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Óleos vegetais e gorduras animais (parte 2): a polêmica da manteiga e da margarina

9.set.2015
Dando continuação ao post anterior, falaremos agora sobre as gorduras animais. São elas: manteiga, manteiga ghee, margarina e banha de porco.
imagem 1Manteiga, manteiga ghee e margarina:

Manteiga: feita apenas de creme de leite e corante urucum (a sem sal).
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Margarina: feita à base de óleos vegetais, água, sal, leite, estabilizantes, emulsificantes, conservadores, acidulantes, aromatizantes, corantes, antioxidantes – totalmente industrializada. Na margarina Qualy Light, foram encontrados no rótulo mais de 20 ingredientes.
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Manteiga ghee: é a manteiga, porém sem a lactose. Também chamada de manteiga clarificada. Como fazê-la: coloque a manteiga para esquentar no fogo até formar uma espuma (que é a lactose). Basta remover essa espuma e você tem a manteiga ghee. Uma boa opção para os intolerantes à lactose.
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Manteiga – R$ 5 a embalagem de 200 g.
Margarina – R$ 4 a embalagem de 500 g.
Banha de porco:
Na verdade, a banha tem uma composição perfeitamente balanceada com cerca de 40% de gordura saturada e 45% de gordura monoinsaturada.
Portanto, não é gordura saturada pura como muitos acreditam. Esse é outro mito feito pela indústria dos óleos vegetais para descredenciar essa gordura e acabar vendendo mais óleos vegetais.
Estudos atuais mostram que a gordura saturada não é prejudicial à saúde como se acreditava antigamente, devendo fazer parte (10%) de nossa alimentação.
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Como comprar: não vale a banha vegetal ou gordura hidrogenada encontrada nos supermercados. É NECESSÁRIO LER A LISTA DE INGREDIENTES. Se o único ingrediente for gordura suína, ok. Se for gordura vegetal hidrogenada, não compre!
Para pensar: nossos avós cozinhavam com banha de porco e não tinham nem metade dos problemas cardiovasculares dos dias atuais!
R$ 8 a embalagem de 1 kg.
Agora vamos a outra polêmica…
Manteiga ou margarina?
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Manteiga! De acordo com o novo guia alimentar, a manteiga está muito mais para alimento do que a margarina, que está mais para produto alimentício.
A margarina, por ser uma gordura hidrogenada, possui ácidos graxos trans reconhecidos hoje como os grandes responsáveis pelas doenças cardiovasculares. Só que nos anos 2000 retiraram a gordura trans da margarina através de um processo chamado interesterificação. Esse processo modifica a ordem dos ácidos graxos na molécula. A composição da gordura continua a mesma, mas sem gerar ácidos graxos trans em grande quantidade.
Além disso, esse novo tipo de produto alimentício pode conter resíduos químicos e radicais livres. Estudos indicam que a gordura interesterificada diminui o HDL e aumenta os níveis sanguíneos de glicose e insulina.
Então, não temos como saber se a gordura trans foi realmente retirada ou se ainda existe em pequena quantidade, pois até 0,2 g por porção a ANVISA permite que não seja discriminada no rótulo.
Parece pouco, mas….
A recomendação diária de gordura trans pela OMS é de 2 g/dia, o que pode ser facilmente ultrapassada se não estiver identificada corretamente no rótulo dos alimentos.
Como saber se a gordura trans ainda existe: basta ler o rótulo. Se algum dos ingredientes for “gordura hidrogenada” pode saber que ela ainda existe, mesmo que seja em pequenas quantidades.
Qual a melhor opção para usar em nossa rotina diária?
Para cozinhar: azeite virgem, óleo de coco, manteiga, banha de porco.
Para fritar (imersão): azeite virgem, óleo de coco. São óleos mais caros, então o ideal é não fritar os alimentos – use o forno e asse!
Para temperar: azeite extra-virgem.

Para saber mais sobre nutrição, acesse www.renatarodriguesoliveira.blogspot.com

Nutricionista formada na UNI-BH, Renata sempre se preocupou com a forma física e com hábitos alimentares saudáveis. Possui cinco pós-graduações concluídas e uma em curso – em Manejo Nutricional na Cirurgia Bariátrica. Fez diversas especializações relacionadas à obesidade (incluindo aulas de culinária), preparando-se para oferecer um tratamento completo, eficaz e o mais importante: duradouro.

Renata Rodrigues

Nutricionista formada na UNI-BH, Renata sempre se preocupou com a forma física e com hábitos alimentares saudáveis. Possui cinco pós-graduações concluídas e uma em curso – em Manejo Nutricion...

Qual o melhor achocolatado?

19.ago.2015
Muitas pessoas me perguntam qual o melhor achocolatado disponível no mercado. Na verdade, tempos atrás fiz um post falando sobre o assunto, basta ler aqui.
Só que a indústria alimentícia vem inovando e tentando melhorar a qualidade dos alimentos disponíveis, então agora – ainda bem! – já existem opções melhores.
Vamos a elas.
Chocokids, da Essencial Nutrition. Não contém açúcar, não contém glúten e nem lactose. É enriquecido com vitaminas e minerais e feito a base de cacau puro. Excelente opção, peca somente pelo preço (cerca de R$ 50 o pote de 300 g).
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Cacau em Pó Mãe Terra. Uma opção tão boa quanto para aqueles que não querem ou não podem investir R$ 50 num pote de achocolatado. 100% cacau, sem adição de açúcares e pronto para o consumo. E o melhor: R$ 6,50 a caixinha com 100 g.
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Por fim, para aquelas pessoas que já tem o costume de usar Whey Protein, basta comprar no sabor chocolate e usar como substituto. É uma proteína de excelente qualidade, além de ser muito melhor do que usar aquele monte de achocolatados cheios de açúcar disponíveis no mercado (mesmo na versão light!).
Fique atento. Aprenda a ler o rótulo dos alimentos, e não somente o valor calórico!

Nutricionista formada na UNI-BH, Renata sempre se preocupou com a forma física e com hábitos alimentares saudáveis. Possui cinco pós-graduações concluídas e uma em curso – em Manejo Nutricional na Cirurgia Bariátrica. Fez diversas especializações relacionadas à obesidade (incluindo aulas de culinária), preparando-se para oferecer um tratamento completo, eficaz e o mais importante: duradouro.

Renata Rodrigues

Nutricionista formada na UNI-BH, Renata sempre se preocupou com a forma física e com hábitos alimentares saudáveis. Possui cinco pós-graduações concluídas e uma em curso – em Manejo Nutricion...

Alimentos termogênicos para perder peso

30.jun.2015

Alguns alimentos são considerados termogênicos, por possuírem propriedades que aceleram o metabolismo, aumentam a temperatura do corpo e tornam a queima de gordura mais simples.

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Antes de incluir esses alimentos, em sua rotina, é importante saber que pessoas com doenças de coração, hipertensão, enxaqueca, úlcera e alergias devem evitá-los.

Alguns deles não são simples de serem incluídos na dieta, mas combinados com outros, compõem receitas simples de fazer e serem saboreadas. Aprenda como:

1 – PATÊ DE RICOTA

INGREDIENTES: 100g de ricota fresca; 1 colher de pimenta rosa; ½ colher de pimenta do reino; 1 pitada de sal; 2 colheres de iogurte natural desnatado; 3 colheres de cebolinha ou salsinha e 1 colher de azeite de oliva.

MODO DE PREPARO: depois de amassar a ricota, acrescente as pimentas, os temperos verdes e o sal. Misture, acrescente o iogurte, o azeite e mexa mais um pouco até alcançar boa consistência para servir.

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2 – PATÊ DE TOMATE

INGREDIENTES: 5 colheres de ricota; 1 pitada de pimenta do reino; orégano; tomates secos e gotas de limão.

MODO DE PREPARO: pique o tomate seco, bata todos os ingredientes e pingue gotas de limão por cima.

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3 – PATÊ DE CENOURA

INGREDIENTES: 3 colheres de iogurte desnatado natural ou tofu; 1 cenoura pequena; 1 pitada de noz moscada; 1 colher de mostarda; 1 pitada de pimenta branca, 2 colheres de manjericão e salsinha.

MODO DE PREPARO: cozinhe a cenoura com casca. Depois de fria, remova a casca e bata no liquidificados com os outros ingredientes. Misture e acrescente as ervas.

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4 – PATÊ DE TOFU E ABACATE

INGREDIENTES: 1 fatia de tofu; 2 colheres de abacate; pimenta do reino e azeite a gosto.

MODO DE PREPARO: amasse e misture bem todos os ingredientes.

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Essa sugestão de matéria foi retirada de um dos sites de conteúdo freminino mais importantes do Brasil e as nutricionsitas responsáveis por essas e outras receitas são Alyne Santim e Thaisa Albanesi.

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Cuide bem da alimentação do seu filho

24.jun.2015

A hiperplasia de adipócitos (formação de novas células adiposas) é particularmente rápida nos primeiros anos de vida e, quanto maior a intensidade do armazenamento de gordura, maior será também o número de células adiposas. Crianças obesas apresentam cerca de três vezes mais células adiposas do que em crianças não obesas.

Porém, após a puberdade o número de adipócitos praticamente não se altera. Como consequência, foi sugerido que a hiperalimentação das crianças, em particular na lactância e em menor grau, durante os últimos anos da primeira infância, pode resultar em obesidade pelo resto da vida.

Acredita-se que a pessoa com excesso de células adiposas tenha o set point para armazenamento de gordura mais alto pelo mecanismo autorregulador epitalâmico de feedback para o controle dos tecidos adiposos.

Nas pessoas menos obesas, em particular nas que se tornaram obesas após os quarenta anos, a maior parte da obesidade resulta da hipertrofia (aumento do volume) dos adipócitos já existentes. Esse tipo de obesidade é muito mais acessível ao tratamento do que o tipo permanente.

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Nutricionista formada na UNI-BH, Renata sempre se preocupou com a forma física e com hábitos alimentares saudáveis. Possui cinco pós-graduações concluídas e uma em curso – em Manejo Nutricional na Cirurgia Bariátrica. Fez diversas especializações relacionadas à obesidade (incluindo aulas de culinária), preparando-se para oferecer um tratamento completo, eficaz e o mais importante: duradouro.

Renata Rodrigues

Nutricionista formada na UNI-BH, Renata sempre se preocupou com a forma física e com hábitos alimentares saudáveis. Possui cinco pós-graduações concluídas e uma em curso – em Manejo Nutricion...

Fibras solúveis e insolúveis: você sabe a diferença?

3.jun.2015
A fibra alimentar é uma classe de compostos de origem vegetal constituída principalmente por polissacarídeos e substâncias associadas que, ao serem ingeridos, não sofrem hidrólise e digestão pelas enzimas digestivas dos humanos. A fibra alimentar inclui polissacarídeos, oligossacarídeos, lignina e demais substâncias associadas à planta. 
 
A fibra presente nos alimentos fornece efeitos fisiológicos benéficos como laxação e/ou redução dos níveis séricos de colesterol e/ ou redução da glicemia. As fibras podem ser consideradas alimentos funcionais por interferirem positivamente em funções fisiológicas, melhorando a saúde e o bem-estar ou reduzindo o risco de diversas patologias. 
 
As fibras podem ser classificadas conforme sua solubilidade em água, em solúveis e insolúveis. Exemplos de fibras solúveis são a pectina (presente em frutas, vegetais e legumes), gomas (aveia, cevada e leguminosas), mucilagens (psyllium), frutanos (inulina e frutoligossacarídeos – FOS) e uma fração da hemicelulose. 
 
As fibras solúveis e insolúveis agem de modo diferente no trato gastrointestinal. As fibras solúveis possuem efeito mecânico (retardam o esvaziamento gástrico e o tempo de trânsito intestinal e também diminuem a absorção de glicose e colesterol), alteram a composição da microbiota e o metabolismo pela produção de ácidos graxos de cadeia curta. 
 
As fibras insolúveis não atuam sobre a colesterolemia, mas aumentam a saciedade auxiliando na redução da ingestão calórica. Apresentam efeito mecânico no trato gastrintestinal e por serem pouco fermentáveis, aumentam o bolo fecal e aceleram o tempo de trânsito intestinal. São representadas pela celulose (trigo), pela maior parte da hemicelulose (grãos) e lignina (hortaliças). 
 
Deste modo, as fibras solúveis produzem seus efeitos na porção superior do tubo digestivo atrasando o esvaziamento gástrico, a assimilação de nutrientes e aumentando o tempo do trânsito intestinal, ao passo que as insolúveis agem sobretudo no intestino grosso promovendo o aumento do volume fecal e produzindo fezes mais macias. 
 
A Organização Mundial da Saúde recomenda a ingestão diária de 20 a 30 g de fibra por dia, sendo que destas aproximadamente 6 a 10 g devem ser fibras solúveis.
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Nutricionista formada na UNI-BH, Renata sempre se preocupou com a forma física e com hábitos alimentares saudáveis. Possui cinco pós-graduações concluídas e uma em curso – em Manejo Nutricional na Cirurgia Bariátrica. Fez diversas especializações relacionadas à obesidade (incluindo aulas de culinária), preparando-se para oferecer um tratamento completo, eficaz e o mais importante: duradouro.

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