Naturalmente Bonita

Você sabe o que é empatia?

10.maio.2021

Se a gente procurar no dicionário, aparece que Empatia é a capacidade de se identificar com outra pessoa. Capacidade de sentir o que ela sente e de querer o que ela quer. Mas o que isso significa e por que essa palavra se tornou uma das mais faladas e buscadas atualmente? 

E qual a importância da empatia atualmente?

Bom, todas nós sabemos o quanto esse momento que estamos vivendo é difícil e desafiador. Temos um problema de saúde pública gigantesco. Somos bombardeadas diariamente por notícias horríveis, vidas perdidas, desemprego e muito sofrimento. Temos os problemas que assolam a sociedade como um todo e os problemas pessoais, que variam de indivíduo para indivíduo.

É importante ter empatia para entender o sofrimento do outro.

Muitas vezes a gente pode estar em uma situação mais confortável, sem muitas questões individuais e grandes problemas pessoais. Dai nos colocamos no lugar de quem está com alguma dificuldade. Tentamos entender aquela angustia e aquele sofrimento para arrumar uma forma de ajudar aquela pessoa. Isso é ter empatia. Ter empatia pelo outro é entender o sofrimento daquela pessoa para tentar ajudá-la da melhor forma possível. É tentar compreender para estender a mão. Ter empatia é ter a sensibilidade de ouvir alguém sem julgamentos.

Tá, mas como eu faço pra ter empatia com o outro na prática?

Quando a gente compreende a dor do outro tentando enxergar a vivência que a outra pessoa teve, percebemos o quanto é múltipla a forma de lidar com alguma questão. Trazendo para um exemplo pessoal, eu sempre falo sobre gordofobia e sobre autoestima nos meus perfis das redes sociais. Um dos temas que já abordei foi sobre gordofobia na família, quando as pessoas que estão próximas de nós são as que mais nos julgam só por termos o corpo que a gente tem. E adivinha? Eu nunca sofri gordofobia na família. Tenho pais que me respeitam e me ensinaram a exigir respeito dos outros, independente de qualquer coisa. 

Ser ouvinte e ter empatia com a fala do outro é fundamental.

E como eu consigo falar sobre esse tema sem ter vivido e superado? Pela empatia! A empatia de entender a dor da minha seguidora que vive isso, de saber o que isso causou na vida dela e como isso é a grande causa para a forma como ela lida com o próprio corpo e como ela age às críticas. Me colocar no lugar dessa pessoa para entender a dor dela e ajudá-la é fundamental. Não dá pra fingir que não existe gordofobia na família só porque eu não sofri, certo?

Eu acredito que a empatia deveria ser um exercício diário para todos nós. Sempre que a gente vê alguém passando por alguma situação agindo de certa forma, vale a pena tentar se colocar no lugar daquela pessoa para entender o motivo daquilo. Se colocar no lugar do outro é fundamental para respeitar os processos do outro e conseguir ajudá-lo.

Ana Luiza Palhares

Sempre muito comunicativa, Ana Luiza nunca teve vergonha de mostrar quem é e o que pensa. Adora escrever textos sobre moda inclusiva e empoderamento feminino, hoje produz looks do dia plus size, rese...

SER MÃE EM TEMPOS DE PANDEMIA

7.maio.2021

Em 1 ano tanta coisa mudou… Nossas vidas, nosso dia-a-dia, nosso trabalho! Precisamos nos reinventar em todos os sentidos, do mais novo ao mais velho! E se tem uma pessoa que precisou se reinventar, se desdobrar, se formar em diferentes áreas, fazer o dia ter 48 horas, essa pessoa foi a mãe!

Nossa embaixadora Bruna e seus filhos Giovanna e Guilherme

Mãe nunca é apenas mãe! Ser mãe é, por natureza, acumular as mais diversas funções. É saber fazer de tudo um POUCO, mas quando o tudo se torna nada fora de casa e a vida dos seus filhos passa a ser inteiramente dentro da sua casa, essas mães precisam aprender a fazer de tudo MUITO! 

Andreza Goulart, embaixadora Bio Extratus, e seu filho Leo

A mãe precisa continuar sendo mãe, sendo esposa, trabalhadora, mas agora ela também tem que ser a professora da escola, o amiguinho do recreio, o entretenimento no lugar do parquinho, a professora de inglês, de música, psicóloga, médica, o pastor da igreja (ou o cargo que exista na fé dessa mãe e que leve ensinamento para seu filho), tudo para tentar manter aqueles que mais amamos o mais perto possível daquilo que fazia parte do seu dia-a-dia.

Nossa embaixadora Manuela e sua mãe

Além das mães dos pequenos, das crianças e dos adolescentes, as mães de adultos também precisaram se reinventar, aprender a lidar com a saudade, com a distância mesmo que muitas vezes elas estivessem perto de seus filhos. Para isso quem nunca mexeu em um celular, precisou aprender a mexer com a tecnologia, a se contentar em matar a saudade de seus filhos através de uma tela, tudo para proteger quem se ama.

Bruna e sua mãe Ana

Esse ainda vai ser um dia das mães diferente, que muitas mães ainda vão precisar celebrar esse dia especial a distância, mas gostaríamos de deixar aqui o nosso carinho, o nosso respeito a todas vocês por esse dia, dizer que mais do que nunca vocês mostraram força , dedicação, resiliência e amor e que, se Deus quiser, o próximo dia das mães vai ser diferente! Se precisarmos passar por mais um segundo domingo de maio distantes para que ainda tenhamos muitos dia das mães juntos, vamos fazer isso sorrindo, e sem deixar de falar “Eu te amo” para aquela que nos deu a vida!

Nathi Blog, embaixadora Bio Extratus e sua mãe Alexandra

Um feliz dia das mães a todas as mães por tanto amor, por fazerem da felicidade de seus filhos a sua própria felicidade. Que Deus recompense cada espera, cada lágrima, cada renúncia e acima de tudo todo o amor devotado! Que o próximo dia das mães seja ainda melhor e que todas possam comemorar essa data ao lado de seus filhos amados.

Um beijo com carinho!

Bruna Munhoz

Bruna Munhoz, paulista, é formada em Administração Financeira e uma apaixonada por beleza, moda, viagens e tudo que diz respeito ao universo feminino. Dessa paixão, surgiu o desejo de criar o blog...

3 Dicas Para Ter o Corpo de Verão

4.jan.2021

Por muitos e muitos anos o corpo de verão almejado era sempre o que enquadrava no padrão de beleza eurocentrado. Nós todas sabemos o quanto esse padrão é inatingível para uma imensa parcela da população e que justamente por isso a indústria lucra muito com procedimentos e afins para que a gente queira nos encaixar a torto e direito. Tendo em vista isso, há uns anos eu resolvi me libertar e ter uma relação de respeito ao meu próprio corpo.

Eu sei que isso não é do dia pra noite. O trabalho pra recuperar a autoestima e aprender a se respeitar e se amar é intenso e não é nada linear. Pelo contrário! É cheio de altos e baixos e precisamos estar firmes no nosso propósito de entender que não somos só o nosso corpo e que podemos ser feliz hoje, tendo o corpo que temos agora.

Dito isso, trouxe pra vocês 3 dicas para ter o corpo de verão de verdade, aquele que vai te acompanhar em todas as suas aventuras, viagens, fotos e tudo que tem direito!

Dica 1: Ignore comentários alheios

Pode parecer clichê, mas você já ouviu aquele ditado que a opinião do outro diz mais sobre o outro do que sobre a gente? Infelizmente nem todo mundo conseguiu se libertar pra ser feliz independente do formato de corpo e, pior, muitas pessoas gostam de minar a autoestima pra te resumir ao seu corpo, fazendo com que você se sinta mal como ele se sente. Você não merece passar por isso. Vale a pena se reforçar psicologicamente pra conseguir sair dessa situação com cara de paisagem e se tiver abertura, ajudar essa pessoa a se libertar também.

Dica 2: Vista-se de si mesma!

Não vale a pena passar calor no verão de 40° por medo do que vão achar do seu braço ou da sua barriga ou do que quer que seja. Desde que eu entendi que eu continuo gorda vestindo biquíni, maiô ou burca, percebi que mais vale eu me vestir de mim mesma, com o traje que eu tenho vontade naquele ambiente, sem ofender ninguém. O que não vale é a gente deixar de curtir tudo que o verão tem de melhor por vergonha do corpo ou então passar calor em todas as ocasiões para se esconder.

Dica 3: Cuide do seu corpo de verão como sua casa!

Independente se você é gorda, magra, alta, baixa, cuide do seu corpo como se fosse seu bem mais precioso. Spoiler: ele é! Se alimente de forma gostosa e harmônica, sem necessariamente pensar em emagrecer ou mudar seu corpo. Tire um tempo pra você: faça uma máscara facial, hidrate seu cabelo, assista aquele filme que você estava louca pra ver e nunca tinha tempo, durma umas horinhas a mais do que o cotidiano. Momentos de prazer são importantes pra gente recarregar as energias e manter o nosso corpo de verão sempre pleno!

Agora eu quero muito saber de você, minha amiga: quais as suas dicas pra manter o corpo de verão perfeito? Me conta nos comentários!

Ana Luiza Palhares

Sempre muito comunicativa, Ana Luiza nunca teve vergonha de mostrar quem é e o que pensa. Adora escrever textos sobre moda inclusiva e empoderamento feminino, hoje produz looks do dia plus size, rese...

O que levamos de 2020?

23.dez.2020

Para ser bem sincera eu não queria levar nada né? Se formos pensar de maneira mais ampla, dá vontade de apagar o ano de 2020 e começar tudo de novo quando der meia noite do dia 31 de dezembro. Mas parece que precisávamos deste choque brusco para revermos muitas coisas. Então, lá vamos nós.

Vale lembrar que eu compartilho aqui o que eu, Maraisa, acho. Quero dividir como levei estes meses de incerteza e o que tento esperar do ano que vem (se é que podemos ter a audácia de esperar algo). Ah! É bom lembrar também que em momento algum acho que a pandemia foi algo bom para “olharmos pra dentro”. Falar desta forma é simplificar e não olhar para o sofrimento de muitos. Principalmente de quem não parou de trabalhar durante todo este período.

Lá no começo, em março, eu via diversas pessoas compartilhando livros, filmes e links de cursos e mais cursos disponíveis online. Exercícios sendo feitos pelo YouTube ou aplicativos, yoga, e toda esta onda de proatividade. Eu olhava e pensava “mas gente, jura mesmo que este povo consegue fazer tudo isso no dia? Eu só quero olhar pro céu e entender o que está acontecendo!”

Não produzia, e ao mesmo tempo não tinha vontade de me distrair com livros ou mesmo filmes. Sabe quando a cabeça não foca em nada? Pois parei de seguir diversos perfis no Insta que faziam com que eu me sentisse mal, e nesta limpa eu comecei a receber conteúdos melhores e que mostravam que na pandemia ninguém precisava se produtivo demais e nem sair dela com 10 cursos feitos, um livro escrito, aulas de dança, ou com o espírito evoluído. A tal da positividade tóxica.

Lá pra agosto as coisas foram voltando aos eixos depois de muita terapia e algumas consultas online (e preciso reconhecer que isso é um privilégio). Vi amigas pegarem a doença, ouvi notícias de pessoas que faleceram, vi um primo falecer. Tento entender o que este ano foi para a gente, mas no final é melhor parar de racionalizar e focar no que estou podendo fazer por enquanto. 

Natal e Ano Novo? Tenho a sorte de morar no mesmo prédio que meus pais, então ficarei com eles. Eu só desejo saúde física e mental para que superemos o tanto de resquícios que 2020 deixa em nós. O que mais levo de tudo isso é: não existe um sem o todo, não existe todo sem o um. O que eu faço impacta outras vidas ao meu redor, e o que o outro faz também impacta a minha vida. 

O que isso tudo quer dizer? Acho que lá pra frente descobriremos…. ou não! Se não agirmos.

Beijos e parece que sobrevivemos né? Isso já é uma imensa vitória.

Maraisa Fidelis

Paulistana de 28 anos completamente apaixonada pela família. Formada em marketing mas escolheu trabalhar com beleza, que é o que lhe encanta. Fala feito louca, ri descontroladamente e quer apenas aj...

Mulheres Negras e a Indústria da Beleza

20.nov.2020

Carla Sidonio, Maju Silva, Luany Cristina, Jacy July, Thamires Rangel, Irlane Tavares, Camila Nunes, Daniele da Mata, Roberta Freitas, Preta Araujo. Quantos desses nomes você conhece e o que eles representam para você? Todas essas são mulheres negras existindo em resistência e falando sobre beleza na internet.

Antes de começarmos, é importante deixar fixado que esse não é um texto para te contar sobre o que é ser mulher negra, é um texto para te fazer pensar onde elas estão.

Mulheres negras e o mercado da beleza

Assim como a moda, a beleza é uma forma de expressão que aponta para diversas narrativas sobre si, que pode falar sobre autocuidado, autoimagem, autoestima, libertação artística, movimentação cultural, afeto, identidade, ancestralidade e, com toda certeza, comunicação.

Talvez o seu cérebro tenha te levado a partir desse momento direto para uma série de lembranças que têm relação com a sua perspectiva do que é beleza e tudo que você já viveu relacionado a esse universo. Mas agora eu quero que você pense em todos os níveis de manifestação da beleza, até mesmo as que você não tem contato, como as rotinas de skincare das asiáticas ou o reflexo da relação com a natureza para as indígenas.

Percebe como todas essas referências são válidas ainda que não sejam suas, como todas elas podem ser traduzidas no que é beleza a partir de uma bagagem que é particular?

A indústria da beleza é uma das grandes responsáveis pela valorização de determinadas estéticas em detrimento de outras, é uma via de mão dupla, capaz de representar a singularidade do significado das trança nagô para a mulher negra ao mesmo tempo que pode criar uma cultura opressora que estimula o distanciamento do cabelo natural como forma de apagamento histórico.

E apesar de grande e financeiramente ininterrupta, ela é alimentada por você! Por mim, pelos nossos desejos genuínos e pelos desejos que achamos que devemos ter, porque ela cria em nós. A indústria da beleza passa pelas nossas mãos e muitas vezes também nos acorrenta.

Então ela é uma vilã? Certo? Nem tanto. Assim como diversas outras estruturas, ela é abastecida por uma lógica racista de produção, mas que pode ser impactada fortemente pelo seu impulso de ser quem você é, de cultuar suas origens e valorizar o que faz sentido para você.

A mesma indústria que por muito tempo vendeu pentes quentes, hoje também vende produtos desenvolvidos para cuidar do nosso crespo e isso pode representar revolução se te fizer livre.

Porque falar disso no mês da consciência negra?

No começo desse texto eu te entreguei 10 nomes, 10 criadoras de conteúdo que estão além do passo a passo, 10 mulheres que sabem o que é ser mulher preta e como é ser ignorada por uma indústria que ainda dita como muitas de nós nos vemos. Eu te entreguei 10 indicações, para que você fure a bolha da “Beleza Padrão”, extremamente moldada a partir de pressupostos europeus, racista e opressora, que silencia a produção de mulheres que trazem consigo a história de um povo rico, poderoso e BELO.

Consumir o conteúdo de mulheres pretas falando de maquiagem, cabelos, cuidados com a pele e tantos outros desdobramentos, respeitando a sua essência, é também acreditar e impulsionar essa construção da beleza enquanto única e não massiva, enquanto original e não forçada. É empurrar, nem que seja um pouquinho de cada vez, a roda do mercado que gira em função do que investimos.

Lembre-se que investir transforma e quando falamos de investimento não existe unicamente a moeda do dinheiro em jogo, mas a do tempo também. Lembre-se que investir amplia e lembre-se de investir em mulheres pretas.

Joicy Eleiny

Joicy Eleiny, pernambucana nascida no interior e morando na capital. 21 anos, mulher negra, crespa e LGBT compartilhando empoderamento e provocando discussões acerca de suas lutas principalmente atra...

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