Por que é tão difícil aceitar um elogio?

– Que pele linda!
– Ah! Estou de maquiagem, precisa ver quando tiro.
– Como você explica bem!
– Ah, só alguns assuntos…
– Seu cabelo está maravilhoso!
– hahaha É raridade! Hoje ele acordou de bom humor!
– Que texto bem escrito!
– Você acha mesmo?
– Você é muito bonita!
– Hummm… ah, obrigada! (Mas sem acreditar no elogio recebido)

Tenho certeza que vocês já passaram por alguma situação assim, ou mesmo viram acontecer com alguém. Por que não acreditamos em nós mesmas? Por que vivemos na dúvida? Por que não acreditar na nossa beleza, em nossos talentos e nossa capacidade profissional? Por que tanta dificuldade em aceitar um elogio?

Tenho me feito essas perguntas há alguns meses, quando percebi que ficava sem graça se fosse elogiada. Consciente dessa minha atitude, comecei a olhar todas as mulheres que me cercam, até mesmo algumas nas redes sociais, e o comportamento se repetia (salvo raras exceções). Era um sorriso amarelo, uma cara de dúvida, uma descrença no próprio “taco” e por aí vai.

A primeira coisa que vem na cabeça é: “Essa pessoa está falando sério? Não é só para me agradar? Duvido! Aposto que tem outras intenções nesse elogio!” O mundo ficou tão perverso, tão perfeccionista, exigindo alegria constante e beleza padronizada que nós perdemos a autoconfiança e qualquer elogio parece deboche, ou mentira, ou tem segundas intenções, ou a pessoa está louca. Em ÚLTIMO caso pensamos: “Nossa, mas eu estou bonita mesmo!”

Isso tudo foi tão colocado na nossa cabeça (mesmo que de maneira implícita) desde sempre, que hoje não conseguimos crer nas nossas qualidades. Chato entender que nós, mulheres, fomos criadas de uma forma tão rude a ponto de competirmos umas com as outras. Sempre foi isso que esperavam de nós: uma eterna competição para ver quem tinha mais dotes, quem casava primeiro, quem tinha filhos primeiro e quem era a mais bem-sucedida NO CASAMENTO. Olhar-se no espelho e começar a ver as próprias qualidades? NEM PENSAR! MAS QUE OUSADIA!

Todavia, existe algo muito bacana chamado TEMPO. Aaaah o tempo! Ele leva muitas coisas e traz tanta revolução, traz lucidez e desta vez trouxe força, inteligência e poder suficiente para a mulher tomar conta de si e perceber que a felicidade já está nela. Ela se basta e precisa apenas de alguém que a transborde. Não precisamos de opiniões alheias para termos a certeza do quão bem fazemos determinadas tarefas ou mesmo da nossa beleza. O elogio é apenas a confirmação de que estamos no caminho certo ou um gesto de carinho que podemos agradecer e continuar a vida.

Já pensou que legal pegar todos os elogios recebidos e guardar em um local especial dentro de nós? Acumular elogios em papéis e depois ler tudo no final do ano ou em algum momento de tristeza? AGRADEÇA! Mas agradeça de coração e entenda que você é capaz de muito mais do que imagina! Os elogios existem para serem distribuídos e recebidos com afeto, com alegria e amor.

Que tal a partir de agora agradecer os elogios e ficar feliz com as palavras escutadas? Se alguém parou para te rescrever algo bom, ou falar algo que te enalteça, por que se colocar pra baixo? Por que se inferiorizar? Por que simplesmente não falar “Siiim! Meu cabelo está lindo mesmo hoje!”?

Sei muito bem que você pode me falar que isso é coisa de gente metida, que as pessoas interpretariam mal e tantos outros argumentos. Mas aí eu só digo uma coisa: se nós não nos amarmos, quem vai? Mamãe sempre me disse isso e eu levo para a vida. Tente ver de uma forma mais simples ainda: o elogio serve para te empurrar pra frente e te mostrar que está no caminho certo. Apenas aceite e seja feliz!

Beijos

Verão livre de padrões de beleza

Entre as perguntas que mais recebo em minhas redes sociais estão aquelas sobre fatores que afetam a autoestima nesta época do ano. Como curtir o verão estando acima do peso? Como se jogar na praia sem make nenhuma? Como tirar férias do secador e da chapinha em dias de calor intenso? Pois bem, desde que comecei a pesquisar mais a fundo sobre autoestima feminina, especialmente na geração Instagram, me vi desafiada a enfrentar o verão de uma forma mais leve. Aliás, não só o verão, a vida toda.

Muitas vezes, nós relacionamos a nossa autoestima com o que as outras pessoas pensam da gente. Deixamos de usar certas peças de roupa por medo do que vão achar. Ficamos griladas quando saímos sem maquiagem, paranóicas achando que tá todo mundo olhando para aquela espinhazinha no nosso queixo. Nos tornamos reféns de acessórios de cabelo, pois vai que não me aceitam com meus fios naturais. Comecei a me questionar sobre quantas coisas eu estava a fim de fazer e deixava de lado por medo do que a sociedade me impõe.

Claro que não posso me julgar por isso, nem devemos nos martirizar por ter nos privado, durante um tempo, de ser quem somos de verdade. Vivemos em uma sociedade que possui padrões estampados na nossa cara o tempo inteiro. Revistas, TV, jornais e redes sociais se tornaram os maiores veículos da “vida perfeita”, que nem sempre temos acesso. Vemos cabelos sedosos impecáveis, maquiagens “naturalmente” bonitas, roupas que caem perfeitamente no tipo de corpo considerado ideal. Custamos a ver alguma representatividade de mulheres reais, com corpo real, rosto real, cabelo real, enfim. Somos bombardeadas o tempo inteiro por esse tipo de padrão e acabamos vulneráveis à queda da autoestima por meio da comparação.

Pois bem, queria propor a você um verão diferente, livre desses padrões de beleza que nos é imposto sempre. Podemos começar com um exercício de amor próprio, fazendo as pazes com o espelho refletindo a imagem do que realmente somos e usando os artifícios de moda e beleza como apenas um complemento para nos sentirmos ainda mais bonitas. Vamos sair nas ruas vestindo quem realmente somos, nossa personalidade e o que nos representa. Pois não é mudando que a gente se ama. É se amando que a gente muda. Bora entrar nesse projeto verão? Assim, todos vão notar uma versão de você muito mais feliz e renovada neste 2018!

 

Um #paponapiscina para ficar na memória

Quando pensamos em criar uma pool party do projeto #paposobreautoestima, a primeira coisa que nós pensamos foi que ela seria uma festa para celebrarmos verões sem padrões e sem julgamentos. Nossa ideia foi justamente usar uma piscina como pano de fundo para que leitoras, seguidoras e participantes do grupo se encontrassem para uma tarde descontraída e divertida, com direito a muito biquíni, maiô, caídas na piscina e muito amor próprio.

Acho que nem preciso falar como ficamos felizes de ter a Bio Extratus nos apoiando nessa empreitada, né? Porque o discurso de liberdade com seus cabelos e as diversas linhas pensadas para fazer TODOS ELES serem os melhores possíveis é muito alinhado com o #paposobreautoestima. A quantidade de linhas disponíveis para quem descoloriu, pintou de loiro, fez mechas, pintou de escuro, deixou grisalho, alisou, deixou cachear naturalmente é enorme, assim como as famílias feitas para quem quer revitalizar, fazer crescer, reidratar e tornar seus fios mais fortes.

A primeira festa teve tudo que a gente podia esperar e o feedback que mais ouvimos foi: “eu nunca imaginei que estaria em uma festa na piscina, rodeada de mulheres, dançando de biquíni e não me importando com o meu corpo nem por um segundo”.

A segunda teve um empecilho: a chuva. E, apesar de todos os nossos receios, sabem de uma coisa? Foi incrível do mesmo jeito! Muitas entraram no clima com a gente e apareceram de biquíni com saídas de praia abertas, várias de fato entraram na água e usaram os finalizadores e escovas disponíveis para experimentarem os produtos da Bio Extratus depois. Nós entramos na piscina!

Todas levaram para casa o finalizador da linha Resgate, que é um dos queridinhos, e o Óleo de Argan e Cártamo, ideal para selar as pontas e deixá-las brilhantes e bonitas. Esses dois produtos foram pensados justamente porque são sensacionais e, para quem não conhece a marca, não existe melhor porta de entrada. Quem ficou no hotel – quase 40 meninas vindas de BH, Porto Alegre, São Paulo e outros cantinhos desse Brasilzão – também recebeu no quarto o shampoo e o condicionador da novíssima linha Pós-Coloração.

E, no fim, o que ficou marcado é como a gente não precisa de um tempo maravilhoso para apoiar o #paposobreautoestima. Nesse dia, conseguimos provar que a força do coletivo em criar um ambiente sem julgamentos, com empatia e amor próprio, tem muita luz e energia. Hoje faz quase uma semana que a festa aconteceu, hoje o sol já voltou a brilhar (aliás, voltou a brilhar no dia seguinte da festa, como se São Pedro tivesse feito a chuva cair no sábado só para mostrar pra gente que somos mais fortes que condições meteorológicas) e eu ainda estou pensando em como foi tudo tão especial. E só posso finalizar esse post agradecendo à Bio Extratus por nos apoiar faça chuva ou faça sol e ajudar a levar essa mensagem de liberdade e empoderamento para mulheres de todo o Brasil!

#PapoNaPiscina: a maior celebração da autoestima do Brasil

No último sábado, dia 30, embarquei para o Rio para a segunda edição do #PapoNaPiscina, criado em fevereiro pelas meninas do (F)Utilidades. O blog de Joana Cannabrava e Carla Paredes deixou a linha fashion para assumir uma identidade nova, que une a autoaceitação e a autoestima como foco principal. O grande evento na piscina é uma celebração da autoestima feminina, onde se reúnem mais de 80 mulheres de todos os lugares do país em busca de diversão e troca de experiências sem julgamentos.

A nova vertente do blog está presente em um grupo no facebook, hoje com mais de 4.200 mulheres em busca de se ajudar a melhorar a autoestima e incentivar o amor próprio. Foi incrível poder participar desse evento tão gostoso, sem se preocupar com julgamentos e olhares tortos. Por lá rolou muita música boa, comes e bebes deliciosos, uma piscina incrível no melhor roof top carioca e muita, muita diversão. Pude conhecer muitas meninas de diferentes partes do país, todas vivendo intensamente cada momento da festa.

E foi nessa intensidade toda que meus cabelos pediram socorro. Entre pulos na piscina e danças com as amigas, meus fios acabaram embolando, especialmente na parte de baixo.

A Bio Extratus marcou presença no evento com um espaço recheado de finalizadores para todos os tipos de cabelo e escovas Michel Mercier pra todo mundo conhecer. Foi incrível ver a diversidade de produtos com propostas diferentes para que todas nós pudéssemos continuar lindas e curtindo a festa.

Meu finalizador escolhido para usar nos fios foi o Botica Camomila, que protege os fios até mesmo de fatores externos, como o cloro, os raios solares e a poluição. Desembaracei com a versão Pack & Go da escova, superprática e ótima para levar em qualquer lugar. Pude me sentir linda e com cabelos no lugar para continuar a festa. Vi várias meninas apostando nos produtos como aliados de beleza durante o evento.

Foi um prazer poder participar desse dia tão incrível! Todas nos jogamos nessa ideia de uma festa sem padrões e, modéstia à parte, arrasamos na missão! Amei poder compartilhar um pouquinho sobre mim e ouvir um pouquinho sobre cada uma. Espero que venham os próximos em breve!

E se falhar, vai falhado mesmo

Eu tenho a impressão que vivemos em um mundo onde você é obrigada a ser bem-sucedida para ganhar algum respeito. Vejam bem a palavra que eu usei: obrigação. Não estou falando apenas de trabalho, estou falando da academia, da maternidade, das amizades, de relacionamentos. Falhar não é uma opção em nenhum caso.

Você desiste de ir a uma aula da academia porque todas as outras pessoas parecem melhores e com mais disposição física do que você. Você teme arriscar algo novo na sua vida profissional porque fica com medo de dar errado – e fazem parecer que isso é um pecado maior do que tentar e não conseguir. A culpa materna é 100% vinculada ao medo de errar e, consequentemente, ser considerada uma péssima mãe. Você tem medo de entrar numa relação porque já teve tantos outros relacionamentos frustrados. Enfim, todos os caminhos chegam à conclusão de que falhar é um terror. Mas será mesmo?

É claro que todo mundo gosta de tentar e acertar de primeira, faz bem para a autoestima e a autoconfiança. Mas até que ponto essa competição que criamos com nós mesmas é saudável? Ninguém aqui é uma máquina, criada para agir sempre da maneira esperada justamente para evitar os erros. Então, por que não consideramos que falhar é uma parte natural da nossa trajetória? Por que encaramos como vergonha ou desmerecimento? Por que deixamos que o medo de falhar faça com que a gente fique inerte?

Vejo meu filho aprendendo a encaixar as coisas no lugar e percebo como crianças são destemidas e livres. Ele faz força, muda de posição, tenta em outro buraco, olha pra mim, chora, pede ajuda e, quando consegue, fica nas nuvens. Ele pode até se frustrar por não estar conseguindo, mas o medo de errar não existe. A paralisia por esse medo também não, assim como não existe vergonha de pedir ajuda.

Quero não ser imune a frios na barriga, a novas experiências, à empolgação de tentar algo novo. E se não der certo do jeito que eu imaginava? A gente pede ajuda, tenta de novo, dá um jeito de reverter a falha ou tudo isso junto. 🙂