Naturalmente Bonita

5 tendências em roupa para bombar na moda verão 2019

25.out.2018

O inverno já disse adeus e, agora, os dias mais quentes do ano começam a invadir o calendário. Nessa hora, com o verão à vista, é claro que dá vontade de conhecer as tendências que chegam para a temporada, né? Por isso, separei aqui as cinco principais apostas, aquelas que prometem ser sucesso nos próximos meses! Vem conferir!

moda verão 2019

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MACACÃO PANTACOURT OU MACACOURT

Se há alguns anos houve quem duvidasse do sucesso das pantacourts, com certeza esse alguém teve de rever seus conceitos, já que ela caiu no gosto das mulheres e se tornou a peça queridinha do guarda-roupa, principalmente por ser esse coringa, que combina com tudo, que vai do escritório ao almoço com as amigas, sem nenhum problema. Por isso, não surpreende que a pantacourt tenha se juntado ao macacão e tenha se transformado na peça única perfeita: o macacão pantacourt ou macacourt como alguns têm chamado por aí. Mais casual, em jeans, com estampas ou com recortes, ou mais formal, em alfaiataria, por exemplo, o macacourt é a tradução de conforto e modernidade para o look de verão.

moda verão 2019

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ALFAIATARIA LEVE

Se no inverno a alfaiataria foi sucesso, é claro que não ficaria de fora das propostas para o verão 2019. Feitas principalmente em linho (tecido hit da estação), a alfaiataria que chega para os dias mais quentes, traduz a leveza, naturalidade, conforto e sofisticação da temporada, aparecendo em blazers, calças e bermudas clochard, e até em conjuntinhos! Pra usar e abusar!

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ABOTOAMENTO FRONTAL

Se há algumas temporadas a gente viu a minissaia jeans, com botões frontais, fazer sucesso, a versão que chega adaptada às tendências nacionais e internacionais atuais é o abotoamento frontal em saias de comprimento midi, em corte evasê ou reto, assim como em vestidos levinhos. Uma variação desse abotoamento é que, às vezes, ele pode aparecer de forma sinuosa e assimétrica, correndo pela lateral do corpo.

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POÁS

Gráfica, divertida e com frescor, essas são algumas das características que a estampa de poás, as famosas bolinhas, traz para a temporada verão 2019. Em tamanhos variados – desde os pontinhos até as “bolotas” – a estampa aparece bastante (muito mesmo) em preto e branco, mas é claro que há espaço para variações de cores aqui e ali. É verão, né, gente?! E nosso verão brasileiro sempre é colorido e alegre!

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VESTIDOS, VESTIDOS E MAIS VESTIDOS

É claro que a peça única é, assim, tudo de bom na hora de compor o look, já que ela, em si, já é o look completo. Então, evidentemente, o vestido não ficaria de fora do verão, né? Nos comprimentos longo e midi, o vestido aparece leve, fluido e irresistível, em propostas lisas, com estampas florais ou mais gráficas (oi, listras!), em fundo escuro, entre outras apostas. Com opções que vão bem do formal ao casual, os vestidos deste verão prometem arrasar na temporada!

moda verão 2019

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Mas, agora, conta aí: qual sua tendência favorita? Esse verão vem com uma possibilidade de armário bem versátil!

 

Fonte das imagens: divulgação Renner, Riachuelo e C&A

É consultora de moda, coolhunter e personal stylist formada em Propaganda & Marketing pela Universidade Mackenzie e pós-graduada em moda pelo Studio Berçot (Paris) e pelo SENAC-SP. Como produtora cultural, gerenciou projetos em órgãos públicos como na Embaixada da Espanha em São Paulo e no Museu da Cidade de São Paulo. No O Avesso da Moda é criadora e editora-chefe do blog.

Mirian Herrera

É consultora de moda, coolhunter e personal stylist formada em Propaganda & Marketing pela Universidade Mackenzie e pós-graduada em moda pelo Studio Berçot (Paris) e pelo SENAC-SP. Como p...

Moda: Tá diferente ou tá padrão?

10.out.2018

Depois de trabalhar com moda há tanto tempo, é fácil a gente olhar pra trás e ficar abismada – ou horrorizada! – com muitas coisas erradas, ostensivas e totalmente preconceituosas que aconteciam nesse mundinho fashion que pode ser tão pequenininho… Pequenininho, eu digo, de mentalidade, sabe? Mas, ó, só pra esclarecer, sem generalizações, tá? Porque quando a gente generalizada sempre dá errado e existem, sim, milhares de coisas boas na moda hoje em dia.

É claro que não vou ser falsa e dizer que tudo está bem e perfeito. Eu sei que ainda há muito por fazer e melhorar nessa área, mas também não posso deixar de enxergar as mudanças positivas que foram conquistadas.

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Sim, conquistadas, porque foi preciso luta, discussão e até lei para ampliar a representativa de modelos negros nos desfiles, por exemplo, e acho triste demais ter de existir uma lei assim e de precisar criá-la para exigir um percentual de participação negra nas passarelas.

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Anok Yai, segunda modelo negra (a primeira foi Naomi Campbell, em 1997), a abrir um desfile da Prada, depois de mais de 20 anos

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Bom, mas nesse texto aqui, não quero apontar o dedo ainda mais para o que está errado e o que precisa de mudança agora, já. Eu quero conversar, fazer você puxar uma cadeira e bater um papo comigo sobre como as mudanças, que são poucas, mas são boas. Como é legal ver cada vez mais pessoas promovendo o respeito, se aceitando e se amando, mesmo que, pra alguns, isso ainda possa parecer ser “diferente”, fora do padrão, como assim?

Peraí, parêntesis aqui: acho que não vale mais a pena a gente pensar que existe “o ser diferente”, gente! O ser humano não é padronizado, não é tudo igual. Pelo contrário, é individual e é lindo em suas diferenças. O que deve, de fato, ser igual, pra promover mesmo igualdade, é o respeito, os direitos, a inclusão das diferenças, a individualidade, a compaixão pelo próximo e, até, as obrigações. Claro!

Mas voltando à moda, posso dizer que dá gosto de ver o quanto já foi feito pra mudar, pra representar, pra incluir e pra respeitar. Como assim?

Acho lindo de ver, e mais do que necessário, pessoas negras nas capas de revistas, nos anúncios da TV, no enredo principal da novela; adoro assistir a um desfile onde há espaço para a participação de modelos de várias idades – não só as novinhas! – acho lindo ver a modelo Paola Antonini brilhando na passarela. Também acho lindo e inesquecível o desfile somente com modelos transgênero de Ronaldo Fraga, que deu voz a pessoas, muitas vezes, deixadas de lado!

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Desfile de Ronaldo Fraga – SPFW N42

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Também adoro ver as modelos curvy arrasando em cada passo nos desfiles, e, ó, como é lindo seu gingado. Gosto também de perceber que existem poucas, pouquíssimas mesmo, marcas que ainda usam peles de animais em suas coleções ou que não se preocupam com o impacto ambiental. Também fico feliz demais de ver a preocupação com o reúso de fibras de tecido (que antes iriam para o lixo, poluindo ainda mais o meio ambiente), sendo transformadas em novas e lindíssimas roupas.

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Desfile primavera/verão 2019 da Renner

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Ah, e gosto demais de ver marcas e empresas que respeitam o ser humano, que não admitem a participação de trabalho escravo em sua cadeia produtiva e que, cada vez mais, valorizam seus trabalhadores.

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Imagem da BBC

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Mas como esse texto não é um livro, é claro que só citei alguns exemplos.

Sei que ainda tem muito a ser feito e que pode/deve ser feito, mas ai, como é bom ver a beleza dessas conquistas tão importantes para a igualdade e a representatividade. E que venham mais mudanças boas e positivas nesse nosso mundão, gente! Por aqui, eu tô sempre na torcida! E por aí?

Por Mirian Barranco Herrera (www.oavessodamoda.com)

Fonte das imagens: divulgação, Renner, BBC, Accessible Fashion Technology

É consultora de moda, coolhunter e personal stylist formada em Propaganda & Marketing pela Universidade Mackenzie e pós-graduada em moda pelo Studio Berçot (Paris) e pelo SENAC-SP. Como produtora cultural, gerenciou projetos em órgãos públicos como na Embaixada da Espanha em São Paulo e no Museu da Cidade de São Paulo. No O Avesso da Moda é criadora e editora-chefe do blog.

Mirian Herrera

É consultora de moda, coolhunter e personal stylist formada em Propaganda & Marketing pela Universidade Mackenzie e pós-graduada em moda pelo Studio Berçot (Paris) e pelo SENAC-SP. Como p...

Porque a moda tem a ver com a autoestima?

28.set.2018

Já aconteceu com você de ter um compromisso muito, muito especial, seja uma entrevista de emprego, uma reunião decisiva ou até mesmo um jantar com o boy e, para essa ocasião, ficar pensando no que ia vestir? No que seria “certo ou errado”? E já aconteceu com você de usar uma roupa e sentir que ela te deixou poderosa demais, com força suficiente para enfrentar uma determinada situação-limite na sua vida? Vamos falar sobre moda e autoestima!

moda autoestima

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Pois é, então…

Às vezes, a gente, as pessoas ao nosso redor, aquele artista na TV ou o influencer X no Instagram podem dizer que moda não tem nada a ver com nada, que não vale a pena ligar pra isso ou que tudo é muito fútil. Mas o que nem sempre a gente para pra pensar é que as roupas, sapatos, bijoux, make-up, o que seja que usamos são ferramentas capazes de levantar a nossa autoestima, de fazer nos sentirmos bem conosco mesmo ou até podem ser uma forma de passar uma mensagem pro mundo sobre quem somos, sobre coisas em que acreditamos ou desejos que têm muito a ver conosco. Chega até a parecer uma tradução da nossa alma, sabe?

moda autoestima

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É claro que quando se trata do “vestir-se para empoderar-se” não necessariamente precisa ser vestir-se com roupas caríssimas, sapatos desconfortáveis ou complementar com aquela bolsa de grife que acabou de chegar às lojas – e que custou um mês de salário! Isso não!

Acho que moda empoderada, autoestima e confiança têm pouco, mas muito pouco mesmo a ver com o dinheiro que se gasta nisso ou naquilo. Acredito muito que essa questão da autoestima refletida na moda tem muito mais a ver com usar peças que reflitam nosso estilo, nosso jeito de pensar e de ser, nossos valores e também nossos gostos, preferências e estilo cultural.

moda autoestima

Ai, quantas vezes não usei uma camiseta do Nirvana pra “gritar ao mundo” que sou louca por essa banda ou quantas vezes não usei minha “camisa da sorte”, muito bem passada, hehe, com aquela saia preta coringa, pra apresentar planilhas e resultados em uma reunião importante no trabalho… Isso já aconteceu com você? A gente se sente muito forte, né? Ah, e só detalhe, essa tal camisa não custou nem R$ 40,00, mas eu a amo porque acho que cai bem em mim, não amassa e tem minha cor roxinha preferida, por tudo isso, com ela me sinto mais forte.

moda autoestima

Não dá pra negar que também existe o outro lado da moeda, quando uma roupa pode nos deixar tristes, fazer com que sintamos que nosso corpo não é “perfeito” (como se existisse, realmente, um corpo “im-perfeito”, né, gente?!) ou que não estamos à altura daquele compromisso ou das pessoas que fazem parte do tal compromisso. Isso é hard, bem hard, totalmente nocivo e um erro do tamanho do mundo!

Essa questão negativa do vestir, dá muito o que falar e, sem dúvida, podemos deixar isso pra uma próxima coluna porque hoje, neste nosso bate-papo, quero falar de quando as roupas e os acessórios são nossos aliados e fazem bem pra gente!

moda autoestima

Por isso, pra fechar, quero compartilhar por aqui uma história que vivi e que me tocou demais:

Estava eu participando de uma ação de voluntariado, servindo refeições para moradores de rua e, no momento em que eles começaram a entrar no enorme salão do refeitório, vi um homem com uma bermuda, chinelo e camiseta regata. Em suas mãos, havia uma sacola plástica. Quando ele se sentou na enorme mesa coletiva para receber sua refeição, a primeira coisa que fez foi abrir sua sacola e colocar um blazer. É claro que não era de luxo, é claro que ele devia tê-lo recebido como doação. Estava, sim, bem amarrotado, sujo e rasgado nos cotovelos, mas quando ele o colocou no corpo, abriu um sorrisão e quando percebeu que eu o observava, ele me disse “Dona, a gente tem que ficar bonito pra cumé, né?”. Puxa, achei tão bonito isso! Achei uma oportunidade incrível de ver como uma roupa simples pode alegrar a vida de uma pessoa e como aquele jantar era uma ocasião importante, importantíssima para esse morador de rua!

Agora, me conta você, qual roupa te deixar empoderada, com a autoestima lá em cima!

moda autoestima

Se você acha que além do que veste, o seu cabelo também diz muito sobre você e sua autoestima, confira esse post.

Fonte das imagens: HuffPost, Iris Apfel, Baddie Winkle, FreeImages, OutfitTrends, My Big Fat Fabulous Life

É consultora de moda, coolhunter e personal stylist formada em Propaganda & Marketing pela Universidade Mackenzie e pós-graduada em moda pelo Studio Berçot (Paris) e pelo SENAC-SP. Como produtora cultural, gerenciou projetos em órgãos públicos como na Embaixada da Espanha em São Paulo e no Museu da Cidade de São Paulo. No O Avesso da Moda é criadora e editora-chefe do blog.

Mirian Herrera

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Tênis: cinco tendências pra usar já!

23.jul.2018

Não é de hoje que o tênis ganhou nossos pés e nossos corações. Ele já vem fazendo sucesso há muitas e muitas temporadas e, cada vez mais, podemos dizer que ele não vai embora tão cedo. Aliás, acho que o mais certo seria dizer que ele não vai embora.

É claro que o conforto é o ponto principal desse amor incondicional, mas tem outras características que o colocam no patamar de hit: é que ele consegue ser usado com uma variedade enorme de peças, assim como é um calçado capaz de deixar qualquer look mais interessante e com “atitude”, sabe?

Evidentemente, não é de se estranhar que as marcas invistam, cada vez mais, em novas propostas desse calçado. Por isso, separei as cinco principais que vêm por aí nos próximos meses, apostas democráticas, onde tudo tem seu espaço garantido, desde o branco basiquinho, até o superelaborado e exótico.

Bora conhecer? Vem!

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DAD SNEAKERS – em uma tradução literal, dad sneakers significa “tênis do papai”, mas esse tipo ganhou também outros nomes, como chunkyugly. Falando do modelo em si, ele nada mais é do que o tênis com aquela pegada mais de treino, de academia mesmo, muitas vezes com cores bem chamativas. A proposta de styling aqui é apostar em combiná-lo com peças inusitadas, como itens de alfaiataria, look hi-lo, etc.

Louis Vuitton, Fiever

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CORES & ESTAMPAS – OK, o tênis branco é o queridinho e, sim, continua em alta na moda, mas isso não quer dizer que não exista – e muito! – espaço para cores e estampas. Aliás, as cores fortes, bem chamativas mesmo, vão aparecer com bastante frequência nos tênis da temporada, resultando até em modelos formados por blocos de cores. Para quem gosta de estampas, elas estarão presentes também, seguindo uma cartela de cores mais vibrantes ou mais neutras.

Vans, Vert

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LETTERING, SKETCHES E LOGOMANIA – é claro que a gente vai encontrar boas opções de tênis básicos, casuais e minimalistas nos próximos meses, porém a forte inspiração na customização/personalização estará mais presente do que nunca. Além de ver os logotipos e os nomes das marcas gravados nos tênis, veremos patches, principalmente feitos com cristais, sketches (desenhos que parecem esboços), desenhos abstratos inspirados no grafite, etc.

Dolce & Gabbana, Moleca

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FLATFORM/PLATAFORMA – não é porque o tênis, por natureza, é mais informal e confortável que não seja possível “ganhar” alguns centímetros a mais com ele. Com essa característica, entram em cena os tênis com solado inteiriço, do tipo flatform ou plataforma. Totalmente branco ou multicolorido, esse tipo de solado consegue agregar uma personalidade impactante ao calçado, para quem não tem medo de arriscar e ousar!

Vizzano, Via Marte

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TRICÔ TECNOLÓGICO – mais anatômico, capacidade de oferecer uma boa ventilação e boa adaptação à forma individual de cada pé são os pontos positivos traduzidos agora nos tênis feitos em tricô tecnológico, sejam eles em cano baixo ou médio. Inclusive, esse tênis de cano médio já começa a ser chamado de tênis-meia, como uma consequência direta das sock boots (botas-meia), forte aposta que vimos aparecendo muito neste outono-inverno/2018.

Arezzo

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E aí, já sabe qual é sua tendência preferida? Conta pra mim!

 

Fonte das imagens: fornecidas pelas respectivas marcas

É consultora de moda, coolhunter e personal stylist formada em Propaganda & Marketing pela Universidade Mackenzie e pós-graduada em moda pelo Studio Berçot (Paris) e pelo SENAC-SP. Como produtora cultural, gerenciou projetos em órgãos públicos como na Embaixada da Espanha em São Paulo e no Museu da Cidade de São Paulo. No O Avesso da Moda é criadora e editora-chefe do blog.

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A moda é fútil?

22.jun.2018

Acho que posso dizer que, desde que comecei a trabalhar como consultora de moda, ou ainda, desde que comecei a estudar moda, ouço comentários sobre a futilidade da área, de como é um ambiente corrosivo, cheinho de afetação, ostentação e apreço pelo luxo.

Não vou negar que a moda tem, sim, essa veia de glamourização – ridícula, em minha opinião! – que só quer saber de mostrar “riqueza”, que trata roupas, sapatos e acessórios como artigos descartáveis, que rapidamente ficam “fora de moda”. É verdade, isso existe, sim!

Mas, quando a gente para pra pensar que a roupa que a gente veste pode servir como uma tradução de quem nós somos, do que nós acreditamos e das ideias – e ideais! – que queremos compartilhar com o mundo… ah, aí tudo muda. É nesse momento que a gente pode usar a moda como uma ferramenta útil a nosso favor, de forma que ela seja capaz de levantar nossa autoestima e de expressar, exatamente, o nosso EU.

Não à toa, restrições e regras que existiam no mundinho da moda não “pegam” mais. Quem ainda se importa com isso, pode ter certeza, está ficando pra trás.

Com isso, é muito bom perceber que o street style ganhou as passarelas e o coração das pessoas, que o conforto foi elevado à categoria máxima (vide o sucesso do tênis), que existe uma preocupação ambiental na fabricação das peças e que, cada vez mais, passamos a usar a moda como um recurso de empoderamento para nosso dia a dia.

E, gente, é tão bom ter esse empoderamento nas nossas mãos! Acho que não existe liberdade maior do que vestir o que a gente quer, quando e como a gente quer, abraçar e usar as tendências de moda que mais curtimos e que mais têm a ver com nosso estilo.

De verdade, é tão bom usarmos as peças que valorizam nosso corpo e nossa alma… Isso é fútil? Acho que não, pois acredito que, quando estamos felizes dentro de uma roupa, nos sentimos mais corajosas e mais confiantes para trilhar nosso caminho rumo aos nossos sonhos. Não precisa de luxo, não precisa de ostentação, precisa de carinho com nós mesmas, precisa amar seu corpo do jeito que ele é – acima ou abaixo do peso, alto ou baixinho – significa se olhar no espelho e gritar “sou perfeita, gostosa e vou arrasar!”

Porque, sinceramente, não existe nada mais prejudicial pra nossa autoestima do que se jogar em uma roupa desconfortável, que não tem nada a ver com nosso jeito de ser – ou pior, quando a gente veste alguma coisa pra agradar alguém e acaba deixando de lado quem realmente somos. Mas, ó, é claro que é muito legal a gente vestir aquela blusa ou aquela saia, por exemplo, pra agradar o mozão e se sentir irresistível dentro dela. O errado é a gente se anular pelo outro, se sentir mal “em nossa pele”… aí não tem como dar certo, né?

Resumindo, no final das contas, o que vale mesmo não é usar aquela peça que custou uma fortuna e que vamos suar muito pra pagar, mas, sim, se sentir arrasando, vestindo a roupa que você escolheu com o coração, que te faz sentir poderosa e alegre, e que você nem teve que morrer uma grana exorbitante nela. Diz aí: não é bom demais poder falar “amiga, essa blusinha só custou R$ 20,00 e não tiro mais do corpo!”, “customizei meu tênis e nem precisei gastar com isso”, “reformei aquela calça jeans e agora ela parece novinha”.

Aquilo, né: no fundo, a gente não precisa “rapar” o bolso pra se sentir plena!

Fontes das imagens:

Divulgação, Versace, Chanel, Harper’s Bazaar, Diversity, Wookmark

É consultora de moda, coolhunter e personal stylist formada em Propaganda & Marketing pela Universidade Mackenzie e pós-graduada em moda pelo Studio Berçot (Paris) e pelo SENAC-SP. Como produtora cultural, gerenciou projetos em órgãos públicos como na Embaixada da Espanha em São Paulo e no Museu da Cidade de São Paulo. No O Avesso da Moda é criadora e editora-chefe do blog.

Mirian Herrera

É consultora de moda, coolhunter e personal stylist formada em Propaganda & Marketing pela Universidade Mackenzie e pós-graduada em moda pelo Studio Berçot (Paris) e pelo SENAC-SP. Como p...

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