Alimentação durante a TPM

Durante o período pré-menstrual vários sintomas como  dores de cabeça, câimbras, obstipação intestinal, edema e irritação são comuns, porém podem ser amenizados com uma dieta contendo alguns alimentos que ajudam a evitar estes agravantes. Supõe-se que uma ingestão aumentada de cálcio poderia prevenir as alterações no humor antes e após o período menstrual. Assim, um copo de leite magro extra ou uma xícara de couve por dia parecem ajudar na cura ou prevenção destas alterações.

A intensidade do fluxo menstrual pode ocorrer devido à carência dos alimentos ricos em manganês. Para ajudar a prevenir essas perdas menstruais anormalmente intensas, ingerir alimentos ricos nesse nutriente como frutas (principalmente abacaxi) e vegetais; grãos integrais; nozes e sementes.

Uma pequena ingestão de carboidratos ricos em amidos (pão, batata, massas, aveia, arroz) a cada 3 horas e uma hora ou menos antes de se deitar ou levantar, combate os sintomas da TPM.

Um dos fatores que podem afetar negativamente a TPM é a cafeína, portanto seria adequado não ingerir bebidas que contenham a mesma como chá, café ou refrigerantes.

Uma dieta saudável é capaz de amenizar os desconfortos da síndrome pré-menstrual. Vejam quais são os nutrientes e os alimentos que recomendados neste período…

  • Vitamina B6: contra enjôo, cefaléia e irritabilidade. Boas fontes: arroz integral, germe de trigo, aveia, amendoim, nozes, batata, banana, salmão, atum, fígado de boi.
  • Vitamina E: evita cefaléia, dores nas mamas e cólicas. Boas fontes: cereais integrais, noz, castanhas, azeite de oliva, azeitona, óleo de soja e de girassol, milho, gema de ovo, agrião.
  • Cálcio: alivia cólicas, dor nas costas e nervosismo, porque diminui a contração muscular dolorosa do útero e diminui a retenção de líquidos. Boas fontes: leite e derivados, vegetais e folhas verde escuros, couve e brócolis.
  • Magnésio: este mineral tem função complementar às funções do cálcio, portanto pode diminuir dores na intensidade de contração dos músculos. São boas fontes de magnésio as folhas verdes escuras.
  • Ácidos Graxos: reduz irritabilidade e dores nas mamas. Boas fontes: óleos de peixes marinhos e frutos do mar (ricos em ômega 6 e ômega 3) Bons exemplos: salmão e atum.
  • Vitamina D: necessária à assimilação de cálcio e magnésio, nos ossos. Porém, não é específico para a TPM, e sim para toda a vida da mulher, pois previne a osteoporose.

Cuidado com alguns alimentos…

  • Café: atua sobre o sistema neurosensorial, age sobre o sistema rítmico, acelerando o coração a digestão, além de conter inúmeras substâncias da torrefação do café que são tóxicas e muito prejudiciais ao fígado e a vesícula. O café parece atuar sobre o retículo sarcoplasmático, aumentando a permeabilidade ao cálcio, que torna disponível ao processo de contração, podendo provocar câimbras. A cafeína pode causar insônia, dores de cabeça e irritabilidade.
  • Chá Preto: atua no aparelho digestivo provocando obstipação.
  • Chá Mate: tem ação estimulante sobre o sistema nervoso, mas não é tão forte quanto o chá preto e o café.
  • Guaraná: tem conteúdo de cafeína três vezes mais do que no café, por isso deve ser evitado nesse período.
  • Chocolate: tem função semelhante ao café e o chá. Deve ser ingerido com moderação devido ao alto teor de gordura, podendo ocasionar ganho de peso.

Com relação às câimbras, estas podem ocorrer devido ao desequilíbrio de sódio e potássio, que favorece a entrada de cálcio na célula provocando a contração. Neste caso o ideal é o consumo de alimentos ricos neste nutriente (cálcio) que seriam os leites e derivados e alguns folhosos como brócolis e repolho principalmente.

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Reganho de peso pós cirurgia bariátrica

O sucesso da cirurgia bariátrica é definido como perda mínima de 50% do excesso de peso durante os dois primeiros anos e sua manutenção a longo prazo.
Após dois anos de cirurgia, os pacientes praticamente não emagrecem mais. nesse período, inicia-se a fase de manutenção, mas muitas vezes os pacientes voltam a ganhar peso. Mas, por quê isso acontece?
As hipóteses são:
Dilatação da bolsa gástrica e aumento da capacidade funcional absortiva do intestino delgado, reduzindo os efeitos restritivos e disabsortivos da operação:
Embora pouco comum a dilatação da bolsa gástrica ou da anastomose gastrojejunal pode ocorrer após a operação, em função da elasticidade do estômago. Essa dilatação leva à consequente redução da saciedade e aumento da ingestão alimentar a longo prazo.
Sedentarismo:
O sedentarismo, assim como o comportamento alimentar pode ser considerado importante fator na manutenção  e na reaquisição de peso. Diversos estudos mostram que a aderência ao programa de treinamento prediz a perda e manutenção do peso. Pacientes que praticam atividade física regular tem menor chance de reganho de peso.
Má qualidade da alimentação e retorno aos hábitos alimentares inadequados de antes da cirurgia:
Entre os principais fatores relacionados ao aumento do consumo de calorias podem-se considerar a melhora das intolerâncias alimentares e dos sintomas do Dumping, a dilatação da bolsa gástrica ou da anastomose gastrojejunal e a qualidade do alimento ingerido.
Em função da restrição alimentar provocada pela operação, os pacientes não conseguem ingerir grande volume de alimentos. Portanto, a qualidade do alimento ingerido passa a desempenhar especial valor no controle do valor calórico total da dieta.
Ao longo do tempo, observou-se que pacientes com maior dificuldade de manter o peso após a cirurgia são aqueles que apresentam o hábito de comer frequentemente, beliscando durante todo o dia, e que abusam de alimentos com alta densidade calórica como refrigerantes, doces, sorvetes, bebidas alcoólicas e guloseimas.
Redução da taxa metabólica basal:
Após a cirurgia, as alterações anatômicas e fisiológicas provocadas pela operação levam à rápida perda de peso. que parece estar associada a uma significativa perda de massa muscular. Com isso, há evidências que mostram redução na TMB e consequente predisposição dos pacientes a ganharem peso.
Vale lembrar que a cirurgia bariátrica não é milagrosa como muitos acreditam. Apesar de ser uma das melhores abordagens no controle da obesidade, ainda não é garantia de sucesso. Para que isso aconteça, ainda é necessário acompanhamentos nutricional, psicológico e médico adequado e atividade física regular.
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Carboidratos e exercício físico

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Muitos pacientes sabem que pode ser necessário comer carboidratos antes, durante e após o treino, mas muitos não sabem a real função deles.
Então vamos esclarecer essa dúvida:
Pré-exercício físico: tem o objetivo principal de armazenar energia para utilização durante o exercício na forma de glicogênio hepático e muscular, já que quanto maior for a concentração deste no início da atividade física, melhor será o rendimento. Destaca-se que o período que antecede a prática não deve ser pensado somente como o momento imediatamente antes do treino/prova, mas sim as 24 ou 48 horas anteriores.
Durante o exercício físico: tem o objetivo principal de diminuir a taxa de uso do glicogênio hepático e muscular, que passa a ser crítico para os momentos finais do exercício.
Após o exercício físico: tem o objetivo principal de repor os estoques de glicogênio hepático e muscular, mas ressalta-se que esse momento não se traduz somente pelo período próximo ao término da modalidade, mas sim todo aquele que antecederá a realização da próxima sessão de treino/prova.
Deu pra ver que o mais importante é ter uma alimentação saudável como um todo, e não se alimentar corretamente somente antes ou depois do treino.
Portanto, a avaliação de um nutricionista é fundamental para que você atinja seus objetivos com mais facilidade e rapidez. Só ele é capaz de montar um plano alimentar personalizado pra você, com os carboidratos certos, considerando seu estilo de vida e o tipo de atividade física que você pratica.

 

Amor declarado por eles, os temperos

Depois que eles chegaram para fazer parte da cozinha, ela nunca mais foi a mesma. Nem ela e nem os pratos que antes eram preparados apenas com sal refinado.

Nada contra essa relação entre o sal e todas as comidas do mundo. Apenas há uma forma mais gostosa, fresca, saudável e apetitosa de preparar um menu.

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Veja quais são esses temperos, para incrementar, ainda mais, o seu prato principal.

MANJERIÇÃO – aroma e sabor marcante que combina com saladas, massas e sopas. Pode reduzir os níveis de colesterol.

OREGANO – cheiro é inconfundível, é perfeito para massas, carnes ou batatas. Possui a ação de acalmar e diminuir dores de cabeça.

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ALHO – um sabor que nenhum outro tem, pode ser picado ou amassado e também cai muito bem quando refogado no azeite. Possui muitos minerais e vitaminas.

CEBOLA – tem que queira vê-la bem longe, mas picadinha, em rodelas, batida no liquidificador, ela pode ser refogada no azeite. Tem vitamina C e ação anti-inflamatória.

HORTELÃ – sensação de frescor, especial para pratos ou líquidos, ideal para acrescentar a saladas, patês e sucos de outras frutas. Contém fibras e ferro.

 

Óleos vegetais e gorduras animais (parte 2): a polêmica da manteiga e da margarina

Dando continuação ao post anterior, falaremos agora sobre as gorduras animais. São elas: manteiga, manteiga ghee, margarina e banha de porco.
imagem 1Manteiga, manteiga ghee e margarina:

Manteiga: feita apenas de creme de leite e corante urucum (a sem sal).
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Margarina: feita à base de óleos vegetais, água, sal, leite, estabilizantes, emulsificantes, conservadores, acidulantes, aromatizantes, corantes, antioxidantes – totalmente industrializada. Na margarina Qualy Light, foram encontrados no rótulo mais de 20 ingredientes.
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Manteiga ghee: é a manteiga, porém sem a lactose. Também chamada de manteiga clarificada. Como fazê-la: coloque a manteiga para esquentar no fogo até formar uma espuma (que é a lactose). Basta remover essa espuma e você tem a manteiga ghee. Uma boa opção para os intolerantes à lactose.
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Manteiga – R$ 5 a embalagem de 200 g.
Margarina – R$ 4 a embalagem de 500 g.
Banha de porco:
Na verdade, a banha tem uma composição perfeitamente balanceada com cerca de 40% de gordura saturada e 45% de gordura monoinsaturada.
Portanto, não é gordura saturada pura como muitos acreditam. Esse é outro mito feito pela indústria dos óleos vegetais para descredenciar essa gordura e acabar vendendo mais óleos vegetais.
Estudos atuais mostram que a gordura saturada não é prejudicial à saúde como se acreditava antigamente, devendo fazer parte (10%) de nossa alimentação.
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Como comprar: não vale a banha vegetal ou gordura hidrogenada encontrada nos supermercados. É NECESSÁRIO LER A LISTA DE INGREDIENTES. Se o único ingrediente for gordura suína, ok. Se for gordura vegetal hidrogenada, não compre!
Para pensar: nossos avós cozinhavam com banha de porco e não tinham nem metade dos problemas cardiovasculares dos dias atuais!
R$ 8 a embalagem de 1 kg.
Agora vamos a outra polêmica…
Manteiga ou margarina?
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Manteiga! De acordo com o novo guia alimentar, a manteiga está muito mais para alimento do que a margarina, que está mais para produto alimentício.
A margarina, por ser uma gordura hidrogenada, possui ácidos graxos trans reconhecidos hoje como os grandes responsáveis pelas doenças cardiovasculares. Só que nos anos 2000 retiraram a gordura trans da margarina através de um processo chamado interesterificação. Esse processo modifica a ordem dos ácidos graxos na molécula. A composição da gordura continua a mesma, mas sem gerar ácidos graxos trans em grande quantidade.
Além disso, esse novo tipo de produto alimentício pode conter resíduos químicos e radicais livres. Estudos indicam que a gordura interesterificada diminui o HDL e aumenta os níveis sanguíneos de glicose e insulina.
Então, não temos como saber se a gordura trans foi realmente retirada ou se ainda existe em pequena quantidade, pois até 0,2 g por porção a ANVISA permite que não seja discriminada no rótulo.
Parece pouco, mas….
A recomendação diária de gordura trans pela OMS é de 2 g/dia, o que pode ser facilmente ultrapassada se não estiver identificada corretamente no rótulo dos alimentos.
Como saber se a gordura trans ainda existe: basta ler o rótulo. Se algum dos ingredientes for “gordura hidrogenada” pode saber que ela ainda existe, mesmo que seja em pequenas quantidades.
Qual a melhor opção para usar em nossa rotina diária?
Para cozinhar: azeite virgem, óleo de coco, manteiga, banha de porco.
Para fritar (imersão): azeite virgem, óleo de coco. São óleos mais caros, então o ideal é não fritar os alimentos – use o forno e asse!
Para temperar: azeite extra-virgem.

Para saber mais sobre nutrição, acesse www.renatarodriguesoliveira.blogspot.com