A mulher que eu gostaria de ser

 

Por mais que as redes sociais deem a entender o contrário, eu estou em uma fase de limbo. Morando em outro país, com uma criança pequena em casa que a cada dia demanda mais da minha atenção, eu tive que suspender boa parte do meu trabalho para dar conta de tudo dentro de casa. Não saio tanto quanto eu gostaria porque tem dias que só de pensar de sair sozinha com uma criança que já tem muita vontade própria já me deixa exausta. Ir ao cinema virou um programa bem caro porque temos que pagar uma babysitter. Livros que antes eu lia em uma semana, hoje eu leio em 3 meses porque chega fim do dia, eu estou cansada e só quero banho e cama, no máximo um episódio de alguma série. Faz algumas semanas que eu não faço minhas unhas (estou aprendendo a fazer em casa, mas ainda sai um verdadeiro desastre). Sö cuido dos cabelos porque posso dizer “Amém, Bio Extratus”.

 

Não me arrependo das escolhas que fiz em momento nenhum, mas volta e meia me pego tentando suprimir sentimentos estranhos, que me fazem pensar que a vida de todo mundo está fluindo enquanto a minha está parada. E diria que as redes sociais são parcialmente responsáveis por esses pensamentos. Eu vejo meu feed do instagram e acompanho a blogueira que está viajando para todos os lugares do mundo, a amiga que virou médica postando como está realizada fazendo plantão, a conhecida advogada que saiu do trabalho para um happy hour e está lá, postando feliz. Vejo a mulher que eu acho linda que é mãe integral de 3 filhos pequenos e está sempre perfeita posando para as fotos. E por um momento eu fico pensando que eu não estou conseguindo ser a mulher que eu gostaria de ser.

 

Mas aí paro pra pensar: que mulher é essa? Eu queria ser médica? Não, para a decepção do meu pai eu nunca tive dom para essa profissão. Happy Hour com roupa de escritório? Mas eu não gosto de trabalhar em escritórios – por isso o blog me satisfaz tanto e sempre amei trabalhar freelance fazendo meus horários. Eu também nunca conseguiria ser o tipo de blogueira que não para nunca em casa, pois nesse sentido eu sou super canceriana. Amo viajar, mas depois de um tempo amo mais voltar pra casa. Lar doce lar sempre. E sobre a vida da mãe perfeita, bem…eu também só posto os meus momentos mais arrumados e bonitos, então imagino que quem veja de fora também pense que eu sou a mãe perfeita, não é mesmo? Uma foto que mostra um bebê brincando em um ambiente imaculado provavelmente acontece porque o entorno está uma zona. hehe

 

Aí eu volto para a minha vida, vejo meu filho brincando e percebo o privilégio que é poder acompanhar essa primeira fase da vida dele tão de perto, sem depender de creches ou babás. Olho para a minha casa e percebo que ela está desarrumada mas é aconchegante, em um bairro incrível e uma vista de tirar o fôlego. Vejo a programação cultural da cidade em que moro e noto como ela é intensa e cheia de novidades. Depois venho para o computador e percebo que tenho meu trabalho, meus amigos e que está tudo onde deveria estar. E por fim, olho para o espelho e feliz, volto ao normal e percebo que eu já sou a mulher que eu gostaria de ser. <3

Existe muito amor próprio em São Paulo

Esses dias a hashtag do papo sobre autoestima completou 1.000 publicações. Muitas histórias minhas, da Carla, das nossas amigas influenciadoras e das seguidoras do futilidades ilustraram essa coleção de fotos, cada legenda e cada imagem mexeu comigo. Tudo isso aconteceu quando Abril acabou, um mês em que pude viver experiências diferentes com esse projeto que fala sobre se conhecer, se admirar como ser humano e de se sentir naturalmente bonita.

Nesse mês embarquei para São Paulo duas vezes, as duas incluíam novos desafios de trabalho e isso mexe com a autoestima profissional de qualquer mulher, mexeu com a minha também. Senti um carrossel de emoções de ansiedade, insegurança, alegria e realização. Foi desafiador e mágico ao mesmo tempo, fez com que eu me sentisse naturalmente poderosa ao ver tudo que se concretizou nessa cidade que não é a minha.

Em abril a Bio Extratus me levou para dar uma palestra falando do #paposobreautoestima na Hair Brasil e eu tive o prazer de dividir os holofotes com a Karen Porfiro. Juntas falamos de cabelo, autoestima e sobre se sentir bonita e poderosa. Sobre quebrar paradigmas e expressar através das nossas personalidades e nossos cabelos quem nós realmente somos.

Não foi fácil falar em público, ainda mais para um público novo pra mim, mas me motivou a acreditar que posso aprender muito ainda, posso fazer muitas coisas diferentes na minha carreira e dar uma palestra pela primeira vez foi só mais uma dessas coisas que a marca me proporcionou. Não foi fácil, mas foi muito especial ver que existe tanto para se falar sobre esse assunto. Nossos cabelos nos ajudam a sermos quem quisermos ser.

 

 

Uma semana depois, ainda em abril, embarquei novamente para São Paulo, dessa vez para viver a experiência do Piquenique do #paposobreautoestima. O tempo estava feio, fazia em torno de 15ºC no Ibirapuera e nosso encontro de mulheres não se abalou. O calor dos corações e das histórias esquentou e a experiência foi sensacional, mais de 30 mulheres contaram suas histórias com relação a autoestima na maternidade, na imagem, no trabalho, no relacionamento e até mesmo nos seus conflitos internos.

Novamente a Bio Extratus estava junto de uma causa tão cheia de incentivo ao amor próprio, a expansão de consciência e a um novo olhar mais amoroso sobre si mesma. Esse projeto do Futi carrega muitos dos valores da marca e fala da importância de nos sentirmos naturalmente bem com quem somos.

Sempre poderemos mudar a cor do nosso cabelo, o corte ou até mesmo o fio. Sempre poderemos emagrecer ou engordar. Mudar de carreira ou não. Casar, separar ou namorar uma nova pessoa. Sempre poderemos mudar, mas fazer tudo isso fica mais gostoso quando nos sentimos naturalmente bonitas, quando nos sentimos naturalmente felizes com quem somos, por dentro e por fora. Tudo junto em uma unidade de nós mesmas.

A palestra, o piquenique e a hashtag me fizeram ver que tão importante quanto falar sobre a minha história é ouvir a das outras mulheres que vêm se impactando de forma positiva com os valores que nós espalhamos lá e aqui, no Naturalmente Bonita.

 

Autoestima não é autoimagem!

Desde que o Futilidades levantou a bandeira do projeto UM PAPO SOBRE AUTOESTIMA sinto que muita gente associa toda nossa conversa à quebra de padrões de belezas relacionados ao corpo, mas autoestima não é isso. Autoimagem e a forma como uma pessoa enxerga seu corpo físico é apenas uma das questões que esse universo de autoconhecimento envolve.

A meu ver uma pessoa tem uma boa autoestima quando ela se conhece, física e psicologicamente. Curioso isso, né? Acredito realmente que uma mulher precisa conhecer seu corpo, seu cabelo, sua sexualidade e sua maneira de pensar e ver a vida para poder se amar. E não precisa se amar do jeito que se é, sempre podemos querer emagrecer, ou não, mudar a cor do cabelo, ou não, fazer um alisamento, ou não. Podemos ser o que quisermos, o importante é que nos conhecendo conseguimos viver a vida de acordo com quem somos de verdade e é muito mais fácil gostar de si mesma assim.

Uma boa autoestima é uma qualidade de quem se valoriza, se contenta com seu modo de ser e demonstra, consequentemente, confiança em seus atos e julgamentos.

Ou seja? Não tem necessariamente a ver com o corpo, com o cabelo ou como a gente se enxerga. Isso é uma consequência importante, mas não é a razão de ser da palavra que envolve você ter estima por você mesma. Você se valorizar hoje, como você é, ainda que você queira ser diferente amanhã.

No nosso projeto levantamos a bandeira de se amar hoje, nos acolhendo com muito amor e carinho, como somos, como estamos. Ainda que a gente entre num processo de mudança amanhã, ainda que acreditemos que vamos nos amar mais se perdermos dois quilos ou se pintarmos o cabelo. Podemos lançar um olhar acolhedor para nós mesmas hoje, vendo o que temos de melhor agora, ainda que o objetivo final de amanhã seja ser diferente.

Autoestima é um processo interno que envolve se conhecer, se sentir segura e ter confiança de quem se é na essência, consequentemente isso esbarra também na imagem do espelho. Nessa hora que acreditamos sim que um cabelo cuidado, uma maquiagem diferente ou um look bonito pode ajudar a colocar pra fora essa segurança que temos dentro. Assim começamos aos poucos a ver beleza no nosso corpo, no nosso cabelo. Gostar da imagem refletida no espelho é uma das consequências de ter uma boa autoestima e é uma delícia podermos falar desses diferentes tipos de beleza e pontos de vista no Naturalmente Bonita. Um blog que já traz no nome essa bandeira que diz que uma mulher pode e deve se sentir naturalmente bonita, porque a verdadeira beleza tem a ver com essa luz que vem de dentro e ilumina tudo fora.

Uma celebração à autoestima

18 de fevereiro, sábado, um dia após meu aniversário, lá estou no aeroporto de Congonhas embarcando para o Rio. O motivo? Uma pool party; mas esperem…. não era uma festa qualquer, era uma festa do blog Futilidades! Escrito por Carla Paredes e Joana Cannabrava. O blog, por muito tempo, teve a sua linha editorial focada em moda. Sim, uma crônica ou outra pelo meio do caminho mas o slogan era “Quem disse que o fútil não pode ser útil?”

Depois de anos, as meninas sentiram necessidade de mudar, viram que o público mudou, o mundo mudou e a moda cada vez mais restringia os corpos femininos. Então, em 2017 o “Quem disse que o fútil não pode ser útil?” se tornou “Um papo sobre autoestima”. Um novo caminho, uma nova vertente, uma conversa com mulheres que, expondo ou não, possuem(possuíam) o mesmo problema: a falta de amor próprio.

Um grupo no Facebook foi criado e em menos de 3 meses já contava com mais de mil mulheres (sim, apenas mulheres), que compartilhavam seus amores, desamores, vida profissional, desabafos sobre distorção de imagem e muito mais do que você possa imaginar. A causa foi longe e se tornou esta festa linda que eu pude participar em 18 de fevereiro no hotel Grand Mercure Riocentro. O melhor da festa? Todas com roupa de banho SEM IMPORTAR O TIPO DE CORPO. Porque é isso que o grupo surgido do blog celebra: a autoestima acima de tudo! Se você está bem com o seu corpo, não importa o que as pessoas digam, você se basta!

Foram quatro horas de conversas, risadas, encontros, desabafos e muita, mas muita diversão. Eu, como amiga das meninas, fiquei tão feliz e tão realizada com este projeto que precisava escrever sobre. Eu precisava falar que me senti completamente à vontade com meu biquini (coisa que não acontece na piscina no prédio). Me senti feliz ao ver tantas mulheres se ajudando e se amando acima de tudo. Vovó sempre dizia e mamãe sempre diz: “Antes de amar qualquer pessoa você precisa se amar primeiro”E isso foi aplicado com maestria na grupo do Facebook, na pool party e é aplicado todos os dias no blog: f-utilidades.com.

Não era para celebrar Carla ou Joana, não era para celebrar uma marca específica, não era para comemorar milhões de seguidores em alguma rede social: Era para celebrar a melhora e a autoestima das mulheres ali presentes, era por uma causa, era por algo muito maior que perdurará neste novo rumo que o Futi tomou. Um encontro feito para as leitoras que viraram amigas que se fizeram um grupo de ajuda que eu tenho a honra de fazer parte.

E sabe a minha alegria? Em saber que empresas como a Bio Extratus apoiou a causa sem pensar duas vezes. “Sim, vamos ajudar! Sim, estaremos presentes neste momento de mudança com o Futilidades”. Na minha cabeça isso vai além de vender produtos, vai além de comercializar cosméticos, isso vai ao encontro da necessidade das mulheres atuais. Não queremos mais engolir forçadamente aquele padrão que a mídia nos impõe. Não queremos mais tentar, a todo custo, sermos perfeitas porque o mundo diz que aquele é o corpo ideal. São poucas, MUITO POUCAS as marcas que abraçam uma causa como esta e desta forma.

Ver as meninas testando os produtos no cabelo, usando as escovas, conhecendo tudo com sorriso nos lábios me fez feliz. Feliz porque eu também trabalho neste meio há muito tempo; e sei o quanto é difícil ajudar uma mulher dita fora do padrão a se sentir linda. E as meninas não fizeram isso com uma, mas com várias. O meu orgulho vai onde? LÁ NO CÉU!

Se quiserem ver com detalhes cada etapa, cada passo desta festa linda, só acessar o Futilidades que estará recheado de fotos, textos e muito, mas muito conteúdo para você sair de lá se sentindo a mais diva do mundo. Ou, no Instagram, use a hashtag #paposobreautoestima e #paponapiscina que você se encantará com as fotos e depoimentos. Ah! O grupo no Facebook é fechado, mas com amor e carinho as solicitações serão aceitas (apenas de mulheres e se tiverem realmente interesse em participar e contribuir com seu depoimento ou mesmo ajudando as amigas).

O post de hoje foi escrito com o maior amor do mundo. Falei de amigas que amo e deram um show. Desculpem se por algum momento rasguei um pouco de seda, mas como não fazê-lo com esta felicidade que sinto em mim? hahaha

Mil beijos
Mah