Uma celebração à autoestima

18 de fevereiro, sábado, um dia após meu aniversário, lá estou no aeroporto de Congonhas embarcando para o Rio. O motivo? Uma pool party; mas esperem…. não era uma festa qualquer, era uma festa do blog Futilidades! Escrito por Carla Paredes e Joana Cannabrava. O blog, por muito tempo, teve a sua linha editorial focada em moda. Sim, uma crônica ou outra pelo meio do caminho mas o slogan era “Quem disse que o fútil não pode ser útil?”

Depois de anos, as meninas sentiram necessidade de mudar, viram que o público mudou, o mundo mudou e a moda cada vez mais restringia os corpos femininos. Então, em 2017 o “Quem disse que o fútil não pode ser útil?” se tornou “Um papo sobre autoestima”. Um novo caminho, uma nova vertente, uma conversa com mulheres que, expondo ou não, possuem(possuíam) o mesmo problema: a falta de amor próprio.

Um grupo no Facebook foi criado e em menos de 3 meses já contava com mais de mil mulheres (sim, apenas mulheres), que compartilhavam seus amores, desamores, vida profissional, desabafos sobre distorção de imagem e muito mais do que você possa imaginar. A causa foi longe e se tornou esta festa linda que eu pude participar em 18 de fevereiro no hotel Grand Mercure Riocentro. O melhor da festa? Todas com roupa de banho SEM IMPORTAR O TIPO DE CORPO. Porque é isso que o grupo surgido do blog celebra: a autoestima acima de tudo! Se você está bem com o seu corpo, não importa o que as pessoas digam, você se basta!

Foram quatro horas de conversas, risadas, encontros, desabafos e muita, mas muita diversão. Eu, como amiga das meninas, fiquei tão feliz e tão realizada com este projeto que precisava escrever sobre. Eu precisava falar que me senti completamente à vontade com meu biquini (coisa que não acontece na piscina no prédio). Me senti feliz ao ver tantas mulheres se ajudando e se amando acima de tudo. Vovó sempre dizia e mamãe sempre diz: “Antes de amar qualquer pessoa você precisa se amar primeiro”E isso foi aplicado com maestria na grupo do Facebook, na pool party e é aplicado todos os dias no blog: f-utilidades.com.

Não era para celebrar Carla ou Joana, não era para celebrar uma marca específica, não era para comemorar milhões de seguidores em alguma rede social: Era para celebrar a melhora e a autoestima das mulheres ali presentes, era por uma causa, era por algo muito maior que perdurará neste novo rumo que o Futi tomou. Um encontro feito para as leitoras que viraram amigas que se fizeram um grupo de ajuda que eu tenho a honra de fazer parte.

E sabe a minha alegria? Em saber que empresas como a Bio Extratus apoiou a causa sem pensar duas vezes. “Sim, vamos ajudar! Sim, estaremos presentes neste momento de mudança com o Futilidades”. Na minha cabeça isso vai além de vender produtos, vai além de comercializar cosméticos, isso vai ao encontro da necessidade das mulheres atuais. Não queremos mais engolir forçadamente aquele padrão que a mídia nos impõe. Não queremos mais tentar, a todo custo, sermos perfeitas porque o mundo diz que aquele é o corpo ideal. São poucas, MUITO POUCAS as marcas que abraçam uma causa como esta e desta forma.

Ver as meninas testando os produtos no cabelo, usando as escovas, conhecendo tudo com sorriso nos lábios me fez feliz. Feliz porque eu também trabalho neste meio há muito tempo; e sei o quanto é difícil ajudar uma mulher dita fora do padrão a se sentir linda. E as meninas não fizeram isso com uma, mas com várias. O meu orgulho vai onde? LÁ NO CÉU!

Se quiserem ver com detalhes cada etapa, cada passo desta festa linda, só acessar o Futilidades que estará recheado de fotos, textos e muito, mas muito conteúdo para você sair de lá se sentindo a mais diva do mundo. Ou, no Instagram, use a hashtag #paposobreautoestima e #paponapiscina que você se encantará com as fotos e depoimentos. Ah! O grupo no Facebook é fechado, mas com amor e carinho as solicitações serão aceitas (apenas de mulheres e se tiverem realmente interesse em participar e contribuir com seu depoimento ou mesmo ajudando as amigas).

O post de hoje foi escrito com o maior amor do mundo. Falei de amigas que amo e deram um show. Desculpem se por algum momento rasguei um pouco de seda, mas como não fazê-lo com esta felicidade que sinto em mim? hahaha

Mil beijos
Mah

 

Creme de Silicone com Tutano: Uma outra possibilidade

Eu sempre gosto de testar produtos não apenas da forma descrita na embalagem. Tá, seu sei que é doidera e tudo mais, todavia posso achar uma outra função para ele, não é mesmo? Assim que a gente descobriu sobre as mil utilidades do óleo de coco: testando. hahahaha

Eis que estava olhando para o Creme de Silicone com Tutano e li que ele poderia permanecer ou ser retirado dos fios. Me veio na cabeça: Por que não fazer um pré shampoo com ele? Hein? Hein?

*PAUSA* 

O que é pré shampoo Maraisa?

Como o próprio nome diz, é preparar o cabelo para receber o shampoo. Principalmente aqueles que possuam sulfato, um detergente bastante agressivo para cabelos secos e ressecados. Um cabelo crespo, cacheado ou muito fino embaraça com facilidade. Sendo assim, se você coloca o shampoo direto no fio corre o risco de embaraçar mais ainda e, no momento de pentear/escovar, quebrar o cabelo pela tração mecânica. 

O pré shampoo evita exatamente isso: a quebra e o ressecamento excessivo. Você usa um creme fluido para desembaraçar o cabelo previamente e proteger do shampoo.

*VOLTANDO*

Como fazer esse pré shampoo? Com o cabelo seco, antes de entrar no banho, basta pegar o creme de Silicone, separar o cabelo em mechas e enluvar cada uma delas com o produto. A quantidade é a suficiente para o seu cabelo ficar macio e você sentir que penetrou nos fios. Deixe agir por no máximo dez minutos e depois lavagem normal!

Shampoo, máscara, condicionador… da forma que já está acostumada. A diferença é perceptível assim que passamos o shampoo. O fio não está embaraçado, não quebra tanto nem resseca. É uma forma maravilhosa de proteger fios secos e ressecados além de mais um jeito de usar o creme da famosa linha Tutano.

Testem e depois me digam o que acharam!

Beijos
Maraisa Fidelis

 

AH! O Espírito Natalino!

Fim de ano tem sempre aquela sensação de ciclo terminando, dever cumprido (algumas vezes nem tão cumprido assim), novas metas, alegrias, festas e confraternizações. Ah! As confraternizações! Festa da empresa, amigo secreto (ou oculto), reunião de família, risadas e o tal do “espírito natalino” pairando no ar. Todo mundo só sorrisos, simpatia e gratidão. Todo mundo?

Eu sempre me questiono porque no mês de dezembro as pessoas ficam mais simpáticas, mais solícitas e gostam de presentear. Já ouvi explicações que “Não é época de brigas” “Estamos fechando um ciclo” “É uma forma de agradecimento pelo ano que se foi”. Okay. Mas e o resto dos meses? Por que toda essa GRATIDÃO surge apenas em UM mês do ano? Sou um pouco chata porque na minha cabeça a parte religiosa do Natal já se foi faz tempo e ficou esta coisa comercial. Com isso, porque instigar este “espírito” apenas nesta época?

Sabe, eu quero entrar no elevador e dar bom dia sorrindo o ano todo. Quero continuar perguntando pro porteiro como anda a vida, dar presentes em datas aleatórias ou mesmo declarar minha gratidão no momento em que sinto vontade. Quero estender esta alegria, este gosto pela vida, essa sensação de dever cumprido a cada etapa que eu concluo, ou mesmo a felicidade momentânea. Sinto em alguns círculos esta obrigação de estar no evento x, de participar da celebração y… mas quer maior celebração do que você vencer/viver mês a mês?

Tá, pode ser que eu esteja problematizando o espírito natalino, mas que tal começar a levar este espírito para o ano inteiro? Sorrir mais vezes, pensar no outro mais vezes. Fazer cestas básicas, presentes para pessoas carentes nos outros meses? Doar sangue, doar roupas, dizer palavras carinhosas e viver uma vida baseada no agora? Com um espírito leve e tranquilo de que você não esperou o final do ano para dizer o quanto que aquela pessoa é importante. Para abraçar após um projeto bem sucedido, para vibrar e dizer: eu me importo com você.

Ah, ficou meio natalino este texto né? HAHAHAHHA Contraditória? Não, apenas com vontade de dizer que a passagem do dia 24 para o dia 25 e de dezembro pra janeiro duram UMA noite. E as pessoas…. essas nos “aturam” ou outros 364 dias do ano.

FELIZ NATAL!

Beijos
Mah

Eu gosto de você

Eu namoro faz muito tempo, mas muito tempo meeeeesmo. Porém, quando solteira, sempre pensava nessa história de “Ai vou esperar ele ligar. Preciso ser difícil.” PRECISA MESMO?

Se fazer de difícil é não ligar? É não demonstrar carinho? É fazer a blasé sendo que por dentro a vontade é mandar uma mensagem? Qual o sentido disso?

Sei que vocês podem me falar: “Mah, também eu não posso sufocar a pessoa.” Sim, eu concordo. Mas não demonstrar nenhum tipo de sentimento é frieza demais pra mim. E vou além: é perder tempo da vida. Tempo esse que vocês poderiam conversar sobre os gostos em comum, poderiam falar sobre o novo programa de culinária, poderiam falar sobre a turnê da Beyoncé (que eu espero loucamente aqui no Brasil hahaha).

Talvez a internet tenha facilitado e dificultado as coisas ao mesmo tempo neste ponto. Explico.

Lá em 2000, a gente não tinha Whatsapp para combinar o date. Tá, tinha o MSN porém todo mundo entrava só depois na meia noite (sim, pagava apenas um pulso). Então o que acontecia? LIGAÇÃO! Siiiiim! Usávamos muito o telefone e falávamos horrores. A pessoa interessada ligava, precisava se preocupar com o tom de voz, tinha que passar por quem atendesse o telefone, e depois como conduzir a conversa.

Hoje está mais fácil! Conseguimos falar direto com a pessoa sem passar por ninguém antes; todo mundo tem um celular né? Entretanto, não precisamos pensar na entonação e as vezes, nem nas palavras. Digo as vezes porque eu sempre penso, porém nem todo mundo lê trocentas vezes a mensagem antes de enviar. O contato pode ser direto, mas um tico mais frio não? Saudades ouvir a voz do crush (nunca vou me acostumar que o paquera virou crush) querendo marcar um encontro. E a pessoa pode muito bem não responder na hora, a gente não sabe o que realmente acontece, não escuta a respiração ou as pausas dramáticas.

Aqui vai um parênteses para falar da minha vida hahahahhah. Meu namorado NÃO SUPORTA falar comigo por Whatsapp. Baby (assim que o chamo) sempre me liga quando quer falar algo ou quando eu preciso contar uma história. Então, se é para amenidades usamos o whats, quando é para falar da vida, ligação.

Voltando….

Aí que nesta praticidade de Whats, Facechat, likes e tudo mais, a gente esquece de dar sinais mais concretos. Muitas pessoas preferem se restringir no seu mundo e não demonstrar afeto. Aliás, li sobre isso: estamos nos tornando cada vez mais individualistas achando que apenas o celular basta para nos divertirmos. E ai de quem ligar para conversar! É quase uma AVERSÃO ao contato com os outros, com o mundo externo. Estranho né? Porém eu concordo.

Um “Estou com saudade”, “Lembrei de você”, “Que foto linda” faz falta. Você não é menos ou estará “sendo fácil” por isso. Aproveitando, o que é ser fácil? Demonstrar o que sente? Sentir com intensidade? Então que sejamos as pessoas mais fáceis do mundo! hahaha

Claro que nada disso generaliza, sempre tem quem gosta de dizer o que sente. Porém, senti isso com o passar dos anos nas minhas redes.

A máxima ‘Mais amor, por favor” nunca fez tanto sentido.

fullsizerender

Beijos
Mah

 

Perfeição

IMG_2658Estava aqui pensando com os meus botões… Hoje a gente vê tanta foto perfeita, tantas coisas milimetricamente pensadas, tanto Instagram da vida perfeita que até se pergunta: “Nossa, o que tem de errado com a minha vida?”

Não sei vocês, mas eu algumas vezes penso que diversas pessoas vendem algo surreal. Não existe conta para pagar, não fica um final de semana sem sair, não fica um dia de pijama em casa, não acorda de mau humor. Eu sinto falta de realidade.

Vejam só, parece que foi criado um mundo paralelo de imagens. Onde tudo é lindo, tudo está perfeito, tudo acontece na mais perfeita paz e não existe defeitos. Cabelos bagunçado? Só se for messy hair. Pele com imperfeições? Taca um blur. Cada dia um look diferente porque repetir roupa é inaceitável. Me entenderam? Desculpa, mas eu não vivo neste mundo e não consigo me identificar com uma perfeição contínua.

Li mês passado um texto onde falava sobre esta constante pressão que sentimos para sermos perfeitos, sermos bem sucedidos e estarmos no topo antes dos 30 anos. Não há nada de errado ou anormal com a sua vida se você não tem o Insta com as mais belas imagens do mundo. Você não é menos que ninguém por isso, você não deve se deixar levar. Cada um tem o seu tempo, cada um tem o seu propósito, cada um tem o seu motivo. Se passarmos a nos medir pela janela do lado, a nossa vida deixa de fazer sentido.

Percebo que é preciso muito cuidado para não entrar nesta neura, para não crer que sua vida não tem graça comparada com a do coleguinha. Cá entre nós, vocês creem mesmo que exista uma vida perfeita? Eu acho que não, porque nunca sabemos o que cada um passa. Na minha opinião temos momentos perfeitos que fazem parte de nossa trajetória.

As fotos continuarão sendo lindas, o que pode mudar é o nosso modo de observar. Saber que a nossa vida não se baseia naquilo e traçar o nosso próprio rumo. A perfeição está em lugar e momento que nem imaginamos.

Beijos

Mah