Aveia: qual o melhor tipo?

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A aveia é um cereal de alta qualidade nutricional, fonte de proteínas e lipídios como o ácido oléico e linoléico, além de vitaminas antioxidantes e fibras solúveis como as β-glucanas. Diversos estudos têm demonstrado que dietas suplementadas com farelo de aveia promovem uma redução significativa do colesterol sérico total e LDL (o famoso colesterol “ruim”).
Existem diferenças entre as β-glucanas do farelo e do endosperma. As β-glucanas.do farelo produzem soluções com viscosidade mais alta e apresentam maior concentração de proteínas e outros carboidratos do que as soluções de β-glucanas do endosperma.
Farinha, farelo, flocos…qual o melhor tipo para consumir?

Em 1998, pesquisadores brasileiros que analisaram a aveia produzida em nosso país verificaram que o farelo de aveia apresentou concentração significativamente maior de β-glucanas do que outras formas de processamento. Isto é devido ao fato que o farelo é produzido principalmente com as camadas mais externas dos grãos, onde estão presentes maiores quantidades de parede celular.

Atualmente, o farelo de aveia é o alimento disponível no mercado com maior teor de β-glucanas, sendo considerado um dos alimentos com ação mais potente em relação a diminuição dos níveis de colesterol sanguíneo.

Como consumir? Em sucos, vitaminas, bolos, pães, misturados ao iogurte são algumas das inúmeras formas de incluir esse superalimento à sua dieta diária.

Vitamina D, obesidade, diabetes e hipertensão

Atualmente, a insuficiência/deficiência de vitamina D tem sido considerada um problema de saúde pública no mundo todo, em razão de suas implicações no desenvolvimento de diversas doenças, entre elas, o diabetes melito tipo 2 (DMT2), a obesidade e a hipertensão arterial.

A deficiência de vitamina D pode predispor à intolerância à glicose, a alterações na secreção de insulina e, assim, ao desenvolvimento do DMT2. Esse possível mecanismo ocorre em razão da presença do receptor de vitamina D em diversas células e tecidos, incluindo células-β do pâncreas, no adipócito e no tecido muscular.

Em indivíduos obesos, as alterações do sistema endócrino da vitamina D são responsáveis pelo feedback negativo da síntese hepática da vitamina e também pelo maior influxo de cálcio para o meio intracelular, que pode prejudicar a secreção e a sensibilidade à insulina.

Na hipertensão, a vitamina D pode atuar via sistema renina-angiotensina e também na função vascular. Há evidências de que a vitamina D inibe a expressão da renina e bloqueia a proliferação da célula vascular muscular lisa. Estudos demonstram que 10% a mais de vitamina D no organismo podem diminuir em 8% as chances de se ter hipertensão.

É encontrada nos óleos de peixe, carnes de boi, frango, gema de ovo, fígado, leite, manteiga, nata; portanto, inclua essas fontes em sua alimentação diária além de consultar seu nutricionista para saber como está a sua dosagem.

E você? Já sabe como está a sua dosagem de vitamina D?

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Glutamina e sistema imunológico

suplemento-massa-muscular-emagrecerGlutamina é o aminoácido livre mais abundante no organismo e é conhecido por desempenhar papel na regulação de genes e proteínas de diversas células do organismo, incluindo processos metabólicos, integridade celular, síntese e degradação proteica, reações de óxido-redução, resistência à insulina, secreção de insulina e síntese de matriz extracelular.

No sistema imune, a depleção de glutamina leva a uma diminuição da proliferação de linfócitos e diminuição da fagocitose em monócitos. O intestino é uma importante barreira contra a entrada de microorganismos do meio extracelular na corrente sanguínea; a glutamina estimula o aumento da mucosa intestinal, diminuindo a permeabilidade e impedindo a translocação de bactérias. Além de sua função imunomoduladora, a glutamina é também um importante aminoácido para o funcionamento do sistema nervoso central.

Desta forma, vale destacar a importância da glutamina como suplemento em vários quadros patológicos e enfermidades, destacando-se:

Enfermidades gastrointestinais: a glutamina participa da regeneração das células intestinais, visto que este aminoácido é o principal substrato energético dos enterócito, as células absortivas intestinais. Desta forma, a suplementação com glutamina é aconselhada em indivíduos que recebiam nutrição parenteral por muito tempo e apresentavam atrofia da mucosa, indivíduos com síndrome do intestino curto, síndrome de Chron (ainda controverso, mas bastante utilizado) e tratamento e prevenção da úlcera gástrica e constipação.

Terapias anticâncer: por se tratar de um aminoácido que é amplamente utilizado por células de alto desenvolvimento, alguns especialistas ainda mostram-se receosos quanto à sua utilização. Entretanto vários estudos demonstram que a mucosa intestinal de indivíduos com câncer consome o dobro de glutamina, reduzindo drasticamente a concentração sérica deste aminoácido. Além disso, a suplementação de glutamina mostrou agir na quimioterapia e radioterapia, potencializando seu efeito e ajudando a regenerar células do organismo que sofrem os efeitos colaterais destas terapias.

Transplantes e grandes cirurgias: a suplementação de glutamina endovenosa em pacientes submetidos a cirurgias ou transplantes atua como anticatabólico, ajuda na regeneração muscular e diminui a incidência de infecções hospitalares.

Grandes queimados: não há estudos que tenham sido realizados com suplementação de glutamina e pacientes acometidos por injúria térmica. Entretanto outros estudos relacionados a outras patologias mostram benefícios que poderiam ser usufruídos por estes pacientes, como desenvolvimento de células do sistema imunológico, aumento da  resistência a infecções, prevenção do catabolismo protéico muscular, entre outros.

Bebês prematuros: Em bebês prematuros a suplementação endovenosa de glutamina pode favorecer o crescimento da criança, a maturação do trato gastrointestinal prevenindo a enterocolite, prevenindo o catabolismo protéico muscular e visceral, melhorando o balanço nitrogenado e auxiliando o desenvolvimento de células do sistema imunológico aumentando a resistência a infecções.

AIDS: A glutamina é um aminoácido essencial para manutenção de vários processos metabólicos que são afetados no paciente com HIV. Nestes pacientes ocorre má absorção intestinal, catabolismo protéico, imunossupressão, infecções oportunistas, entre outros.

Em todas as funções citadas, a glutamina desempenha papel positivo no reestabelecimento e regeneração destas condições.

Exercício físico: o músculo esquelético é o maior produtor de glutamina sob algumas condições fisiológicas, como exercícios de longa duração. Entretanto, a diminuição da concentração sérica de glutamina foi encontrada em indivíduos com overtraining.

A suplementação de glutamina no exercício visa reestabelecer a concentração de glutamina sérica após o treinamento, tentando reverter a janela imunossupressora ocorrida pós-exercício, pelo aumento do cortisol. Esta imunossupressão é comum em atletas, onde observa-se com frequência infecção das vias aéreas do trato superior. Atletas submetidos a longo período de treinamento podem se beneficiar da suplementação de glutamina para evitar os efeitos imunossupressores do treinamento.

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Comer mais proteína é melhor para perder peso?

O carboidrato apresenta maior prioridade na oxidação em nosso organismo e isso se reflete diretamente na magnitude da saciedade. Já os lipídeos, só serão oxidados após a oxidação dos carboidratos e proteínas e essa baixa utilização vem sendo associada à baixa saciedade. O tipo de carboidrato ingerido também deve ser considerado, pois o açúcar simples tem relação direta com o aumento do índice glicêmico e isso representa um fator de risco para diabetes, obesidade e doenças cardiovasculares. Em contrapartida, os lipídeos tendem a aumentar a densidade energética da dieta, o que promove um aumento no consumo de energia, além de apresentar baixa oxidação e, como consequência, baixa saciedade.

Já o consumo maior de proteínas resulta em maior perda de peso e a primeira hipótese é no que se refere à saciedade; uma vez que a proteína proporciona maior saciedade quando comparada com o carboidrato. Um outro mecanismo relacionado seria a termogênese, pois o efeito térmico do alimento da proteína é maior do que o do carboidrato, podendo essa diferença ser até 20% maior dependendo do tipo de proteína e de carboidrato. Por fim, outra hipótese seria a redução da resposta insulinêmica ocasionada pela diminuição da ingestão de carboidratos, favorecendo a lipólise (queima de gordura).

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