AH! O Espírito Natalino!

Fim de ano tem sempre aquela sensação de ciclo terminando, dever cumprido (algumas vezes nem tão cumprido assim), novas metas, alegrias, festas e confraternizações. Ah! As confraternizações! Festa da empresa, amigo secreto (ou oculto), reunião de família, risadas e o tal do “espírito natalino” pairando no ar. Todo mundo só sorrisos, simpatia e gratidão. Todo mundo?

Eu sempre me questiono porque no mês de dezembro as pessoas ficam mais simpáticas, mais solícitas e gostam de presentear. Já ouvi explicações que “Não é época de brigas” “Estamos fechando um ciclo” “É uma forma de agradecimento pelo ano que se foi”. Okay. Mas e o resto dos meses? Por que toda essa GRATIDÃO surge apenas em UM mês do ano? Sou um pouco chata porque na minha cabeça a parte religiosa do Natal já se foi faz tempo e ficou esta coisa comercial. Com isso, porque instigar este “espírito” apenas nesta época?

Sabe, eu quero entrar no elevador e dar bom dia sorrindo o ano todo. Quero continuar perguntando pro porteiro como anda a vida, dar presentes em datas aleatórias ou mesmo declarar minha gratidão no momento em que sinto vontade. Quero estender esta alegria, este gosto pela vida, essa sensação de dever cumprido a cada etapa que eu concluo, ou mesmo a felicidade momentânea. Sinto em alguns círculos esta obrigação de estar no evento x, de participar da celebração y… mas quer maior celebração do que você vencer/viver mês a mês?

Tá, pode ser que eu esteja problematizando o espírito natalino, mas que tal começar a levar este espírito para o ano inteiro? Sorrir mais vezes, pensar no outro mais vezes. Fazer cestas básicas, presentes para pessoas carentes nos outros meses? Doar sangue, doar roupas, dizer palavras carinhosas e viver uma vida baseada no agora? Com um espírito leve e tranquilo de que você não esperou o final do ano para dizer o quanto que aquela pessoa é importante. Para abraçar após um projeto bem sucedido, para vibrar e dizer: eu me importo com você.

Ah, ficou meio natalino este texto né? HAHAHAHHA Contraditória? Não, apenas com vontade de dizer que a passagem do dia 24 para o dia 25 e de dezembro pra janeiro duram UMA noite. E as pessoas…. essas nos “aturam” ou outros 364 dias do ano.

FELIZ NATAL!

Beijos
Mah

Eu gosto de você

Eu namoro faz muito tempo, mas muito tempo meeeeesmo. Porém, quando solteira, sempre pensava nessa história de “Ai vou esperar ele ligar. Preciso ser difícil.” PRECISA MESMO?

Se fazer de difícil é não ligar? É não demonstrar carinho? É fazer a blasé sendo que por dentro a vontade é mandar uma mensagem? Qual o sentido disso?

Sei que vocês podem me falar: “Mah, também eu não posso sufocar a pessoa.” Sim, eu concordo. Mas não demonstrar nenhum tipo de sentimento é frieza demais pra mim. E vou além: é perder tempo da vida. Tempo esse que vocês poderiam conversar sobre os gostos em comum, poderiam falar sobre o novo programa de culinária, poderiam falar sobre a turnê da Beyoncé (que eu espero loucamente aqui no Brasil hahaha).

Talvez a internet tenha facilitado e dificultado as coisas ao mesmo tempo neste ponto. Explico.

Lá em 2000, a gente não tinha Whatsapp para combinar o date. Tá, tinha o MSN porém todo mundo entrava só depois na meia noite (sim, pagava apenas um pulso). Então o que acontecia? LIGAÇÃO! Siiiiim! Usávamos muito o telefone e falávamos horrores. A pessoa interessada ligava, precisava se preocupar com o tom de voz, tinha que passar por quem atendesse o telefone, e depois como conduzir a conversa.

Hoje está mais fácil! Conseguimos falar direto com a pessoa sem passar por ninguém antes; todo mundo tem um celular né? Entretanto, não precisamos pensar na entonação e as vezes, nem nas palavras. Digo as vezes porque eu sempre penso, porém nem todo mundo lê trocentas vezes a mensagem antes de enviar. O contato pode ser direto, mas um tico mais frio não? Saudades ouvir a voz do crush (nunca vou me acostumar que o paquera virou crush) querendo marcar um encontro. E a pessoa pode muito bem não responder na hora, a gente não sabe o que realmente acontece, não escuta a respiração ou as pausas dramáticas.

Aqui vai um parênteses para falar da minha vida hahahahhah. Meu namorado NÃO SUPORTA falar comigo por Whatsapp. Baby (assim que o chamo) sempre me liga quando quer falar algo ou quando eu preciso contar uma história. Então, se é para amenidades usamos o whats, quando é para falar da vida, ligação.

Voltando….

Aí que nesta praticidade de Whats, Facechat, likes e tudo mais, a gente esquece de dar sinais mais concretos. Muitas pessoas preferem se restringir no seu mundo e não demonstrar afeto. Aliás, li sobre isso: estamos nos tornando cada vez mais individualistas achando que apenas o celular basta para nos divertirmos. E ai de quem ligar para conversar! É quase uma AVERSÃO ao contato com os outros, com o mundo externo. Estranho né? Porém eu concordo.

Um “Estou com saudade”, “Lembrei de você”, “Que foto linda” faz falta. Você não é menos ou estará “sendo fácil” por isso. Aproveitando, o que é ser fácil? Demonstrar o que sente? Sentir com intensidade? Então que sejamos as pessoas mais fáceis do mundo! hahaha

Claro que nada disso generaliza, sempre tem quem gosta de dizer o que sente. Porém, senti isso com o passar dos anos nas minhas redes.

A máxima ‘Mais amor, por favor” nunca fez tanto sentido.

fullsizerender

Beijos
Mah

 

Perfeição

IMG_2658Estava aqui pensando com os meus botões… Hoje a gente vê tanta foto perfeita, tantas coisas milimetricamente pensadas, tanto Instagram da vida perfeita que até se pergunta: “Nossa, o que tem de errado com a minha vida?”

Não sei vocês, mas eu algumas vezes penso que diversas pessoas vendem algo surreal. Não existe conta para pagar, não fica um final de semana sem sair, não fica um dia de pijama em casa, não acorda de mau humor. Eu sinto falta de realidade.

Vejam só, parece que foi criado um mundo paralelo de imagens. Onde tudo é lindo, tudo está perfeito, tudo acontece na mais perfeita paz e não existe defeitos. Cabelos bagunçado? Só se for messy hair. Pele com imperfeições? Taca um blur. Cada dia um look diferente porque repetir roupa é inaceitável. Me entenderam? Desculpa, mas eu não vivo neste mundo e não consigo me identificar com uma perfeição contínua.

Li mês passado um texto onde falava sobre esta constante pressão que sentimos para sermos perfeitos, sermos bem sucedidos e estarmos no topo antes dos 30 anos. Não há nada de errado ou anormal com a sua vida se você não tem o Insta com as mais belas imagens do mundo. Você não é menos que ninguém por isso, você não deve se deixar levar. Cada um tem o seu tempo, cada um tem o seu propósito, cada um tem o seu motivo. Se passarmos a nos medir pela janela do lado, a nossa vida deixa de fazer sentido.

Percebo que é preciso muito cuidado para não entrar nesta neura, para não crer que sua vida não tem graça comparada com a do coleguinha. Cá entre nós, vocês creem mesmo que exista uma vida perfeita? Eu acho que não, porque nunca sabemos o que cada um passa. Na minha opinião temos momentos perfeitos que fazem parte de nossa trajetória.

As fotos continuarão sendo lindas, o que pode mudar é o nosso modo de observar. Saber que a nossa vida não se baseia naquilo e traçar o nosso próprio rumo. A perfeição está em lugar e momento que nem imaginamos.

Beijos

Mah

O meu cabelo não é igual ao dela

Eu fico muito, mas muito feliz em saber que a Internet ajuda muitas meninas a assumirem o cabelo natural. Com diversas blogueiras e youtubers, hoje em dia é fácil você encontrar alguém que tenha o fio parecido com o seu e largou a química. Isso serve como inspiração e também como ajuda; onde você se espelha e aprende a cuidar do seu tipo de cabelo.

Eu fucei muito na Internet, lá em 2013, quando resolvi parar de usar química que alterasse a estrutura do meu cabelo (meu cabelo é tingido, por isso ainda tenho química). É legal entender como cuidar e perceber que é possível viver sem alisar, relaxar ou fazer permanente se assim desejar. Porém, uma coisa vem martelando na minha cabeça, a palavra DEFINIÇÃO. 

Diversas meninas estão nesta “síndrome” ou até mesmo paranóia de achar a definição do seu cacho. Eu nem tenho tantos cachos assim na cabeça, é um mix de zigue-zague com cacho e com algo sem definição. E como lido com isso? Aceito! Você pode buscar inspirações na internet (assim como eu fiz quando fui tingir), mas nunca um cacho será igual ao outro. Nunca um cabelo será igual ao outro. Antes mesmo de deixar os fios naturais, temos que ter em mente que cada cabelo tem suas particularidades, cada cabelo reage de um jeito (vide o fato de o mesmo creme ser maravilhoso para umas e ruim para outras).

maraisa fidelis

Nada nesta vida é obrigatório. Você não precisa deixar o seu cabelo natural porque a maioria o faz. Você não precisa tingir porque a maioria faz. Você tem que fazer o que bem entende. Tem pessoas deixando o fio natural mas depois ficam na neura querendo o cabelo o mais definido possível sem nenhum fio fora do lugar e sem frizz. Será mesmo que você está “livre” de algo? A paranóia do cabelo liso deu lugar a paranóia da definição?

Eu, Maraisa, penso da seguinte forma: Quer alisar? ALISE! Quer relaxar? RELAXE! Quer deixar natural? DEIXE! O que importa é você se sentir bem com a imagem que vê no espelho. Você gostar do resultado e cuidar dos fios não importando o que você faz nele. Há quem prefira o cabelo alisado, e qual o problema nisso? NENHUM! Se você se sente linda, continue!

Vamos buscar inspirações na Internet para INSPIRAR e não para tornar META de vida. Descobrir e aceitar nossas diferenças e particularidades não é fácil, mas depois que entendemos isso, lidar com a nossa imagem se torna mais prazeroso.

Beijos,