecer há alguns anos. Realmente perdi muitos quilos em pouco tempo, mas o resultado para minha saúde foi devastador. Eu não tinha fôlego nem para caminhar, tinha tonturas diariamente em qualquer atividade, morria de dor de cabeça e de estômago. Mesmo estando pelo menos 10kg mais magra do que o peso inicial antes do uso do remédio, estava completamente sem a saúde e energia que tinha antes, mais gorda. Ah! E depois que parei o remédio? Engordei o triplo do que o peso de antes.

Relacionar o corpo gordo, especialmente de mulheres, a um corpo não saudável é apenas uma forma que a estrutura social encontrou de dominar corpos femininos o tempo inteiro. É uma forma de dominar nossa vivência, controlando o que comemos o tempo inteiro. Se o gordo come salada: “aposto que tá fazendo dieta, não vai conseguir nunca emagrecer, credo”. Se o gordo come uma fatia de pizza: “por isso que tá gordo, nojento”. O controle acontece 24h por dia, 7 dias por semana.

E a gordofobia médica? Acontece mesmo?

Sim, mais do que pensamos. Muitos médicos são negligentes à saúde da pessoa gorda. Perdi a conta de quantas vezes cheguei no consultório com minha sinusite atacadíssima e saí com uma receita de remédio pra emagrecer e encaminhamento pra bariátrica. São inúmeras vezes que, antes de ser examinada, o médico já tinha o diagnóstico pronto na ponta da língua: “está doente porque é gorda!”.

Um bom exemplo recente disso aconteceu com meu namorado, que é magro, e teve um problema no joelho causado por repetição de exercícios na academia. Ele foi ao médico relatando a dor. O médico o examinou por completo, pediu vários exames, radiografias, ressonâncias até descobrir o problema. Quantas vezes pessoas gordas com dores em articulações foram atendidas da mesma forma? Quantas vezes o diagnóstico pra elas foi o “emagrece que passa” ao invés de pesquisar a fundo a causa da dor? E se fosse uma trombose, uma fibromialgia… nunca saberíamos por conta dessa estrutura repleta de gordofobia que nos nega atendimento básico.

O clichê de nem todo gordo é doente e nem todo magro é saudável é real. Todo corpo precisa se alimentar de forma equilibrada, não só o gordo. Todo corpo precisa se exercitar, não só o gordo. Todo corpo precisa ser cuidado e examinado por profissionais, não só o gordo.

Precisamos normalizar nossos corpos para termos direito a tratamento de saúde digno e efetivo. Se o gordo estiver doente, seja pelo peso ou não, nenhum profissional de saúde ou pessoa física tem o direito de diminuir a dor ou de fazer chacota com o corpo dessa pessoa. Exigir respeito é essencial para vivermos em uma sociedade mais igualitária e com menos gordofobia.

Ana Luiza Palhares

Sempre muito comunicativa, Ana Luiza nunca teve vergonha de mostrar quem é e o que pensa. Adora escrever textos sobre moda inclusiva e empoderamento feminino, hoje produz looks do dia plus size, rese...

O Meio Ambiente Agradece

3.jul.2020

Os assuntos que se referem ao isolamento social podem parecer progressivos, mas, é inevitável olharmos para o reflexo que essa medida atingiu quando falamos em meio ambiente.

Para conter o avanço do Coronavírus, medidas mundiais de isolamento social foram adotadas, algumas severas, impossibilitando a população de trabalhar e realizar tarefas rotineiras como ir ao parque, se reunir com amigos, ou simplesmente levar os filhos para a escola.

Tal medida foi essencial para que as gestões públicas pudessem entender a situação de pandemia, com um vírus até então desconhecido e sem informações de combate. Impedir que uma pessoa tivesse contato com a outra ou até mesmo contatos com os mesmos ambientes e objetos, foi primordial para se “ganhar tempo”, enquanto protocolos fossem elaborados e os estudos em busca de uma vacina e um remédio fossem colocados em prática. Praticamente, uma corrida contra o tempo!

Com o mundo apresentando uma rotina populacional altamente ativa podíamos notar visível degradação quase incontrolável e, se por um lado a quarentena gerou transtornos na rotina de trabalho e na rotina pessoal da população mundial, por outro, notou-se uma grande melhora na qualidade do ar e na poluição do ecossistema em diversas regiões do planeta.

Em São Paulo, por exemplo, a região metropolitana teve queda de 45% na emissão do dióxido de nitrogênio (NO2) durante o isolamento, através da diminuição do tráfego de veículos. Outros lugares pelo mundo também puderam notar esse beneficiamento ambiental, como é o caso de Veneza, com águas geralmente turvas, avistou seus canais límpidos, sendo possível até observar alguns peixes. Na Índia, país com mais de 1 bilhão de habitantes, foi notória a mudança positiva na qualidade do ar com a redução da circulação de veículos e atividades de fábricas. O que também pode ser notado na China. Nesse período de adaptação social, inúmeros animais retomaram espaço, com muito mais liberdade para conviverem em harmonia.

O que não podemos deixar de pensar é: será que quando as circulações sociais retomarem, voltaremos a tratar com tanto descaso nosso Planeta?

Para a Bio Extratus, muito antes de toda a situação do Covid-19, o assunto MEIO AMBIENTE sempre foi pauta importante dentro da gestão da empresa.

Quem pensa verde, vislumbra um futuro sustentável.

Obter e manter a Certificação ISO 14001 é o demonstrativo de um trabalho envolvendo investimento e dedicação. O certificado, conquistado há 10 anos, indica que a empresa possui um sistema de Gestão Ambiental, onde todo o processo de fabricação ocorre sem prejudicar ao meio ambiente.

Quem usa e ama Bio Extratus, pode ter certeza do compromisso sustentável desempenhado pelo empresa, com métodos de produção ecologicamente corretos, em busca de cada vez mais preservação do nosso ecossistema.

O cuidado com a água sempre foi uma preocupação da empresa e uma das medidas adotadas é o tratamento dos efluentes que é realizado desde 2002. Através desse processo, a empresa realiza o tratamento de todos os resíduos gerados pela produção e suas atividades adjacentes. A estrutura possibilita devolver à natureza uma água com condições de abrigar vida. E vamos continuar investindo nisso com mudanças no futuro.

Outro impacto positivo adotado pela empresa foi o arborização e paisagismo, algo que possibilita o trabalho da recuperação de nascentes. Em sua extensa área, investiram em amplos gramados para evitar processos de erosão, além de diversos plantios de árvores, muitas delas frutíferas, ampliando o convívio da fauna local com os seres humanos e funcionários, sempre orientados a se juntarem à empresa em prol dessa importante causa.

Em 2016, fomos reconhecidos como empresa que conta com o maior sistema privado de geração de energia solar fotovoltaica. São mais de 2.000 módulos instalados sobre a cobertura da fábrica, com capacidade de 1oo% de produção da energia utilizada pela empresa, sendo essa energia totalmente limpa e sem a geração de ruídos em seu processo de produção.

Um  investimento para sua sustentabilidade!

Compromisso Social

No início do isolamento social, a Bio Extratus doou 2 toneladas de álcool em gel e 10 mil máscaras. As doações foram destinas a hospitais, farmácia, postos de saúde e asilos da cidade de Alvinópolis-MG e região.

É impossível não concordar que, além de uma grande marca, a Bio Extratus é uma empresa que distribui comprometimento ambiental e social, seja cuidando da fauna e flora local, seja estendendo a mão para quem pode ajudar. Sinto imenso orgulho em fazer parte dessa família, que gera empregos e possibilidades.

E você, o que tem feito em contribuição durante esse isolamento social? Seja no quesito ambiental, seja no quesito humanitário, a verdade é que vivemos em uma sociedade, com regras e ordens para tornar possível o convívio harmônico, tanto entre os seres humanos, quanto com os animais e o ambiente que nos serve de morada.

Chegou a hora de olharmos para nosso planeta com mais carinho, usando dessa nova vida que estamos vivendo para refletir sobre o nosso papel na sociedade.

Talvez, você possa achar pouco separar o lixo, fechar a torneira enquanto escova os dentes ou o chuveiro enquanto se ensaboa no banho, mas, já pensou se começarmos a praticar, cada um fazendo a sua parte, seja em casa ou no trabalho, para pra pensar: O QUANTO SERIA SIM POSSÍVEL construírmos um lugar maravilhoso para nós e nossos filhos? Estamos em um novo normal e, quanto antes nos adaptarmos e evoluírmos, mais agradável será para todos.

Nathi Ferreira

Ariana, 28 anos, fisioterapeuta por formação e apaixonada por moda, beleza, viagens e diversão. Dedica seu tempo exclusivamente ao blog, youtube e redes sociais (sua paixão). Busca conectar leitor...

Mês do Orgulho LGBTQIAP+ : Como Fazer Minha Parte?

26.jun.2020

Junho é o mês do Orgulho LGBTQIAP+ e, mais especificamente, no dia 28 desse mês é celebrado o Dia do Orgulho, em memória ao levante contra a perseguição policial às pessoas LGBTQIAP+ ocorrido em Nova Iorque no ano de 1969, no bar Stonewall Inn, que até hoje é simbolo de resistência e enfrentamento para a comunidade.

A Morte e Vida de Marsha P. JohnsonClique para ver na Netflix: A Morte e Vida de Marsha P. Johnson

A memória da luta travada em nome dos corpos alheios ao padrão hétero e cisnormativo também impulsionou a criação de movimentos públicos como a Parada do Orgulho, que acontece anualmente em diversos lugares do mundo.

Falar de orgulho muitas vezes é também falar de dor, de uma história constante de luta e invisibilidade mesmo dentro de uma comunidade tão colorida, por isso o post de hoje cumpre uma função didática e convida você a se perceber enquanto potência transformadora de uma realidade violenta desde o simbólico até o físico.

As construções antilgbtfóbicas precisam ser alinhadas ao seu cotidiano de forma efetiva e continuada, pensando que não somente a sua visão de mundo pode ser ampliada e enriquecida, mas que outros corpos possam ser assegurados do direito ao amor, à empregabilidade, à saúde emocional e, imprescindivelmente, à VIDA.

Orgulho LGBTQIAP+

ATENÇÃO À FALA

Entender que somos ensinados a partir de um olhar patriarcal e heteronormativo nos faz perceber que muito do que falamos está atrelado a pensamentos ofensivos para diversas comunidades, inclusive a LGBTQIAP+, e essa é a grande chave para promover diálogos mais saudáveis e conscientes.

O despertar para a consciência precisa ser iniciado e desenvolvido de você para você. Apesar de todo o conhecimento, das falas e das escutas que existem ao longo do processo, você é o agente responsável por identificar e desraizar a sua fala lbgtfóbica.

“Piadas” sobre sexualidade, ridicularização de identidade de gênero, xingamentos repercutidos por décadas, associações a papeis sociais estereotipados e muito mais, são violências que você pode parar somente reavaliando a sua fala, pensando no que provoca o seu riso e o tanto que isso traz de uma carga problemática à vida de outras pessoas.

NOMEAR É TAMBÉM RECONHECER A EXISTÊNCIA

Uma outra forma de pensar em ações antilgbtfóbicas é compreender a necessidade de uma sigla cada vez maior e repensada constantemente para, de fato, representar a comunidade inteira. Em um cenário de lgbtfobia onde a violência simbólica parte do pressuposto da inexistência de determinadas perspectivas, como a vida trans, por exemplo, é fundamental que esta sigla seja entendida em sua totalidade: Lésbicas – Gays – Bissexuais – Transsexuais e Travestis – Queer – Intersex – Assexuais – Pansexuais+.

Além disso, ouvir e impulsionar as narrativas de todas as letras dessa sigla pode significar a desconstrução de uma ideia estereotipada e ofensiva.

LEMBRE DESSE PONTO ANTES DE DIZER OU PENSAR EM FRASES COMO: “Bissexual é indeciso, não sabe o que quer”, “Todo gay quer ser mulher”, “Mas não era menina? agora é menino?”, “Você é tão feminina pra ser lésbica”…

ORIENTAÇÃO SEXUAL É DIFERENTE DE IDENTIDADE DE GÊNERO

A comunidade LGBTQIAP+ reúne, articula e posiciona diversas representações que fogem aos padrões hétero e cisnormativos, mas não estamos falando único e exclusivamente de relacionamentos ou atrações. Distante da ideia ignorante e extremamente violenta de que, por exemplo, a transsexualidade é uma orientação sexual, existem as múltiplas formas de ser e existir que podem ou não estar pautadas em binariedade inclusive.

Orientação sexual fala sobre os seus desejos sejam eles românticos ou sexuais e dentro deste espectro podemos identificar pessoas lésbicas, gays, bissexuais e pansexuais, exemplificando. Enquanto a identidade de gênero, como o próprio nome já sugere, fala sobre como você se reconhece em relação ao gênero, seja essa identidade cisgênera, quando você se identifica com o “atribuído ao nascer”, ou transgênera, quando não se identifica.

Entendida a diferença, você vai perceber que uma instância não anula a outra. É por isso que não existe confusão alguma em uma mulher trans que se relaciona com outras mulheres, tendo em vista que ela pode ser ainda uma mulher bissexual, lésbica ou pansexual.

CONSUMIR, VALIDAR E FINANCIAR

As estratégias de difusão representam outra forma de efetivar ações antilgbtfobicas. É preciso consumir o conteúdo, ler e ouvir sobre as vivências, comprar e investir em pessoas LGBTQIAP+ para que a comunidade tenha também possibilidades de acesso, voz ampliada, narrativas validadas e autonomia financeira para sobreviver de uma forma saudável tal qual é o direito de todo indivíduo em sua humanidade.

Espero que esse texto possa contribuir com uma autoanalise e que você consiga compartilhar os efeitos dele por mais e mais pessoas ao seu redor.

Que não somente no mês de junho a nossa comunidade possa existir, viver e ser lembrada com sua dignidade assegurada, afinal de contas, temos muitas cores para celebrar!

Joicy Eleiny

Joicy Eleiny, pernambucana nascida no interior e morando na capital. 21 anos, mulher negra, crespa e LGBT compartilhando empoderamento e provocando discussões acerca de suas lutas principalmente atra...

Carregar Mais